Sindicato Nacional dos Aeronautas

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte
Sindicato Nacional dos Aeronautas / AeroClipping / AeroClipping, 2ª-feira, 01 de fevereiro de 2010 - Ano VIII - Nº 20

AeroClipping, 2ª-feira, 01 de fevereiro de 2010 - Ano VIII - Nº 20

E-mail Imprimir PDF


O Globo
Excesso de juros na bagagem
Promessa no ar
Fifa: reformas são fundamentais
Embraer vê novos modelos de aviões para 2011
O ESTADO DE S.PAULO
Infraero sofreu loteamento político
Infraero diz apoiar PF e empreiteiras negam desvios
Avião de passageiros é desviado para Flórida, nos EUA
Folha de São Paulo
Avião é esvaziado na Colômbia por ameaça de bomba
Infraero registra 5% de voos atrasados no país neste domingo
Jornal do Brasil
Dirigentes da Infraero teriam recebido apartamentos como propina
Azul Cargo começa a operar serviço de carga em Vitória
Valor Econômico
Anac transfere audiência
Novo voo da TAM
ZERO HORA
Neblina impede pousos no Salgado Filho


O Globo

Excesso de juros na bagagem
Taxas do parcelamento de empresas aéreas fazem valor final de passagens subir até 150%
A possibilidade de parcelar a passagem aérea em até 60 vezes representa um perigo para o orçamento familiar.

Erica Ribeiro e Bruno Rosa

Com a facilidade na hora de pagar a viagem das férias, o custo com a operação financeira, já que os juros podem chegar a altíssimos 5,99% ao mês, ou cerca de 100% ao ano, encarece o bilhete aéreo em até 150%. É o caso do trecho de ida e volta do Rio para Santiago, no Chile. Comprando pela Gol, o preço à vista sai a R$ 1.612,74. Mas se o passageiro optar pelo parcelamento em 36 vezes oferecido pela companhia aérea, com juros de 5,99% ao mês, o mesmo bilhete custará R$ 4.040,64. O trecho Rio-Salvador pela empresa tem o mesmo avanço. A passagem salta de R$ 1.127,24 para R$ 2.824,20.

Os cálculos foram feitos pelo economista Nelson de Souza, professor do Ibmec-RJ. O valor da passagem se refere a um bilhete de ida e volta na primeira semana de fevereiro. Segundo especialistas em finanças pessoais, o ideal é fugir das altas taxas de juros e evitar parcelamentos prolongados, para não prejudicar o fluxo de caixa do orçamento. A maioria das companhias aéreas, como Gol, TAM, Azul, Air France e Delta, parcela em até seis vezes sem juros, dependendo do destino da viagem. Porém, o fato de a parcela caber no bolso muitas vezes se torna o grande atrativo para quem quer viajar e não tem como pagar à vista.

Além dos altos juros, as passagens subiram 46,91% em dezembro, segundo o IBGE. No ano, o avanço médio atingiu 32%. Os bilhetes aéreos, junto com refeições fora de casa, com alta de 1,35% no mês, responderam por quase metade da inflação de dezembro.

— Pesquisar as taxas de juros é fundamental. Não tem sentido pagar 5,99% ao mês de juros para comprar uma passagem aérea, já que existem linhas de empréstimo pessoal no banco, que cobram em média 4,82% por mês. Para quem quer viajar e não tem condições financeiras de comprar de uma vez só, o melhor é pegar um empréstimo em alguma instituição financeira e pagar o bilhete à vista.

Assim, troca-se o que seria uma dívida cara por uma um pouco mais em conta — atesta Miguel de Oliveira, vicepresidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Inspiração ‘no case Casas Bahia’
Mesmo com juros elevados, o parcelamento das passagens aéreas acaba ajudando as empresas do setor a conquistarem mais clientes, principalmente aqueles que nunca viajaram de avião. Segundo o diretor de Relações Institucionais da Gol, Alberto Fajerman, o próprio crescimento do mercado de aviação, que no ano passado encerrou com aumento de 17% na demanda de passageiros, é um reflexo do uso cada vez maior de opções de parcelamento diferenciado pelas empresas.

— A Gol sempre buscou o passageiro que não viajava de avião. A nova classe média está na mira das empresas, e o setor aéreo tem olhado mais para isso. Somente no ano passado, o crescimento da demanda na Gol foi de 14%. E o programa Voe Fácil, que permite parcelar as viagens em até 36 vezes, respondeu por de 4% a 5% desse crescimento. O setor, em geral, vem oferecendo opções de parcelamento.

As Casas Bahia se tornaram um case, vendendo a crédito a essa nova classe média — afirma Fajerman.

O Voe Fácil foi criado em 2005 e tem hoje quase dois milhões de usuários, sendo 70% da classe C. Para pagamento em até 36 vezes, com taxa de juros de 5,99% ao mês, o cliente precisa pagar parcela mínima de R$ 15.

Em outros cartões de crédito, o parcelamento pode ser feito em seis vezes sem juros com prestação mínima de R$ 45, ou em até 12 vezes com juros de 2,99% mensais para American Express, Diners, Hipercard, Mastercard e Visa.

Opções não faltam quando o assunto é viajar. A Trip selou parceria com o Banco do Brasil e concede parcelamento em até 60 meses, com juros de 2,1% ao mês. A TAM também fechou parcerias semelhantes, embora com menos prestações: as taxas são de 1,99% ao mês para quem pagar em até 24 vezes, de 2,29% ao mês para parcelamentos de 25 a 36 meses, e de 2,59% ao mês para quem optar por parcelar a compra de 36 a 48 vezes. A vigência é até 31 de janeiro.

— Fazer uma prestação a perder de vista é perigoso. O cliente não pode esquecer que há pagamento de IOF, o que encarece o pagamento do bilhete.

Pesquisar preços e taxas é essencial — diz Souza, do Ibmec-RJ.

Segundo levantamento feito pelo GLOBO, a passagem Rio-Paris pela TAM custa R$ 3.372,55. Parcelando em dez vezes com juros de 2,9% ao mês, o valor final é de R$ 3.976,20 — alta de 17,9%. Quanto maior o prazo, maior o custo, dizem economistas. Na Trip, o trecho Rio-Salvador em 60 vezes, com juros de 2,10% mensais, fica em R$ 2.422,20, valor 80% maior que os R$ 1.344,84 à vista.

— O ideal é procurar o pagamento parcelado sem juros. Mas, nesse caso, as tarifas e os encargos aeroportuários são debitados na primeira parcela — lembra Souza.

Na OceanAir, por exemplo, o pagamento pode ser feito em até seis vezes sem juros. Já na Webjet, o programa Vai Voando, voltado para as classes C e D, é uma espécie de consórcio. O cliente pode parcelar a viagem de três a 12 vezes fixas, sem juros, e viaja no fim do pagamento.

Voos internacionais também podem ser parcelados. A Air France oferece cinco vezes sem juros. A American Airlines só parcela em até cinco vezes sem juros. Foi para uma viagem internacional que o analista de comunicação Bruno Morais, de 28 anos, parcelou a compra do bilhete. Em suas últimas férias, esteve em Berlim e outras cidades europeias. Chegou a pesquisar maneiras de financiar a viagem em parcelas menores e sem juros, mas achou que o valor pesaria demais no orçamento. Por isso, financiou em mais parcelas e pagou R$ 700 a mais somente com os juros.

— Decidi parcelar para não adiar as férias e a vontade de conhecer a Europa. Tracei todas as possibilidades de pagamento e não tive escolha.

Mas valeu a pena assim mesmo — diz Morais, que já planeja a próxima viagem. — Se eu não conseguir juntar dinheiro, provavelmente vou optar por parcelar.

O setor aéreo deve levar três anos para se recuperar da recessão global, disse ontem a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). Em 2009, o setor teve perdas de US$ 11 bilhões, segundo a Bloomberg News.

sobe


O Globo

30/01/2009
Promessa no ar
Decreto do governo impõe metas para atendimento, filas e bagagens nos aeroportos do país
Geralda Doca BRASÍLIA

Pouco mais de três anos após o país ter enfrentado o caos aéreo, com os usuários sofrendo transtornos pela falta de organização, o governo decidiu determinar padrões mínimos de qualidade de atendimento nos aeroportos. Um decreto enviado pelo Ministério da Defesa à Casa Civil, a ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do carnaval, vai fixar o tempo máximo que a companhia aérea terá para fazer o check-in do passageiro a partir do momento que ele chegar ao balcão, para a devolução da bagagem e para as filas de controles de Polícia Federal (PF), Receita Federal e Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O decreto dará à Infraero poderes de coordenação sobre a prestação de serviços dos vários órgãos públicos que convivem nos aeroportos. Atualmente, cada órgão trabalha isoladamente e quando acontece um problema a responsabilidade não é de ninguém.

Esse posto será ocupado pelos próprios superintendentes dos aeroportos, que poderão cobrar dos demais órgãos um padrão na formação de filas ou uma melhor distribuição dos agentes entre os terminais, conforme o movimento em diferentes horários.

Com sete artigos, o texto do documento estabelece que a harmonização dos órgãos que atuam no aeroporto é essencial para prestar um serviço adequado aos usuários. O governo chegou a pensar em criar a figura da autoridade aeroportuária, mas concluiu que o termo poderia gerar ainda mais conflitos entre os órgãos — que poderiam achar que estavam sofrendo ingerência. O grupo que participou da elaboração do decreto considerou que o termo coordenação seria mais palatável e compreendido pelos órgãos

Anac vai determinar índices de qualidade

A Receita Federal, explica um técnico que participou da elaboração do texto do decreto, continuará soberana para definir que bagagem deve ser aberta para vistoria. Mas o coordenador aeroportuário poderá cobrar que a vistoria obedeça a um padrão de tempo ou que sejam postos mais agentes e equipamentos para esse trabalho.

Os critérios de qualidade serão estabelecidos em todas as áreas do aeroporto.

No caso dos balcões de checkin das companhias aéreas, exemplifica o técnico, os padrões internacionais apontam que o atendimento, após iniciado aos passageiros, deve ser feito em um minuto e meio. No Brasil, não existe parâmetro e, numa medição informal, constatou-se casos de empresas que levam até quatro minutos.

Os indicadores de qualidade serão fixados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e vão orientar a Infraero na tentativa de reduzir os transtornos aos passageiros, sobretudo de voos internacionais, que apresentam enormes filas para checar passaporte, visto e fazer a declaração de bagagem.

Caso o tempo de espera extrapole o previsto, o superintendente do aeroporto estará autorizado a agir, exercendo o papel de coordenador.

Infraero poderá exigir atendentes

Com a prerrogativa, a Infraero poderá, por exemplo, exigir mais atendentes nos guichês; poderá também utilizar espaços ociosos reservados aos órgãos que atuam nos aeroportos, bem como das companhias aéreas.

Terá liberdade, neste caso, para abrir espaços em áreas vazias das empresas, nos balcões de check-in, quando houver fila na concorrente.

Atualmente, a Infraero não tem competência expressa para agir nos 67 aeroportos que administra e acaba, muitas vezes, ficando a mercê do trabalho dos órgãos que atuam nos terminais, disse um integrante do governo.

Um aeroporto, acrescenta esse técnico, funciona no Brasil como se fosse um condomínio, onde se nomeia um síndico, mas não há uma convenção para amparar seu trabalho.

Outro aspecto fundamental para a pontualidade dos voos é a fixação de um limite para que as companhias deixem suas aeronaves paradas no finger. Hoje, não há parâmetros e, mesmo que a companhia seja multada por algum abuso, o valor é irrisório.

O decreto da Defesa foi a alternativa encontrada pelo governo para contornar a necessidade de aprovar no Congresso uma nova função para a Infraero permitindo que a empresa assumisse o comando dentro dos espaços aeroportuários.

Antes mesmo de ser publicada, a medida já mobiliza as cúpulas dos órgãos envolvidos, que têm procurado a Infraero para articular os trabalhos.

Segundo uma fonte, a iniciativa é um primeiro passo. No futuro, pode-se discutir, por exemplo, a unificação dos trabalhos dos fiscais da Receita e da Polícia Federal. Com isso, evitariam-se enormes filas nos principais hubs (centros de distribuição de rotas) internacionais: Galeão e Guarulhos

sobe


O Globo

30/01/2009
Fifa: reformas são fundamentais
'O Brasil precisa melhorar seus aeroportos para a Copa', diz dirigente
Jorge Luiz Rodrigues Correspondente

JOHANNESBURGO, África do Sul. Quando se encontrou com autoridades brasileiras em Brasília, na primeira semana de janeiro, após ter passado o réveillon em Angra dos Reis, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deixou claro que tão importante quanto o cumprimento das garantias assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sediar a Copa de 2014 é a reforma dos aeroportos das 12 cidades sedes do evento.

Valcke voltou ao tema na última quarta-feira, em Johannesburgo, num encontro com O GLOBO. O número 2 na hierarquia da Fifa é o responsável pelas áreas financeira e administrativa da entidade. Está sob seu guarda chuva a organização de cada Mundial.

— O Brasil precisa melhorar seus aeroportos. Dar condições para que o torcedor, o turista e a população possam se deslocar durante o mês da Copa do Mundo-2014 sem sofrimentos — alertou o francês.

Valcke insistiu que a reforma dos aeroportos se torna ainda mais relevante pelo fato de o Brasil ter dimensões continentais — um ‘subcontinente’, como gosta de usar o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter.

Preço das passagens preocupa organização do Mundial Na opinião de Valcke, o calendário da Copa tem de ser muito bem planejado para evitar gastos ainda maiores, que inviabilizem os deslocamentos dos torcedores. Para o dirigente, será a Copa do avião, por causa das longas distâncias a serem percorridas. Assim, a questão dos aeroportos é um ponto nevrálgico no planejamento.

— Não é possível para o torcedor assistir ao primeiro jogo de sua seleção em Manaus, depois viajar a Porto Alegre para o segundo e encerrar a primeira fase em Salvador. Estamos estudando isso para minimizar custos.

O dirigente disse também que o Aeroporto Internacional Tom Jobim, além das reformas, precisa voltar a receber mais voos internacionais. Não apenas pelo fato de a cidade ser destino turístico, mas também porque o Maracanã vai sediar a final.

— É incrível que uma cidade como o Rio não tenha um voo para a Suíça (sede da Fifa). E só há um ou dois voos diários desde São Paulo. Para não falar de outros destinos europeus importantes.

Isso, na Copa, seria um problema sério e que, logicamente, encareceria o preço das passagens.

O secretário-geral da Fifa lembrou que a África do Sul, país sede da Copa deste ano, tem enfrentado problemas com a venda de ingressos, principalmente para torcedores de outros países africanos e europeus, por causa do alto custo das passagens aéreas no período entre junho e julho próximos.

— A África do Sul não tem voos diretos para a maioria dos países da África central. Esses torcedores têm que ir para a Europa e voltar para a África do Sul. Não queremos que isso aconteça no Brasil em 2014, o que iria encarecer muito o preço dos bilhetes.

Tal como agora, os europeus também podem enfrentar dificuldade em 2014 por causa da carência de voos.

sobe


Globo Online

Plantão | Publicada em 01/02/2010 às 08h47m
Embraer vê novos modelos de aviões para 2011
Reuters/Brasil Online

CINGAPURA (Reuters) - A Embraer planeja apresentar novos modelos de aeronaves em 12 a 18 meses, incluindo o maior jato já produzido pela empresa, afirmou um executivo da empresa, nesta segunda-feira.

Mauro Kern, vice-presidente executivo da empresa para aviões comerciais, também disse à Reuters que a empresa espera vender mais aviões comerciais em 2010 do que em 2009.

"Um E-jet um pouco maior que o modelo 195 é um dos conceitos que estamos estudando", disse Kern em Cingapura, em uma feira do setor.

"Mas não há decisão sobre lançamento por enquanto. A melhor estimativa para uma decisão sobre algo novo é talvez entre 12 e 18 meses", acrescentou.

A Embraer é a terceira maior fabricante mundial de aviões depois da Airbus e da Boeing, e fabrica jatos regionais, empresariais e aeronaves militares.

Quando perguntado se as vendas de jatos comerciais em 2010 voltarão aos níveis de 2008, quando a empresa vendeu mais de 100, Kern disse: "Não em 2010, mas talvez em 2011."

"Levará talvez dois ou três anos para retornarmos ao nível pré-crise, se chegarmos a recuperar esse patamar."

A empresa vendeu cerca de 30 jatos comerciais no ano passado.

A carteira de pedidos firmes da Embraer chegou a 16,6 bilhões de dólares no fim de 2009.

O setor aéreo aproxima-se da feira de aviação de Cingapura, primeiro grande evento da indústria este ano, com otimismo cauteloso.

sobe


O ESTADO DE S.PAULO

Domingo, 31 de Janeiro de 2010 | Versão Impressa
Infraero sofreu loteamento político
Felipe Recondo

O loteamento político da Infraero no governo Lula é citado como um dos responsáveis pelas falhas na administração do setor de aviação e a crise enfrentada nos últimos anos. Depois do apagão aéreo, do acidente com o avião da Gol e das denúncias de corrupção na estatal, o governo mudou o perfil do comando da estatal e enxugou os cargos de confiança. As denúncias contra o órgão cessaram.

No começo do governo, em 2003, Lula nomeou o petista Carlos Wilson para o comando do órgão. Nesse período, o número de funcionários comissionados na Infraero chegou a 240. Ele deixou o cargo em 2006, para disputar uma vaga na Câmara. Sua gestão foi um dos principais objetos da CPI do Apagão Aéreo, instalada na Câmara. Carlos Wilson foi então substituído pelo o brigadeiro José Carlos Pereira.

O apagão aéreo levou o presidente Lula a nomear Nelson Jobim para o Ministério da Defesa.Diante do desgaste provocado pelos atrasos, cancelamentos de voos e as longas filas nos aeroportos, Jobim trocou o comando da Infraero: saiu José Carlos Pereira e entrou Sérgio Gaudenzi, indicação feita pelo PSB. Jobim iniciou um plano para a profissionalização da empresa e privatização dos aeroportos rentáveis. O primeiro passo foi uma redução dos cargos políticos. Nesse meio tempo, Gaudenzi pediu demissão e deixou o caminho aberto para uma indicação eminentemente técnica. Jobim indicou um homem de sua confiança para a presidência da empresa: Murilo Marques Barboza.

sobe


O ESTADO DE S.PAULO

sábado, 30 de janeiro de 2010, 23:28 | Online
Infraero diz apoiar PF e empreiteiras negam desvios
Estatal afirma que age com 'máxima transparência' e tem 'obrigação de colaborar com as investigações'
Fausto Macedo e Bruno Tavares, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que tem colaborado com as investigações da Polícia Federal, por "ser grande interessada na apuração dos fatos e na devida correção das possíveis irregularidades". "A Infraero pauta sua gestão pela máxima transparência e, como empresa pública, tem a obrigação de colaborar com as investigações, o que já vem fazendo e assim continuará".

Veja Também

PF aponta superfaturamento de R$ 1 bi em obras de aeroportos

A ex-superintendente jurídica da Infraero Josefina Pinha disse que não teve acesso ao relatório final do inquérito, "mas pode intuir que a pressa de concluí-lo, como lhe foi alegado, pode ter levado a equívocos lastimáveis". Ela afirma que "não elaborou nem rubricou qualquer dos contratos relativos às citadas obras".

Os advogados criminalistas Renato Vieira e André Kehdi ressaltaram que o indiciamento de Eleuza Lores foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça, que acolheu habeas corpus em favor da ex-diretora de Engenharia da Infraero. "O STJ decidiu que enquanto o Tribunal de Contas da União não der uma palavra definitiva sobre os contratos da Infraero qualquer indiciamento é precipitação", anota Vieira.

A construtora Norberto Odebrecht diz que "cumpriu rigorosamente suas obrigações contratuais com a Infraero, não havendo qualquer envolvimento da empresa ou de seus funcionários em supostas irregularidades". E que "está segura de que o comportamento ético e lícito que pauta sua atuação será confirmado pela Justiça".

"Repudiamos isso com veemência, pois o que se vê ali são fantasias do delegado", declarou o advogado da Construcap, Aloísio Lacerda Medeiros. "Não sei como ele conseguiu atribuir a uma empresa séria condutas tão graves. Não vi no inquérito policial qualquer ligação com ato de corrupção." Em nota, a Camargo Corrêa negou "qualquer irregularidade na obra citada e aguarda ser notificada para comprovar a licitude de sua participação no processo".

O criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende a empreiteira Galvão, condenou "mais um inquérito secreto instaurado no Brasil". Ele destacou que "empresários de bem se veem acusados sem saberem o porquê". "Esse inquérito teve curso à revelia de todos os interessados que são os diretores das construtoras envolvidas nas obras de vários aeroportos do País", assinala Mariz.

A Queiroz Galvão informou que "não se manifestará neste momento, pois não teve acesso à integridade do inquérito". A Mendes Júnior disse desconhecer o indiciamento de representantes da empresa. A Serveng afirma que não tem nenhuma informação sobre o inquérito.

O criminalista Antonio Pitombo, que defende a construtora Beter, aponta erros nos laudos da PF. "Fizemos longa análise dos laudos e verificamos que eles estão errados. Fizemos uma série de questionamentos para erros técnicos e impropriedades dos critérios usados pelos peritos. A investigação precisa ser mais bem feita", afirmou.

A Enpress afirma que a PF não encontrou "irregularidades nos serviços prestados pela empresa, que é a execução de grooving (ranhuras no asfalto)".

A Cima diz que "até o momento não tem conhecimento" do inquérito e que prestou serviço para a Infraero em "obras de pequeno porte" nos aeroportos de Uberlância e Uberaba. Por fim, salienta que venceu as concorrências com propostas menores do que o orçado pela Infraero.

Procuradas, as construtoras OAS, Carioca, Via Engenharia, Constran, Gautama, Estacon, Financial e Triunfo não responderam.

sobe


O ESTADO DE S.PAULO

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010, 20:57 | Online
Avião de passageiros é desviado para Flórida, nos EUA
AE-AP - Agencia Estado

WASHINGTON - Autoridades dos Estados Unidos informaram que um avião comercial foi desviado para a Flórida, na noite desta sexta-feira, ao ser constatada a presença de um passageiro que não deveria ter embarcado.

sobe


Folha Online

31/01/2010 - 17h10
Avião é esvaziado na Colômbia por ameaça de bomba
da Efe, em Bogotá

Uma ameaça de bomba fez com que um avião da companhia colombiana Aerorepública fosse esvaziado neste domingo pouco antes de decolar de Barranquilla para Bogotá.

O comandante da polícia de Barranquilla, Jorge Gutiérrez, informou à rádio RCN que o avião foi inspecionado para determinar se havia realmente explosivos, mas que nada foi achado.

"Foi recebida a informação na torre de controle do aeroporto dizendo que no voo 7935 da Aerorepública, que ia para Bogotá, havia uma bomba. Fomos informados através de um telefonema anônimo dirigido à torre de controle do aeroporto Ernesto Cortizos", disse.

"Em seguida, fizemos uma inspeção minuciosa na aeronave, depois de esvaziá-la, não encontrando nenhum tipo de explosivo", acrescentou Gutiérrez

Segundo ele, o procedimento preventivo é esvaziar o avião e fazer uma minuciosa inspeção dos passageiros, das bagagens de mão e do bagageiro da aeronave.

O avião foi cercado por homens da polícia e cães treinados para detectar explosivos.

O voo levava 99 passageiros e cinco tripulantes a bordo.

sobe


Folha Online

31/01/2010 - 13h07
Infraero registra 5% de voos atrasados no país neste domingo
da Folha Online

A Infraero (estatal que administra os aeroportos do país) registrou 5,2% de voos atrasados até as 12h deste domingo.

Dos 797 voos programados, 37 (4,6%) partiram com atrasos superiores a 30 minutos. Outros 35 (4,4%) foram cancelados.

Em São Paulo, o aeroporto de Congonhas (zona sul da cidade) registrou atrasos em um dos 56 voos previstos. Quatro (7,1%) voos foram cancelados.

No aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, dos 95 voos programados, 7 (7,4%) partiram com atraso superior a 30 minutos e 6 foram cancelados (6,3%).

Rio de Janeiro
O aeroporto Santos Dumont, no Rio, registrou 6 cancelamentos entre os 36 voos programados, o que representa 16,7% dos voos. Nenhum voo partiu com atraso.

No outro aeroporto do Rio de Janeiro, o Tom Jobim (Galeão), a Infraero registrou atraso em um (2%) dos 49 voos previstos. Nenhum voo foi cancelado.

sobe


JB Online

08:24 - 01/02/2010
Dirigentes da Infraero teriam recebido apartamentos como propina
Portal Terra

BRASÍLIA - Investigações da Operação Caixa Preta da Polícia Federal (PF) apontam que ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) teriam recebido vantagens como dinheiro e apartamentos de luxo de empreiteiras que teriam supostamente sido beneficiadas em licitações fraudulentas para obras em dez aeroportos. Segundo a PF, teriam sido desviados R$ 991,8 milhões, entre 2003 e 2006. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo a Polícia Federal, a ex- diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Lores, teria movimentado mais de R$ 2 milhões no período, valores muito superiores a sua renda mensal como funcionária pública. A ex-diretora mantinha ainda seis contas bancárias em bancos diferentes. Para a PF, o esquema de fraudes foi montado durante a gestão do ex-deputado e ex-senador Carlos Wilson, que faleceu em abril de 2009.

sobe


JB Online

18:16 - 29/01/2010
Azul Cargo começa a operar serviço de carga em Vitória
(Redação - Agência IN)

SÃO PAULO, 29 de janeiro de 2010 - A Azul Cargo começou a operar nesta semana o envio e recebimento de carga expressa e encomendas em Vitória (ES), segundo informações divulgadas pela empresa. A partir da capital capixaba, os aeroportos de destino atendidos são: Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Maceió, Manaus, Maringá, Natal, Navegantes, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Viracopos (base operacional principal).

São três voos diários partindo de Vitória para Viracopos, onde ocorrem as conexões para os demais destinos, e um voo direto para Salvador.

A unidade de negócios Azul Cargo começou a operar em 17 de agosto do ano passado, inicialmente com transporte aeroporto-aeroporto entre Campinas, Fortaleza, Recife e Salvador. Em novembro do ano passado, passou a oferecer também o serviço de entregas expressas porta a porta, que já atende 1.000 cidades, com intenção de alcançar 2.000 cidades até maio de 2010.

sobe


Valor Econômico

01/02/2010
Anac transfere audiência

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) transferiu de hoje para quarta-feira, às 14 horas, a redistribuição de horários de pouso e decolagem (slots) no Aeroporto de Congonhas. A audiência deverá ser realizada na sede da Anac, em Brasília. A mudança foi necessária porque Trip e Pantanal não foram habilitadas e têm até às 18 horas de hoje para recorrer. Caso isso aconteça, pode haver novo adiamento, pois a Anac teria de analisar o recurso. Trip e Pantanal não se habilitaram porque não obtiveram índice de regularidade e pontualidade nos voos, de 80%, e não comprovaram patrimônio líquido positivo. Azul, Gol, NHT, OceanAir, TAM e Webjet estão habilitadas para a redistribuição de 412 slots.

sobe


Valor Econômico

01/02/2010
Novo voo da TAM

A TAM anunciou na sexta-feira o início de sua sexta frequência diária entre São Paulo e Buenos Aires. O novo voo decola de São Paulo às 6h55 e chega no Aeroporto Internacional de Ezeiza às 8h40. O retorno é às 9h40 com pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 13h20. A TAM também tem voos diários para Buenos Aires a partir do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Porto Alegre.

sobe


ZERO HORA

01/02/2010 | Atualizada às 09h07min
Neblina impede pousos no Salgado Filho
A partir das 7h21min, aeroporto passou a operar por instrumentos

A neblina que se formou nas proximidades do Aeroporto Salgado Filho impediu a chegada de aeronaves a Porto Alegre entre as 6h39min e 7h21min. O último voo autorizado para pouso era da TAM com procedência de Recife. As decolagens permaneceram autorizadas. A situação está normalizada.

Das 7h21min até as 8h45min, a operação ocorria por instrumentos. De acordo com a Infraero, somente aviões equipados com o localizador de pista podem aterrissaram na Capital. Nestas condições, até as 7h30min, três voos receberam a autorização. Um deles é da empresa Azul (4063), que vem de Campinas, e o outro, da Gol (1869), vindo de Florianópolis.

Informações preliminares davam conta de que um voo da TAM (3501), que sairia de Recife com escala em São Paulo, havia sido cancelado. A companhia informou que ocorreu apenas uma mudança na numeração do voo para uma aeronave maior e o atraso deve ser de meia hora no desembarque na Capital. A aeronave deve chegar às 10h10min.

Saiba mais
A formação de neblinas nesta época do ano é devido a grande umidade. Segundo a Central de Meteorologia, a máxima que diz "serração que baixa, sol que racha" é válida somente para o inverno, quando as gotículas passam do estado líquido para o gasoso e dissipam-se. Já no verão, a neblina é formada pelo excesso de umidade e por isso a perspectiva de chuva é maior:

— Essa umidade não vai sair daqui. Ela se transforma do estado líquido para o gasoso, mas fica na atmosfera, se transforma em nuvens e volta em pancadas de chuva — explica o meteorologista Cléo Kuhn.
ZEROHORA.COM

sobe


 

Remover