O ESTADO DE S.PAULO
Avião mais confortável terá selo e etiqueta
Folha de São Paulo
Empresa aérea informará aperto de poltrona
Anac determina que empresa aérea informe espaço útil entre poltronas
O Globo
Anac lança selo para classificar espaço entre poltronas de aviões
Jornal do Brasil
Anac classifica aviões pelo espaço entre os assentos
Valor Econômico
Anac não libera voo da Aerolíneas Argentinas marcado para domingo
Agência proíbe cobrança de adicional de combustível
Para formar aliança, há mais oferta de "slots"
ZERO HORA
Avião da BM faz pouso forçado em Santa Maria
Agência Brasil
Governo elabora plano para acelerar investimentos e melhorar administração em aeroportos
Folha do Turismo
Aerolineas divulga no Rio operações para Aeroparque com conexões diretas para Bariloche
Tam amplia frota com o novo A319 e leva suprimento para as vítimas do terremoto no Chile
Continental Airlines terá novos voos entre Nova York e Londres
Panrotas
Kaká critica aéreas e pede comissão da Anac
Senador critica Anac e Infraero. Agência se defende
Aeroportos do RJ têm novo superintendente regional
O ESTADO DE S.PAULO
Quinta-Feira, 11 de Março de 2010 | Versão Impressa
Avião mais confortável terá selo e etiqueta
Em 1 ano, as companhias deverão informar o espaço entre poltronas
Saulo Luz
Em um ano, os passageiros poderão contar com uma nova informação para garantir uma viagem aérea mais agradável. Ao adquirir um bilhete para voos domésticos ou internacionais, o usuário poderá escolher as aeronaves com maior espaço entre as poltronas. Uma etiqueta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) identificará o espaço útil no momento da compra da passagem.
O Selo Anac, juntamente com a Etiqueta Anac, será exibido nos sistemas de vendas de passagens e colado nos aviões das empresas aéreas brasileiras, informando a faixa que caracteriza o espaço útil em centímetros entre um assento e outro na aeronave usada em cada voo. Todas as companhias com aviões com mais de 20 assentos deverão obrigatoriamente utilizar a Etiqueta Anac, que classificará as aeronaves mais e menos confortáveis do setor aéreo.
Inicialmente, a proposta previa que a etiqueta seria voluntária, ou seja, as empresas optariam por aderir ou não. No entanto, após consulta pública sobre o assunto no fim do ano passado, a agência decidiu que todas as companhias aéreas do Brasil que operam voos regulares com aviões com mais de 20 assentos deverão obrigatoriamente utilizar a etiqueta informativa. "Essa sugestão de obrigar as companhias a dar informação foi uma contribuição que recebemos de um órgão de defesa do consumidor (Pro Teste), durante a audiência pública", diz Carlos Eduardo Pellegrino, superintendente de Segurança Operacional da Anac.
A etiqueta (que deverá ser exibida nos sistemas de vendas de passagens e estar colada nos aviões) informará qual a classificação da aeronave dentre as cinco faixas para classificar o espaço útil entre as poltronas: A (mais de 73 cm); B (de 71 cm a 73 cm), C (de 69 cm a 71 cm), D (de 67 cm a 69 cm) e E (menos de 67 cm). Além disso, a aeronave categoria A receberá também um selo que atesta o melhor espaço útil do mercado.
Para a definição das faixas da etiqueta, a Anac tomou por base uma medição realizada em 5,3 mil passageiros, de 15 a 87 anos, nos 20 principais aeroportos brasileiros. Na média, a medida dos passageiros sentados no Brasil varia entre 55 centímetros e 65 centímetros (veja arte).
As companhias aéreas terão prazo até setembro para enviar a documentação com a medição de suas aeronaves para a Anac e mais seis meses, no máximo, para adotar a etiqueta informativa no sistema de reservas de passagens. "No prazo máximo de um ano, todos passageiros terão essa informação disponível. Mas pode ocorrer antes, dependendo de as empresas enviarem os relatórios o quanto antes", completa Pellegrino.
3 ANOS DE BRIGA
Além disso, inspetores da Anac vão fiscalizar o cumprimento das regras do programa e as empresas que não tiverem a etiqueta podem ser advertidas, autuadas e até multadas. Procurado, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) informou que prefere não se manifestar sobre a Etiqueta Anac, pois ainda não tem dados concretos sobre o assunto.
Em 2007, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tem 1,90 metro, assumiu o incômodo pessoal com o desconforto da classe econômica das aeronaves e disse ter determinado à Anac que revisse o "espaço vital" entre as poltronas. Em duas décadas, a distância diminuiu de 83,8 centímetros em média para até 77,5 centímetros. As empresas classificaram a atitude do ministro de "intervencionista" e previram aumento no preço das passagens. A Anac chegou até a sugerir ao ministro que se colocasse, em cada aeronave, oito poltronas especiais para obesos e altos.
INCÔMODO
Para quem tem altura acima da média e muitas viagens no currículo, as poltronas de avião costumam ser sinônimo de dor nas costas. Com 34 anos e 2,03 metros, o jogador de vôlei Gustavo Endres considera benéfica a decisão de informar o espaço entre poltronas. "Será bom para todos, principalmente para atletas do vôlei e do basquete. Nos voos em classe econômica, a gente sempre viaja espremido. Uma vez viajei por 24 horas até o Japão. Quando cheguei, era como se tivesse saído de uma lata de sardinha", compara.
Colega de Endres no Pinheiros-SKY, o jogador Rodrigo Santana, de 30 anos e 2,04 metros, conta que o time costuma disputar corrida para ver quem alcança primeiro os assentos de emergência, que oferecem espaço maior entre as poltronas. "Essa resolução vai trazer uma certa tranquilidade para quem é acima do normal", brinca Santana. "Para nós será perfeito, já deveriam ter feito isso há muito tempo", completou a jogadora de vôlei do Unilever Fabiana Claudino, de 25 anos e 1,94 metro.
O engenheiro e jogador de rúgbi Rafael Pereira, de 24 anos, costuma fazer a rota Salvador-São Paulo ao menos uma vez por mês e considera a decisão válida. Ele tem 1,93m e 110 kg. "Mas o ideal é que eles mantenham os mesmos preços", diz Pereira, que sugere a reserva de assentos em saídas de emergência para os mais altos. "Seria uma solução para garantir mais conforto. Já para quem é mais gordo, todas as opções são ruins", aponta.
COLABOROU ANA BIZZOTTO
Folha de São Paulo
São Paulo, quinta-feira, 11 de março de 2010
Empresa aérea informará aperto de poltrona
Em até um ano, passageiro conhecerá distância entre assentos ao comprar o bilhete; norma da Anac vale para companhias brasileiras
Classificação irá de "A" (maior distância) a "E" (menor); estão dispensados da regra voos em aeronaves com menos de 20 assentos
JOHANNA NUBLAT
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em até um ano, quem comprar uma passagem aérea de uma companhia brasileira saberá, na hora de escolher o voo, o espaço disponível entre a sua poltrona e a da frente.
A indicação do espaço útil para o passageiro será feita por meio de uma etiqueta que classificará a aeronave utilizada em cinco tipos, de "A" (maior distância) a "E" (menor).
A classificação foi apresentada ontem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), quase três anos depois de o governo ter incluído a exigência de que as companhias aéreas ofereçam um espaço maior para os passageiros nos aviões. Agora, com a etiqueta, o passageiro poderá escolher entre as aeronaves com melhores poltronas para voar e privilegiar voos mais confortáveis.
A classificação é obrigatória para todas as companhias brasileiras que operam voos regulares com mais de 20 assentos, sejam trajetos nacionais ou internacionais. Haverá multa para as que não se adaptarem.
A etiqueta "A" indicará distância entre as poltronas -medida entre a almofada de apoio das costas de um assento e o assento da frente- maior que 73 cm. A "E", o espaço menor que 67 cm. Todas as medidas se referem à classe econômica.
De acordo com a agência, uma medição feita em 2009 indicou que as principais companhias operavam aviões com distâncias entre 55,7 e 78 cm. A medida glúteo-joelho dos brasileiros, na média, fica entre 55 e 65 cm, ainda segundo a Anac.
A agência afirmou que não sabe ainda quantas aeronaves ganharão o selo de melhor espaço, mas que devem ser poucas as tipo "A". As companhias terão seis meses para apresentar a medição à Anac.
Em 2007, o ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que ele, com 1,90 m de altura, tinha "dificuldades para sentar nos voos de qualquer empresa" e declarou ter determinado a regulamentação do assunto ao Conac (Conselho Nacional da Aviação Civil). Ele foi criticado cinco dias depois pelo então presidente da Anac, Milton Zuanazzi, que disse que a ampliação beneficiaria só 5% dos usuários e aumentaria os preços.
Empresas
A reportagem questionou três empresas sobre as distâncias praticadas. A Azul afirmou que a distância entre suas poltronas é de 79 cm, chegando a 86 cm nas primeiras fileiras.
A Gol informou que segue a legislação e os padrões de segurança internacionais.
A TAM declarou que suas aeronaves seguem "os padrões internacionais das empresas que prezam pela qualidade de serviço", mas não informou a distância entre as poltronas.
A legislação atual apenas determina que a aeronave possa ser esvaziada em 90 segundos no caso de alguma emergência, sem determinar espaços, de acordo com a Anac.
Folha Online
10/03/2010 - 13h31
Anac determina que empresa aérea informe espaço útil entre poltronas
da Folha Online
As empresas aéreas deverão informar aos passageiros, no momento da compra das passagens, o espaço útil entre as poltronas do avião. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), dentro de um ano, as principais companhias brasileiras que fazem voos comerciais deverão exibir nos sistemas de vendas e colar nos aviões uma etiqueta com as classificações de espaço.
Divulgação/Anac

Modelo de selo da Anac que vai
identificar distância entre assentos
As empresas informarão quantos centímetros separam um assento e outro, na classe econômica. No entanto, não serão medidas as fileiras próximas às saídas de emergência e afunilamentos da fuselagem, pois o espaço entre as poltronas nesses locais é diferente do restante da aeronave.
Segundo a Anac, serão cinco faixas para classificar o espaço útil entre as poltronas: A (mais de 73 cm), B (de 71 cm a 73 cm), C (de 69 cm a 71 cm), D (de 67 cm a 69 cm) e E (menos de 67 cm). A aeronave classificada na categoria A receberá também o Selo Anac, que atesta o melhor espaço útil oferecido no mercado.
Para definir as faixas, a Anac afirma que usou por base estudo que coletou os dados de 5.305 homens nos 20 principais aeroportos do país e as distâncias das poltronas de aeronaves das duas maiores companhias (que respondem por 86% do transporte aéreo).
O estudo concluiu que a maioria dos assentos avaliados atendem a 95% dos passageiros, mas, em relação ao padrão de largura do encosto usado pelas companhias (45 cm), 70% dos passageiros têm medidas maiores.
Documentação
Até setembro, as empresas deverão enviar à Anac a documentação com a medida de suas aeronaves. Depois, terão mais meses para adotar a etiqueta informativa.
A companhia que não cumprir a determinação poderá ser advertida, com prazo de 30 dias para se adequar à regra. Caso a decisão não seja cumprida, a empresa será autuada, informou a Anac.
Globo Online
Anac lança selo para classificar espaço entre poltronas de aviões
Plantão | Publicada em 10/03/2010 às 14h29m
Valor Online
SÃO PAULO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se inspirou no selo que indica o gasto de energia dos eletrodomésticos e resolveu lançar uma classificação para o espaço entre as poltronas dos aviões.
A Etiqueta Anac possui cinco faixas de classificação, de A até E. O nível A corresponde às aeronaves com espaço entre poltronas superior a 73 centímetros (cm). A classificação B indica espaço entre 71 e 73 cm; a C varia de 69 a 71 cm; a D, de 67 a 69 cm; e a classificação E indica aviões com menos de 67 cm de espaço entre poltronas.
Segundo a Agência, todas as companhias que operam voos regulares com aviões acima de 20 assentos deverão exibir o selo nos sistemas de vendas de passagens e colá-lo nas aeronaves.
As empresas aéreas terão até setembro para enviar a documentação com a medição de suas aeronaves para a Anac e mais seis meses para incluir a etiqueta informativa no sistema de reservas de passagens e nos aviões.
(Téo Takar | Valor)
Jornal do Brasil
Anac classifica aviões pelo espaço entre os assentos
Agência cria etiqueta para cinco faixas e selo para aeronave de alto padrão
Investimentos e Notícias
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou ontem que criou o Selo e a Etiqueta Anac, para ser exibida nos sistemas de vendas de passagens e colada nos aviões das empresas aéreas brasileiras.
De acordo com comunicado, a etiqueta vai informar a faixa que caracteriza o espaço útil em centímetros entre um assento e outro na aeronave usada em cada voo. Com isso, todas as companhias que operam voos regulares com aviões acima de 20 assentos deverão portar esta etiqueta.
Serão cinco faixas para classificar o espaço útil entre as poltronas: A (mais de 73 cm); B (de 71 cm a 73 cm), C (de 69 cm a 71 cm), D (de 67 cm a 69 cm) e E (menos de 67 cm). Cada aeronave classificada na categoria A receberá, além da etiqueta, o selo que atesta o melhor espaço útil oferecido no mercado.
As companhias aéreas terão prazo até setembro de 2010 para enviar a documentação com a medição de suas aeronaves para a Anac e mais seis meses, no máximo, para adotar a etiqueta informativa no seu sistema de reservas de passagens. Com isso, dentro de um ano, os passageiros terão essas informações disponíveis de todas as principais companhias brasileiras que fazem voos comerciais.
Voos internacionais A chegada de passageiros em voos provenientes do exterior atingiu recorde em janeiro de 2010. De acordo com a Infraero, o primeiro mês do ano registrou o desembarque de 734.636 pessoas nos aeroportos internacionais do Brasil (vôos regulares e não-regulares).
O resultado é 12,23% superior ao do mesmo período do ano passado (654.556 desembarques internacionais).
– Em janeiro, a entrada de divisas por meio dos turistas internacionais também teve desempenho excelente, com um aumento de 14,2% em relação ao ano passado. Essa combinação, mais desembarques e mais gastos dos estrangeiros, demonstra que o turismo já se recupera da retração causada pela crise econômica mundial nos dois últimos anos – avalia a presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires.
Os voos charters (não-regulares) para o Brasil tiveram aumento ainda maior: 15,1%. Foram 44.483 desembarques em janeiro de 2010 contra 38.647 no mesmo mês de 2009.
Com agências
Valor Econômico
Anac não libera voo da Aerolíneas Argentinas marcado para domingo
Rota com saída do Aeroparque, no centro de Buenos Aires, é cobiçada por TAM e Gol
Daniel Rittner, de Buenos Aires
11/03/2010
Foto Destaque

Aerolíneas Argentinas já começou a vender
passagens que ligam o Aeroparque Jorge
Newbery a Guarulhos, Rio de Janeiro,
Florianópolis, Porto Alegre e Salvador
Enquanto diminuem as turbulências no comércio bilateral, afetado recentemente pela aplicação mútua de licenças não automáticas de importação, Brasil e Argentina transferiram para os ares suas disputas econômicas.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria de Transportes da Argentina, companhias aéreas brasileiras e a Aerolíneas Argentinas entraram em curto-circuito nas últimas 48 horas. O problema gira em torno da abertura do Aeroparque Jorge Newbery, o aeroporto central de Buenos Aires, para voos internacionais com cidades do Mercosul como destino.
A decisão de ampliar o uso do terminal foi tomada em fevereiro pela Secretaria de Transportes e a Aerolíneas Argentinas já havia marcado para domingo o início dos voos ao Brasil a partir do Aeroparque, que está a dez minutos do centro, transferindo-os de Ezeiza (a pelo menos 40 minutos e cujo acesso se dá por duas rodovias pedagiadas).
Na terça-feira, a Anac autuou a empresa argentina por ter começado a venda de passagens sem a obtenção prévia de "hotrans" (faixas de horário para pousos e decolagens). Segundo a Anac, os pedidos de hotran costumam ter sua análise concluída em até 30 dias. A Aerolíneas enviou o pedido no fim de fevereiro.
A autuação da Anac foi mal digerida em Buenos Aires, onde não faltaram especulações sobre o caráter político da medida, como represália às dificuldades que TAM e Gol vêm tendo nas conversas com o governo argentino. O gerente de relações institucionais da Aerolíneas Argentinas, Daniel Méndez, disse ao Valor que a companhia mantém os planos de começar neste domingo os voos a Guarulhos, Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador a partir do Aeroparque. A intenção é resolver a pendência administrativa com a Anac até hoje, no máximo.
A agência garantiu que a autuação não pode ser entendida como represália e tem a função de preservar os passageiros, já que a companhia vendeu bilhetes sem a garantia de que cumpriria o trajeto informado. Não há qualquer compromisso, no entanto, de liberar as hotrans ainda nesta semana. Fontes da Anac acrescentaram que, caso os aviões da Aerolíneas decolem do Aeroparque sem autorização para a rota, terão pouso negado por torres de controle no Brasil.
De acordo com a Anac, trata-se de um procedimento administrativo e sem qualquer conteúdo político, e uma autuação semelhante foi feita na Trip, que havia começado a vender bilhetes para o voo Guarulhos-Joinville-Navegantes sem ter obtido previamente a hotran. As autuações geram multas, mas o valor depende da "gravidade" e da "incidência", segundo o órgão regulador da aviação civil.
O incidente com a Aerolíneas Argentinas deverá complicar ainda mais, porém, a já tensa negociação entre empresas brasileiras e a Secretaria de Transportes. Após a liberação do Aeroparque para a Aerolíneas Argentinas, a TAM fez pedido semelhante ao secretário Juan Pablo Schiavi e esperava contar com a autorização para iniciar, em 26 de abril, quatro dos nove diários que tem entre o Brasil e a Argentina. Até agora, no entanto, não recebeu nenhuma resposta e a TAM se queixa da suposta falta de isonomia, com suposto privilégio à Aerolíneas Argentinas.
Schiavi havia prometido tratamento "não discriminatório" às empresas - a LAN também esperava iniciar seus voos na primeira semana de abril -, mas o governo diz que as aéreas exageraram nas expectativas. "Não transcorreu nem um mês desde que as empresas apresentaram seus pedidos. A Aerolíneas levou seis meses até ter seus voos autorizados no Aeroparque", justificou ao Valor uma fonte da secretaria. Segundo a Jurca, associação das aéreas estrangeiras que operam na Argentina, esse período foi, na verdade, o de análise da viabilidade do uso do aeroporto central. "Uma vez liberado, basta dizer sim ou não ao pedido de outras empresas", disse um integrante da Jurca.
De acordo com a fonte da Secretaria de Transporte, o governo deverá, antes de avaliar os pedidos das aéreas estrangeiros, ver "como funciona a experiência" da Aerolíneas no Aeroparque, que é mais apertado e tem menos capacidade ociosa do que Ezeiza.
Hoje as companhias, incluindo a TAM, terão uma reunião com o secretário. "Quando vieram aqui pela primeira vez, fizemos uma apresentação clara e precisa. Ninguém reclamou. Agora elas sugerem de que há inércia por parte do governo, mas o trâmite da Aerolíneas levou seis meses", afirmou um interlocutor próximo de Schiavi.
Valor Econômico
Agência proíbe cobrança de adicional de combustível
Alberto Komatsu, de São Paulo
11/03/2010
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulga hoje a proibição da cobrança de uma taxa conhecida como adicional de combustível nos preços das passagens aéreas internacionais e nos fretes de cargas aéreas.
As companhias aéreas que voam para o exterior e as de transporte aéreo de remessas terão 90 dias para se adaptarem, após a publicação da medida no Diário Oficial da União, o que deve acontecer hoje.
"O objetivo é disciplinar as informações prestadas ao passageiro. Quanto mais transparência houver para o consumidor, mais eles poderão comparar (preços) e estimular a concorrência", responde o superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado da Anac, Juliano Alcântara Noman, ao ser questionado se a proibição poderia baratear os preços das passagens internacionais ou coibir a formação de cartel no setor de cargas.
Em janeiro, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, concluiu parecer no qual pede a condenação de sete companhias aéreas por formação de cartel. Esse documento foi encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
São citadas no parecer do SDE a ABSA, Air France, Alitalia, American Airlines, KLM, VarigLog e United Airlines. Elas só vão se pronunciar após a decisão do Cade e podem ser multadas em até 30% do seu faturamento no setor de cargas, no Brasil. Quinze executivos e funcionários dessas empresas também poderão ser multados em até 50% do valor aplicado à companhia.
Investigações que duraram dois anos apuraram que essas empresas teriam usado o adicional de combustível, uma taxa que oscila entre US$ 0,10 e US$ 0,60 por quilo, para combinar preços comuns entre elas por meio de troca de e-mails. A SDE obteve cópias desses e-mails após a realização de operações de busca e apreensão de documentos nas companhias, no Brasil. A Lufthansa Cargo e a Swiss International Airlines também estavam sendo investigadas, mas não entraram na lista da SDE que pede a condenação do cartel.
No caso das passagens aéreas internacionais, o diretor da Anac não soube estimar o valor do adicional de combustível que era embutido nos preços. Como exemplo hipotético, cita que algumas empresas cobravam US$ 500 só pelo bilhete e US$ 200 de taxas, incluindo o adicional de combustível. De acordo com Noman, o valor específico dessa taxa varia conforme o destino e a depende da política de cada companhia aérea.
Valor Econômico
Para formar aliança, há mais oferta de "slots"
Nikki Tait e Gill Plimmer, Financial Times, de Londres
11/03/2010
British Airways, American Airlines e Iberia ofereceram a possibilidade de desistir de um punhado de horários de pousos e decolagens ("slots", no jargão do setor) em Londres e Nova York, numa tentativa de ganhar sinal verde para a sua proposta de formar uma aliança transatlântica.
As concessões, desenhadas para tentar contornar preocupações de que a aliança proposta possa prejudicar a concorrência em rotas transatlânticas, serão testadas pela União Europeia (UE) com companhias rivais. A agência antitruste da UE disse ontem que as partes interessadas têm até 10 de abril para submeter suas opiniões.
A Virgin Atlantic Airways, companhia aérea do empresário Richard Branson, é contra a formação da aliança. Ele diz que isso daria à British Airways uma posição dominante no mercado e definiu as concessões como " tristemente inadequadas".
"Eu espero que a autoridade [europeia] tenha tempo para avaliar as propostas do ponto de vista do consumidor antes de que qualquer decisão seja tomada", disse Branson. Ele observou que uma combinação entre British Airways e American Airlines teria 47% dos slots no aeroporto londrino de Heathrow, um dos mais movimentados da Europa.
Funcionários ligados à agência antitruste da UE já consultaram companhias aéreas rivais, inclusive a Virgin, informalmente, nas últimas semanas. E há um sentimento de que as concessões deverão ser aprovadas. Nos Estados Unidos, a aliança já recebeu sinal favorável do Departamento de Transportes em fevereiro, após as três companhias terem concordado em abrir mão de quatro "slots" em Heathrow.
ZERO HORA
11 de março de 2010
SUSTO NO AR
Avião da BM faz pouso forçado em Santa Maria
Apesar da apreensão na viagem entre a Capital e Uruguaiana, os dois tripulantes saíram ilesos
Um pouso forçado de um avião Bonanza da Brigada Militar levou apreensão para a Base Aérea de Santa Maria ontem à tarde. A aeronave seguia de Porto Alegre para Uruguaiana, mas a viagem foi interrompida no município da Região Central. Os dois tripulantes não se feriram.
Um problema no trem de pouso foi percebido pelos pilotos no ar, por meio do painel de controle. Ao chegarem próximo da torre da Base Aérea, pediram apoio visual da equipe em terra e tiveram a confirmação de que uma das rodas não descia.
Embora o problema não representasse alta gravidade, foi organizada uma operação de resgate, com ambulâncias e viaturas. Para gastar o combustível, o avião deu voltas em torno da Base Aérea. O procedimento, que durou cerca de duas horas, é considerado de praxe e serve para diminuir o risco de acidentes na hora do pouso, já numa manobra forçada, isso representa dificuldade maior para os pilotos.
A aterrissagem ocorreu às 17h20min com tranquilidade na cabeceira do lado leste da pista principal do aeroporto. Depois de tocar o chão, a aeronave percorreu poucos metros no solo. Os tripulantes foram retirados do local.
– A operação foi tecnicamente perfeita, diante das condições que se apresentavam – afirmou o comandante regional da Brigada Militar, coronel Silvio Régis Rosa Machado.
Após a aterrissagem, os oficiais da BM receberam atendimento médico na Base Aérea e retornaram a Porto Alegre em outra aeronave. O avião, que não teve grandes estragos, foi retirado da pista.
Santa Maria

Após incidente durante a tarde, Bonanza foi levado para o hangar
Agência Brasil
Governo elabora plano para acelerar investimentos e melhorar administração em aeroportos
Enviado por Rivadavia Severo, qua, 10/03/2010 - 19:49
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Um plano para acelerar os investimentos e melhorar a administração nos aeroportos brasileiros está em elaboração pelo governo, confirmou hoje (10) o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele informou, no entanto, que as ações em estudo não incluem, por enquanto, a privatização de terminais.
Para orientar os trabalhos, um estudo com o diagnóstico dos aeroportos brasileiros foi entregue ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Além de Paulo Bernardo, participaram da reunião os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Marques Barboza.
Segundo Paulo Bernardo, será convocado um grupo de trabalho que definirá as ações a serem tomadas. Ele não informou detalhes dos estudos nem das medidas em discussão, mas declarou que as ações se concentrarão na melhoria da administração e das condições de trabalho nos aeroportos e na ampliação dos investimentos no setor.
Em relação aos investimentos, o ministro do Planejamento afirmou que o foco, a princípio, consiste em acelerar as obras já programadas. Ele negou ainda a privatização de aeroportos no curto prazo. Os investimentos serão importantes para o Brasil receber os visitantes da Copa de Mundo de 2014.
Sobre o estudo elaborado pelo governo, Paulo Bernardo destacou que o maior gargalo no setor aéreo brasileiro é o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. “O ponto nevrálgico está em Guarulhos, mas a situação se reproduz em outros aeroportos”, declarou.
Mercado&Eventos
10/03 - 13:01
Aerolineas divulga no Rio operações para Aeroparque com conexões diretas para Bariloche
Luiz Marcos Fernandes
A diretoria da Aerolíneas Argentinas promoveu hoje (10/03) uma apresentação, seguida de coquetel, em sua sede no Rio de Janeiro, para cerca de 40 agentes de viagens e operadores.
Na ocasião, Ivan Blanco, gerente comercial, destacou as vantagens das três frequências diárias oferecidas pela Aerolíneas para a Argentina, a partir do Galeão que deixam de ter como destino o aeroporto de Ezeiza e passam a pousar, a partir deste domingo, no Aeroparque, permitindo com isso conexões para 33 outros destinos, incluindo Bariloche.
"Além da localização central, o Aeroparque oferece a grande vantagem das conexões imediatas para destinos como Bariloche. Desde o início do mês quando passamos a operar com os equipamentos 737-700 com 128 lugares passamos a ofertar mais 20% de assentos disponíveis", destacou ele.
Já a gerente da Aerolíneas Argentinas, Yeise Almeida responsável pelo escritório do Rio, confirmou que as taxas de ocupação nos voos para a Argentina estão acima de 90% e prevê uma temporada bem superior a do ano passado. "Este ano não temos a ameaça da gripe suína e o movimento de passageiros vem crescendo significativamente", adiantou.
Participaram da apresentação Roberto Bessi, presidente da Bessitur, Paulo Pimentel, diretor da Marsans, Sérgio Leonetti, da GTA Turismo, além de agentes de viagens e membros da equipe da Aerolíneas Argentinas do escritório Rio.
Mercado&Eventos
10/03 - 11:40
Tam amplia frota com o novo A319 e leva suprimento para as vítimas do terremoto no Chile
A Tam recebeu um novo A319 aumentando a frota para 135 aeronaves, o avião veio da fábrica da Airbus, em Hamburgo, na Alemanha, carregado com três toneladas de suprimentos humanitários coletados pela Cruz Vermelha e pelo Consulado Geral do Chile em Hamburgo, para as vítimas do terremoto do Chile. Os suprimentos foram enviados ontem à noite (9/03) para Santiago, no Chile, em voo regular da Tam. A ação foi coordenada pela Fundação Airbus.
De acordo como presidente da Tam, Líbano Barroso o momente requer humanismo e promove parceria. "Estamos manifestando nossa solidariedade ao atuar em conjunto com a Airbus na ajuda ao povo chileno neste momento tão delicado" O material de ajuda humanitária embarcado pela equipe da Airbus em Hamburgo no novo A319 da Tam inclui suprimentos de higiene, cobertores e vasilhas de plástico para armazenagem e transporte de água.
Com capacidade para transportar até 144 passageiros, o novo A319 recebido pela Tam será utilizado pela companhia nos voos domésticos. A frota da empresa passa a contar com um total de 135 unidades, sendo 128 modelos da Airbus (24 A319, 81 A320, 5 A321, 16 A330 e 2 A340) e 7 da Boeing (4 B777-300ER e 3 B767-300).
Mercado&Eventos
10/03 - 11:40
Continental Airlines terá novos voos entre Nova York e Londres
A Continental Airlines anuncia o aumento de voos entre o seu centro de conexões em Nova York, localizado no Aeroporto Internacional Newark Liberty, e Londres/Heathrow para o ano de 2010.
A companhia irá adicionar o quarto serviço diário à sua rota em março e o quinto voo diário em outubro, elevando o número total de voos diários para Heathrow à sete, incluindo as duas frequências diárias que partem de Houston. Além disso, a partir do dia 1º de junho de 2010, todos os aviões da empresa com destino a Heathrow estarão equipados com os novos assentos-leito da BusinessFirst totalmente reclináveis (flat bed seats).
"A rota Nova York-Heathrow é um dos carros-chefe da Continental Airlines. Como companhia aérea líder em Nova York, estamos muito empolgados com essas frequências adicionais e melhorias nos produtos para nossos passageiros da rota Nova York - Londres", disse Jeff Smisek, CEO e presidente da companhia. E complementou "Todos os nossos passageiros dessa rota, serão beneficiados com mais opções de voos, enquanto aqueles que viajam para Londres em BusinessFirst - seja partindo de Nova York ou Houston - terão garantia de um assento totalmente reclinável, sempre que optarem voar conosco."
Panrotas
Publicada em 10/3/2010 13:48:00
Kaká critica aéreas e pede comissão da Anac
BRASÍLIA - Uma das maiores preocupações da Abav está relacionado à Copa do Mundo de 2014, porque “teremos um mundo vindo para cá por meio da aviação”, explicou o presidente da entidade, Carlos Alberto Amorim Ferreira. Segundo ele, "o duopólio existente na aviação brasileira é prejudicial para o mercado regional" e denunciou práticas abusivas das companhias. “Elas entram nas linhas regionais com preços baixos, acabam com as concorrentes e logo depois aumentam os preços das passagens.”
Kaká também defendeu a atuação da Anac. Segunda ele, a fiscalização da agência tem facilitado a atuação dos agentes de viagens, reduzindo significativamente os atrasos dos voos. “Esses problemas respingavam no agente de viagens, porque não temos nossa atividade regulamentada, como deveríamos e o consumidor cobra de nós a prestação de um serviço que é regulado e autorizado pelo governo”, afirmou, referindo-se à demora na aprovação do PL 50120/2001, que está em fase terminativa na Câmara Federal.
“Não se pode cobrar os problemas de investimentos dos aeroportos da Anac, esses problemas precisam ser cobrados da Infraero. Os aeroportos estão sem infraestrutura e o turismo está crescendo. Criou-se um gargalo, pois tem consumidor mas não tem produto para vender”, afirmou o presidente da Abav.
Uma outra medida importante ressaltada pelo presidente da associação das agências de viagens refere-se às promoções feitas pelas empresas aéreas. “É preciso que elas digam quantos lugares e quantas passagens serão vendidas naquela tarifa da promoção.” Segundo Kaká, "as promoções são destinadas a, no máximo quatro assentos, nunca mais do que iss"o. Kaká defendeu a criação de uma comissão para discutir essas promoções dentro da Anac.
Carlos Alberto Ferreira será um dos participantes do Fórum PANROTAS 2010, nos dias 15 e 16, em São Paulo. A aviação será tema de um debate, com a presença de Solange Vieira, presidente da Anac, Fernando Soares, do Ministério da Defesa e os presidentes das empresas aéreas nacionais. Kaká participa dod ebate sobre a integração do Legislativo com o Executivo e a indústria do turismo.
Da Redação
Panrotas
Publicada em 10/3/2010 13:39:00
Senador critica Anac e Infraero. Agência se defende
Para o vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado Federal, senador Cesar Borges (PR-BA), a falta da companhia aérea regional é prejuízo para o turismo e para a economia regional e nacional. Além disso, as empresas hoje existentes "têm vida curta e preços proibitivos".
A presidente da Anac, Solange Vieira, participa, na próxima segunda-feira, em São Paulo, do Fórum PANROTAS 2010, onde, além de uma apresentação, interage com os presidentes das companhias aéreas nacionais: Constantino Jr., da Gol, Líbano Barroso, da Tam, Pedro Janot, da Azul, José Efromovich, da OceanAir, José Mário Caprioli, da Trip e Júlio Perotti, da Webjet.
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Para ele, a Anac foi criada para ser a solução dos problemas, mas isso não está acontecendo. Os aeroportos maiores são mais atendidos e os médios e pequenos não têm investimento. “A Infraero só se preocupa com os superaeroportos e não dá atenção aos outros. A regulamentação depende da Anac, mas não sai”, afirmou o parlamentar. O senador citou o aeroporto de Porto Seguro, que recebe muitos turistas, mas não tem investimento e está precário.
O superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado da Anac, Juliano Alcântara, disse que o papel da agência na aviação brasileira é dar condições mínimas de segurança para os voos. “A regra de segurança da Anac era dura e encarecia o serviço, inviabilizando os voos e fazendo com que as normas não fossem cumpridas. Com a flexibilização das normas de segurança, o serviço ficou mais fácil e viável para os pequenos aeroportos”, afirmou.
“A lei não permite que a Anac diga quem pode ou não voar. O papel da agência é dizer se está ou não voando em segurança”, complementou.
A Anac apoia o PLS 130/01 do senador Mozarildo Cavalcanti, que estabelece um adicional tarifário para subsidiar linhas aéreas regionais, mas não cabe à Anac propor políticas publicas. Já estão estudando como o PLS será colocado em pratica quando for aprovado.
Da Redação
Panrotas
Publicada em 10/3/2010 12:10:00
Aeroportos do RJ têm novo superintendente regional
A Infraero redefiniu a divisão das superintendências de aeroportos, descentralizando as regionais. Nesse processo, foi criada a Superintendência Regional para o Rio de Janeiro, que está sob o comando de Willer Larry Furtado e responde pelos aeroportos do Galeão, do Santos Dumont e de Jacarepaguá, todos na cidade do Rio de Janeiro, e os de Campos e Macaé. “O objetivo desta descentralização é dar mais agilidade na gestão dos aeroportos”, explicou Furtado.
Os contatos de Willer Larry Furtado são e-mail:
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e tel. (21) 3398-4000.
Felipe Niemeyer







