Sindicato Nacional dos Aeronautas

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Sindicato Nacional dos Aeronautas / AeroClipping / AeroClipping, 3ª-feira - 02 de março de 2010 - ano VIII - nº 38

AeroClipping, 3ª-feira - 02 de março de 2010 - ano VIII - nº 38

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O ESTADO DE S.PAULO
Passageiro passa mal e morre durante voo
Avião com equipe humanitária cai no Chile e mata seis
Folha de São Paulo
Empresas aéreas ignoram norma de acessibilidade
LAN Chile anuncia retomada de operações em Santiago
Aeroporto de Santiago reabre na sexta; chilenos aguardam voos no Brasil
O Globo
Riscos nos aeroportos
Aeroportos passam a exigir documento com fotografia na hora do embarque
Cerco aéreo 1 e 2
Angústia, frustração e tristeza nos aeroportos
Chilenos montam barraca em frente ao posto da Anac no Aeroporto Internacional Tom Jobim
Jornal do Brasil
Autoridades chilenas querem aeroporto improvisado para normalizar voos
Agência Brasil
LAN Chile retomará parte de suas operações no Aeroporto de Santiago amanhã
Jornal de Turismo
US Airways e Brussels estabelecem parceria para Europa e África


O ESTADO DE S.PAULO
segunda-feira, 1 de março de 2010, 20:12 | Online
Passageiro passa mal e morre durante voo
PRISCILA TRINDADE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Um passageiro francês sofreu um enfarte durante um voo da TAM, que fazia o trajeto Paris/São Paulo, na madrugada desta segunda-feira.

Segundo a TAM, devido ao ocorrido, a aeronave pousou por volta das 5 horas no aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, no Ceará. O passageiro morreu e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza. O voo prosseguiu para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde os outros passageiros desembarcaram.

Em nota, a TAM afirma que "está prestando assistência à família do passageiro, que deve chegar em breve ao país".

sobe


O ESTADO DE S.PAULO
segunda-feira, 1 de março de 2010, 18:42 | Online
Avião com equipe humanitária cai no Chile e mata seis
Avião saiu de Santiago em direção à Concepción; equipe de cinco agentes e piloto morreram.
BBC Brasil

Um avião de pequeno porte que levava uma equipe de cinco agentes humanitários para ajudar vítimas do terremoto no Chile caiu nesta segunda-feira em Tomé, no leste do país, matando os cinco passageiros e o piloto.

De acordo com o jornal chileno El Mercurio, os agentes eram funcionários da Universidade San Sebastián.

Segundo a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC), a aeronave do modelo Piper PA 31, saiu do aeroporto de Tobalaba, em Santiago, com direção à cidade de Concepción - uma das mais atingidas pelos tremores - por volta das 12h30. O avião perdeu o contato com a torre de controle por volta das 15h10.

Oficiais da DGAC estão no local do acidente. Ainda não se sabe o que teria provocado a queda da aeronave.

De acordo com o governo chileno, o terremoto que atingiu o país no último sábado matou pelo menos 723 pessoas. Cerca de 1,5 milhão de casas foram danificadas e 2 milhões de pessoas foram afetadas pelo tremor.

sobe


Folha de São Paulo
São Paulo, terça-feira, 02 de março de 2010
Empresas aéreas ignoram norma de acessibilidade
Aparelho elevatório para deficientes físicos está disponível em apenas 10 dos 67 aeroportos administrados pela Infraero
Segundo regra da Anac, companhias aéreas têm de disponibilizar elevador para cadeirantes quando o embarque é feito na pista

EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL


A tensão de uma viagem aérea para pessoas com deficiência física no Brasil, muitas vezes, pode atingir o seu pico antes mesmo da entrada no avião.
Ao contrário do que exige uma norma editada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) há três anos, 57 aeroportos administrados pela Infraero, de um total de 67, não têm plataformas elevatórias.
O equipamento é considerado o mais seguro para colocar as pessoas que usam cadeira de rodas ou estão em uma maca dentro de um avião. Eles são fundamentais quando a subida na aeronave precisa ser feita a partir do próprio pátio.
Vários aeroportos não têm pontes de embarque. Mesmo naqueles que possuem essas estruturas, os aviões podem parar na "posição remota" -longe do edifício de embarque.
Apenas dez aeroportos têm o chamado "ambulift", nome mais usado para o elevador. Os equipamentos estão em Brasília, Fortaleza, Goiânia, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Grande São Paulo (Congonhas e Guarulhos) e Uberlândia.
A norma, que passou a valer em 2008, diz que toda companhia aérea deve oferecer "veículos equipados com elevadores ou outros dispositivos apropriados" quando o avião não estiver acoplado ao prédio do próprio aeroporto.
Nos pátios aeroportuários nacionais, entretanto, cenas que refletem a improvisação costumam ocorrer, indicando que não existe nem ambulift nem uma alternativa segura.
"Aqui em João Pessoa, para embarcar ou desembarcar, são necessários dois funcionários da companhia para levantar a cadeira [de rodas] e subir aquelas escadas. É muito desagradável", afirma Franswillame Oliveira da Silva, que há dois anos sofreu um acidente de moto e ficou paraplégico. Na capital da Paraíba, não existem pontes de embarque. Os aviões estacionam no próprio pátio.
A TAM diz que a quantidade de ambulifts é suficiente para atender à demanda. A empresa tem cinco aparelhos próprios. Nos demais casos, ela usa os da Infraero, que cobra, em média, R$ 100 por uso, diz a TAM.
A Gol, que não tem ambulift próprio, disse que tem pessoal treinado para superar qualquer tipo de obstáculo que possa existir no embarque ou no desembarque dos passageiros com necessidades especiais.
A norma da Anac também lista exigências para o passageiro. O consumidor especial, para ter um atendimento digno, precisa informar suas necessidades com 72 horas de antecedência ao embarque.
A agência reguladora registrou só 221 reclamações em 2009 relacionadas à acessibilidade em aeroportos. Menos de 1% do total. Por isso, a Anac recomenda que, após qualquer problema, os usuários devem formalizar suas reclamações nos balcões do órgão.

sobe


Folha Online
01/03/2010 - 19h52
LAN Chile anuncia retomada de operações em Santiago
da Agência Brasil
da Folha Online


A companhia aérea LAN Chile informou que retomará nesta terça-feira (2) suas operações no aeroporto de Santiago, ainda que de forma restrita. O aeroporto da capital chilena sofreu danos com o terremoto que atingiu o país no último sábado (27) e, por isso, foi fechado.

De acordo com nota divulgada hoje, a empresa retomará apenas 15% de suas operações domésticas e internacionais. A prioridade é transportar todos os passageiros que tenham sido afetados por cancelamentos de voo até a próxima quinta-feira. Apenas na sexta, a empresa aérea tem expectativa de voltar a operar normalmente.

O Ministério de Obras Públicas do Chile afirmou nesta segunda que o aeroporto deve ser reaberto para voos internacionais na sexta-feira. Segundo o ministério, a normalização dos voos nacionais depende do conserto de tanques de armazenamento de combustível para as aeronaves, danificados pelo tremor.

Nesta segunda, dois voos da companhia saíram do Brasil com destino a Santiago. O primeiro partiu na madrugada de São Paulo, com escala na cidade chilena de Iquique, e o segundo saiu à tarde, do Rio de Janeiro, com escala em São Paulo e na cidade chilena de Antofagasta.

Entre sábado e hoje, 12 voos da LAN Chile que sairiam do Brasil rumo a Santiago foram cancelados devido ao fechamento do aeroporto de Santiago. Vários cidadãos chilenos, que tiveram seus voos cancelados, permanecem em aeroportos na expectativa de embarcar de volta ao seu país.

sobe


Folha Online
01/03/2010 - 11h14
Aeroporto de Santiago reabre na sexta; chilenos aguardam voos no Brasil
da Folha Online
Atualizado às 11h32.

O Ministério de Obras Públicas do Chile afirmou nesta segunda-feira que o aeroporto da capital Santiago só deve ser reaberto para voos internacionais na próxima sexta-feira (5), apenas seis dias depois do terremoto de magnitude 8,8 que matou ao menos 711 no último sábado (27). No Brasil, ainda não há previsão de retomada dos aviões rumo ao Chile e dezenas de chilenos reclamam da falta de assistência enquanto esperam há dois dias por um avião no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP).

Segundo o ministério, os voos nacionais devem ser normalizados nas próximas 24 horas se as autoridades conseguirem consertar os danos causados pelo tremor aos tanques de armazenamento de combustível para as aeronaves, informou Pablo Ortega, secretário-geral da Direção Geral de Aeronáutica Civil.

As autoridades preveem ainda habilitar nas próximas horas cinco pontes de embarque para permitir o funcionamento inicial do aeroporto da capital, assim como tendas provisórias para realizar o controle de passageiros e bagagem.

Embora o aeroporto não esteja funcionando completamente, alguns voos internacionais conseguem chegar à capital chilena. Os aviões têm que fazer escala em Antofagasta e Iquique, no norte do país, para o controle imigratório, para entra seguir rumo a Santiago.

Segundo a agência de notícias Efe, seis voos chegaram neste domingo à cidade. Nesta segunda-feira, estão previstas as chegadas de outros nove aviões.

Ortega disse, contudo, que nenhum voo tem autorização para aterrissar do Aeroporto Internacional de Santiago.

Ele afirmou ainda que haverá uma reunião às 15h desta segunda-feira para determinar as medidas necessárias para retomar o transporte aéreo.

Brasil
No Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), um grupo de cerca de 60 chilenos com passagens da companhia aérea LAN CHILE, que era de propriedade do presidente eleito Sebastián Piñera, aguardam desde sábado (27) pela remarcação de seus voos.

Segundo o repórter da Folha Online, Márcio Neves, todos se queixam da falta de suporte da empresa área aos passageiros com voo cancelado. As companhias aéreas GOL e TAM, que também operam rotas para o Chile, concederam apenas traslados de volta aos hotéis para seus passageiros, mas não pagaram pelas diárias extras.

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em casos de desastres naturais que impeçam os voos, as companhias não são obrigadas a oferecer suporte aos passageiros.

Os chilenos relataram a Neves que chegaram a procurar o consulado do país, mas que os diplomatas disseram que podem apenas pressionar a companhia aérea a ajudar.

A assessoria de imprensa da LAN CHILE informou à Folha Online que um avião com 150 passageiros decolou à 1h40 desta segunda-feira, com 150 passageiros a bordo, rumo a Santiago. O avião, como outros voos internacionais, fez escala em outra cidade chilena para os trâmites burocráticos.

Os passageiros que conseguiram embarcar, segundo a LAN, haviam comprado passagens para a manhã de sábado (27).

A LAN informou que um segundo voo deve deixar o Rio de Janeiro rumo a Santiago, com escala em São Paulo, ainda sem previsão de horário. O avião levará 150 passageiros.

As três companhias anunciaram no sábado (27) o cancelamento dos voos para a capital chilena em três aeroportos do país, o Galeão (Rio); o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (na Grande São Paulo) e o aeroporto internacional de Florianópolis, em Santa Catarina.

A Infraero recomenda que os passageiros com viagem marcada para o Chile entrem em contato diretamente com companhia aérea para obter informações sobre a situação dos voos.

sobe


O Globo
Riscos nos aeroportos
ODEMIRO FONSECA

Aeroportos definitivamente não são bens públicos. Em 2010, no Brasil, 145 milhões de passageiros (total de embarques mais desembarques) estarão dispostos a pagar por produtos e serviços em terminais aeroportuários. A Infraero os atenderá mal. Monopólios estatais são crônicos problemas políticos e péssimos em atender demanda de consumidores.

Já o setor privado adora uma boa demanda e tem condições de construir aeroportos mais baratos e operá-los muito melhor, como se observa pelo mundo.

Uma doméstica referência são os shoppings. Os serviços necessários para receber um passageiro na entrada de um terminal e colocá-lo dentro do avião (e vice-versa) são similares aos prestados por um shopping. A construção de um shopping do tamanho do aeroporto de Brasília custa R$ 3 mil por m2 e demora 18 meses para ficar pronto. Por m2, as expansões dos aeroportos S. Dumont e Congonhas custaram seis vezes mais e demoraram 15 vezes mais. Além do desperdício de capital público, a operação da Infraero é medíocre, comparada a shoppings. Em estacionamentos, banheiros, alimentação, conforto, segurança e limpeza, a diferença é gritante.

E os shoppings oferecem cada vez mais serviços.

Em área construída, existem hoje 20 shoppings maiores que o aeroporto de Guarulhos e 50 shoppings maiores do que o aeroporto de Brasília, os dois maiores aeroportos em tráfego. Os empreendedores de shoppings aprenderam a construir barato e rapidamente. É onde se ganha a guerra. Em 30 anos construíram área equivalente a 120 aeroportos de Guarulhos ou 240 aeroportos de Brasília. Administram tráfego de pessoas 70 vezes maior do que o da Infraero.

Esse pessoal constrói e opera aeroportos com um pé nas costas, desde que criado o ambiente institucional adequado.

Empurrado pela realidade, este governo ou o próximo estabelecerá novo marco regulador para aeroportos. Mas aí é que mora o perigo. Se o governo insistir em fazer os projetos dos aeroportos, contratar as empreiteiras de sempre e depois conceder os terminais a operadores privados, os ganhos dos passageiros poderão ser pequenos e as histórias de corrupção, grandes. E continuarão os problemas políticos e jurídicos, as longas e caras construções e os terminais desconfortáveis. Para termos aeroportos agradáveis e funcionais para a Copa do Mundo e Olimpíada, precisaremos de PPPs e segurança jurídica para que o setor privado possa projetar, investir, financiar, construir, expandir e operar os terminais.

sobe


O Globo
Aeroportos passam a exigir documento com fotografia na hora do embarque
Medida é padrão internacional, diz Anac, e valerá até em voos domésticos

Entrou em vigor ontem a medida da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que obriga os passageiros a embarcar nos aeroportos brasileiros mediante a apresentação de documento de identificação com foto para o funcionário da companhia aérea. Segundo a agência, a medida já é adotada na Europa e na América do Norte.

Os passageiros que fazem check-in pela internet, nos balcões de autoatendimento ou por celular não serão obrigados a carimbar seu cartão de embarque nos balcões das companhias aéreas antes de entrar na sala de embarque.

As mudanças, segundo a agência, foram decididas por representantes da Anac, da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Polícia Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Defesa e empresas aéreas. O objetivo é “adequar o Brasil às melhores práticas internacionais de identificação de passageiros”.

De acordo com a Anac, é recomendável que, na chamada para o embarque, o passageiro já esteja com o documento em mãos. Os funcionários das companhias devem checar o documento com o cartão de embarque, com o objetivo de garantir que o passageiro que está entrando na aeronave é o mesmo que consta no cartão

Carteiras de habilitação e de trabalho também são aceitas São aceitos para embarque em voos domésticos: carteira de identidade (RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública; carteira nacional de habilitação (modelo com fotografia, mesmo que vencida); carteira de trabalho; passaporte nacional; documento expedido por Ministério ou órgão subordinado à Presidência da República; carteira de identidade emitida por Conselho ou Federação de categoria profissional (com fotografia e válido em todo o território nacional); licenças de piloto, comissário, mecânico de voo e despachante operacional de voo emitidas pela Anac.

Além disso, a nova resolução prevê que cartões de identidade expedidos pelo Poder Judiciário ou Legislativo, no nível federal ou estadual, também passarão a ser aceitos.

Os documentos podem ser originais ou cópia autenticada, desde que assegurem a identificação do passageiro. O boletim de ocorrência continua sendo admitido para embarque em casos de furto, roubo ou extravio do documento, se emitido há menos de 60 dias. Segundo a Anac, crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos devem apresentar documento de identificação com foto ou certidão de nascimento, além de comprovação da filiação ou parentesco com o responsável.

O passageiro deve consultar previamente outras exigências para viagens com menores, estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Vara da Infância e Juventude do local do embarque. Índios podem embarcar com documento de identidade ou autorização de viagem expedida pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Nas viagens internacionais, o passageiro deve apresentar passaporte ou outro documento de viagem válido estabelecido pelo Serviço de Migração da Polícia Federal (DPF), no portão de embarque.

sobe


O Globo
Cerco aéreo 1
Flavia Oliveira


A Air France tem audiência nesta sexta com o MP do Trabalho no Rio. A aérea foi convocada a assinar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a contratar os funcionários do check in no Brasil, hoje terceirizados. Para o MP, o modelo é ilícito, porque o atendimento ao cliente é um serviço essencial da aérea e configura vínculo empregatício. A tese se baseia na Súmula 331 do TST.

Cerco aéreo 2

A francesa será acionada à Justiça, se não assinar o TAC. Foi o que aconteceu com Delta e United Airlines, ambas com processos em andamento. O MPT investiga denúncia semelhante contra a American Airlines.

sobe


O Globo
Angústia, frustração e tristeza nos aeroportos
Passageiros chilenos dormem nos terminais do Rio e brasileiros esperam por resgate da FAB em Santiago
Christine Lages e Ludmilla de Lima

Chilenos que embarcariam para Santiago no sábado passado vivem um drama nos corredores do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Sem amparo das companhias áreas ou do Consulado-Geral do Chile no Rio, passageiros com bilhetes marcados para sábado, domingo e ontem aguardavam informações sobre os próximos voos.

Muitos dormem desde sábado nos terminais, já que a TAM e a chilena LAN não ofereceram hospedagem. Na capital chilena, brasileiros também vivem dias de angústia enquanto tentam retornar ao país.

No Rio, também não foram providenciadas comida e água para os passageiros, entre eles uma portadora de deficiência física e um casal de chilenos que perdeu uma sobrinha de 12 anos no desabamento de um prédio.

No saguão do aeroporto, os professores Gladys del Campo e Juan Godoy sofriam com a morte da sobrinha Ilse, enterrada ontem no Chile. Com o filho de 1 ano e meio no colo, a estudante Maria Partenes buscava nas empresas aéreas um cobertor para a criança. A TAM disponibilizou apenas dez mantas aos passageiros.

— Nosso voo (domingo) foi cancelado e acabamos ficando mais um dia em Búzios, pagando por conta própria — disse Maria, preocupada com a alimentação e falta de roupas para o filho.

Revoltados com o desamparo, os passageiros da LAN protestaram, colando nas colunas do saguão frases como “Onde está o cônsul?” e “Lula, ajuda a gente”. Numa cadeira de rodas, a missionária Ana Morales, também reclamava do desempenho brasileiro.

— O que eu lamento é o tratamento que estamos recebendo do governo brasileiro — afirmou a missionária.

No início da tarde ontem, sem que fosse anunciado, um voo da LAN decolou rumo a Santiago com parte dos passageiros que aguardavam. Em nota, a empresa informou que retomará hoje, de forma restrita, as operações nacionais e internacionais no aeroporto de Santiago. A normalização é esperada somente a partir de sexta-feira. A LAN, a TAM e a GOL divulgaram que os passageiros atingidos pelo cancelamento de voos poderão remarcar seus bilhetes sem multa.

A TAM e a Gol não deram prazos para o retorno das operações até o Chile.

Avião da FAB leva esperança a brasileiros no Chile Em Santiago, um grupo de 40 brasileiros aguardava ansiosamente pelo retorno em um avião da FAB. Eles participavam de um congresso de literatura infantil na capital, onde chegaram na quarta-feira.

Entre eles, estavam as escritoras Lygia Bojunga e Ana Maria Machado, que receberam a notícia sobre a possível volta ao Brasil ainda à tarde.

O secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, José Castilho Marques Neto, era o responsável pelo traslado do grupo, mas também não soube informar se as escritoras voltariam ou não para casa ainda ontem.

— Não sei de nada ainda.

Acho que o nosso voo sai em duas horas — disse ele, à tarde, por telefone.

Horas depois, Castilho ainda aguardava notícias do governo brasileiro. — Continuamos na expectativa. A embaixada está resolvendo isso, mas ainda não nos ligaram de volta.

No final da noite, o Itamaraty disse não saber informar se uma aeronave fora disponibilizada para o resgate do grupo.

A ideia de o governo trazer alguns brasileiros irritou a médica carioca Márcia Garcia, de 56 anos. Ela acredita que seu filho não estará entre os passageiros da aeronave da FAB.

Diogo Rafael Garcia, estudante de Medicina, de 20 anos, voltava da Austrália e faria uma breve escala em Santiago antes de seguir para o Brasil.

— A LAN me colocou em um hotel que me serve apenas o café da manhã. Estou pagando com cartão de crédito o almoço e o jantar, mas vou querer meu dinheiro de volta — contou o brasileiro. — Acho que volto na sexta ou segunda-feira, mas nada é certo.

No final da noite, o Itamaraty afirmou que não decidiu se a FAB disponibilizará aeronaves para trazer os brasileiros do Chile e, por isso, não sabe se haverá prioridades na lista de resgatados.

sobe


Globo Online
Chilenos montam barraca em frente ao posto da Anac no Aeroporto Internacional Tom Jobim
Plantão | Publicada em 02/03/2010 às 06h04m
Flavia Lima

RIO - Uma barraca de camping foi montada por um grupo de chilenos em frente ao posto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no Terminal 2 do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na madrugada desta terça-feira. Os chilenos, que embarcariam para Santiago no último sábado, aguardam informações sobre o próximo voo para o seu país de origem.

Segundo a professora Flavia Riquelme - que está no Rio desde sexta-feira -, o grupo não recebeu nenhuma informação sobre quando poderá retornar ao Chile. A estudante Maria de Jesus apela para que o governo brasileiro dê algum tipo de ajuda ao grupo. Ela espera um voo disponível para Santiago desde sábado.

O estudante Laurio Caiozzi informou que não tem dinheiro nem mesmo para comer. Segundo o chileno, a companhia aérea providenciou apenas pão e uma manta, para proteger do frio.

sobe


JB Online
Autoridades chilenas querem aeroporto improvisado para normalizar voos
Agência Brasil

SANTIAGO - Na busca pelo retorno à normalidade, autoridades tentam retomar a rotina no Chile, depois do terremoto do último sábado. Com estradas destruídas e pousos e decolagens suspensos no aeroporto de Santiago (capital chilena), a orientação da Direção-Geral da Aviação Civil (DGCA) é montar um aeroporto provisório na região de Pudahuel (na área metropolitana de Santiago) e dar estrutura a mais três grandes terminais do país. Isso deve garantir a aterrissagem e partida de alguns voos.

A ideia é armar tendas improvisadas e instalar nelas postos de trabalho para as atividades da polícia internacional e condições para a revisão das bagagens e dos passageiros. Há ainda, segundo as autoridades, expectativas para a solução com um dos tanques de armazenamento de combustível de avião, o que está em falta agora no terminal aéreo.

Inicialmente, para as aeronaves que viajam rumo ao Chile, a ordem é que os primeiros pousos ocorram nas regiões de Antofagasta e Iquique. Nestes locais serão verificados os documentos por parte da Polícia Internacional – o equivalente à Polícia Federal –, das autoridades de Alfândegas e do Serviço de Aviação.

O Ministério das Obras Públicas do Chile informou que os esforços têm como finalidade retomar a rotina de voos internacionais até sexta-feira (5). Antes, as operações locais devem ser retomadas, segundo das autoridades.

Os cálculos iniciais indicam que a concessão de infraestruturas públicas vão custar cerca US$ 600 milhões para a reconstrução de pontes e estradas, além da organização das áreas dos principais aeroportos.

10:24 - 01/03/2010

sobe


Agência Brasil
LAN Chile retomará parte de suas operações no Aeroporto de Santiago amanhã
Enviado por Rivadavia Severo, seg, 01/03/2010 - 18:58
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – A companhia aerea LAN Chile informou, por meio de nota, que retomará amanhã (2) suas operações no Aeroporto de Santiago, ainda que de forma restrita. O aeroporto da capital chilena sofreu danos com o terremoto que atingiu o país no último sábado (27) e, por isso, foi fechado.

Segundo a nota, a LAN Chile retomará apenas 15% de suas operações domésticas e internacionais. A prioridade é transportar todos os passageiros que tenham sido afetados por cancelamentos de voo até a próxima quinta-feira (4). Apenas na sexta-feira (5), a empresa aérea tem expectativa de voltar a operar normalmente.

Hoje, segundo a assessoria de imprensa da LAN Chile, dois voos saíram do Brasil com destino a Santiago. O primeiro saiu de madrugada de São Paulo, com escala na cidade chilena de Iquique, e o segundo saiu à tarde, do Rio de Janeiro, com escala em São Paulo e na cidade chilena de Antofagasta.

Entre sábado e hoje, 12 voos da companhia que sairiam do Brasil rumo a Santiago foram cancelados, devido ao fechamento do aeroporto da capital do Chile. Vários cidadãos chilenos, que tiveram seus voos cancelados, permanecem no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro na expectativa de embarcar de volta ao seu país.

sobe


Jornal de Turismo
US Airways e Brussels estabelecem parceria para Europa e África
Seg, 01 de Março de 2010 13:06

A US Airways e Brussels Airlines firmaram um acordo que tem como objetivo melhorar as ligações para a Europa e para o continente Africano. O acordo de codeshare vai permitir à transportadora norte-americana oferecer mais de vinte destinos para os dois continentes. No entanto, o acordo está ainda dependente da autorização do Departamento de Transportes dos EUA.

A US Airways anunciou também que a partir de 7 de abril vai retomar a ligação diária entre Filadélfia e Bruxelas.

Publituris

sobe