O ESTADO DE S.PAULO
Anac tenta distribuir amanhã 355 slots em Congonhas
Erro de piloto causou queda do avião da Ethiopian, diz fonte
JAL rejeita Delta e mantém parceria com a American Airlines
O Globo
STJ dará o rumo da disputa em Congonhas
American Airlines: US$ 8 por travesseiro
JAL opta por continuar com American Airlines
Jornal do Brasil
Carnaval:Anac intensifica fiscalização para evitar filas em aeroportos
Valor Econômico
Empresas de aviação brigam por talentos
American Airlines está para levar um puxão de orelhas
O Dia
Helicóptero da TV Record cai em São Paulo
Jornal de Turismo
Boeing 747-8 Cargueiro completa com sucesso seu primeiro voo
Folha do Turismo
Lan tem 26,3% de suas ações em negociação
Panrotas
Qatar Airways inicia voos para o Brasil em 30 de maio
Mexicana reduz tarifas para México e Los Angeles
American vence e Jal fica na Oneworld
Aviação civil ganhou 2,6 mil pilotos em 2009
O ESTADO DE S.PAULO
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 17:11
Anac tenta distribuir amanhã 355 slots em Congonhas
AE Agencia Estado
SÃO PAULO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende distribuir amanhã, a partir das 14 horas, 355 horários de pouso e decolagem (slots) no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. É o aeroporto mais rentável do País para as companhias aéreas e o segundo de maior movimento de passageiros no Brasil.
A Anac aguarda a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) "para incluir na distribuição os 61 slots que não estão sendo utilizados pela companhia aérea Pantanal, 40 deles durante a semana - horários mais cobiçados pelas empresas e passageiros", diz a Anac, em nota. A Pantanal, adquirida pela TAM, recorreu à Justiça para reaver os seus horários.
Devem disputar amanhã os slots em Congonhas as empresas OceanAir, Gol/Varig e TAM, que já operam naquele aeroporto, e as novas interessadas: NHT, Webjet e Azul.
Acordos
A Anac renegociou, no decorrer de 2009, acordos bilaterais entre o Brasil e 11 países: Angola, Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Hong Kong, Israel, Marrocos, Moçambique, Panamá, República Dominicana e Suriname. Com isso, segundo a Anac, a capacidade total para realizar voos internacionais mistos (de passageiros e carga) subiu 163% ante 2008. Agora há 192 frequências mistas, que representa a possibilidade de 192 voos por semana entre o Brasil e estes países. Considerando os voos exclusivamente de carga, o crescimento foi de 158%, passando para 44 frequências semanais.
O ESTADO DE S.PAULO
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010, 14:55 | Online
Erro de piloto causou queda do avião da Ethiopian, diz fonte
REUTERS
BEIRUTE - Erro do piloto foi a causa do acidente aéreo da Ethiopian Airlines próximo à costa libanesa no mês passado que matou todas as 90 pessoas a bordo, informou uma fonte ligada à investigação do acidente nesta terça-feira.
"A equipe de investigação chegou a uma conclusão prévia de que foi um erro do piloto, baseado nas informações na caixa-preta", disse a fonte à Reuters.
Uma equipe de investigação envolvendo autoridades libanesas, francesas e etíopes foram à França na segunda-feira com os gravadores, conhecidos como "caixas-pretas", para análise.
O Boeing 737-800 se acidentou minutos depois de decolar de Beirute, dia 25 de janeiro. Os corpos de pelo menos 23 vítimas foram resgatados até agora.
(Reportagem de Nadim Ladki)
O ESTADO DE S.PAULO
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 14:26
JAL rejeita Delta e mantém parceria com a American Airlines
NATHAN LAYNE REUTERS
TÓQUIO, 9 DE FEVEREIRO - A Japan Airlines anunciou nesta terça-feira que vai manter sua parceria com a American Airlines na aliança Oneworld, encerrando tentativas da Delta Air Lines de atrair a companhia aérea japonesa para o grupo rival SkyTeam.
A JAL, maior companhia aérea da Ásia em receitas, informou que vai pedir uma cooperação maior com a American em rotas no Pacífico sob um recente tratado aéreo entre os Estados Unidos e o Japão.
A decisão é um golpe para a Delta, que vinha cortejando a companhia aérea japonesa há meses com uma oferta de ajuda financeira de 1 bilhão de dólares. A Delta vinha se mostrando ansiosa para acessar a vasta rede de rotas da JAL na Ásia e se posicionar para uma expansão do aeroporto Haneda, de Tóquio.
Antes do pedido de concordata feito no mês passado sob peso de 25 bilhões de dólares em dívida, a JAL vinha dando sinais de se inclinar para a Delta, atraída por potenciais cortes de custos e crescimento de receita oferecidos pela rede de rotas maior, especialmente na Ásia, afirmaram fontes.
Mas a nova equipe de administração da JAL, colocada em posição este mês e liderada pelo presidente-executivo Kazuo Inamori, decidiu que uma troca de alianças seria arriscar descarrilhar os esforços da companhia aérea de se recuperar em três anos com a ajuda de um fundo apoiado pelo governo do Japão.
"Tivemos um grande debate sobre se deveriamos escolher a Delta e a SkyTeam em termos de lucratividade futura ou ficarmos com a Oneworld e evitar incorremos em um prejuízo em promovermos a troca este ano", afirmou o vice-presidente da JAL, Daiji Nagai. "Nossa conclusão foi que temos que sobreviver este ano e o próximo a todo o custo. Não haverá "próximos três anos" a menos que nos concentremos no programa de reestruturação", acrescentou.
A JAL aderiu à Oneworld em 2007. A aliança é uma das três principais que reúnem milhas de passageiros frequentes e alimentam companhias aéreas com clientes. A outra aliança, além da SkyTeam, é a Star Alliance.
O Globo
STJ dará o rumo da disputa em Congonhas
Decisão do tribunal apontará a solução para os espaços deixados pela Pantanal. Gigantes aéreas estão no páreo
Ronaldo D’Ercole
SÃO PAULO. Uma decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Asfor Rocha, que deve ser expedida nas próximas horas, definirá se a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizará hoje, como está previsto, a redistribuição dos 355 horários para pousos e decolagens (slots) disponíveis no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, entre as companhias aéreas nacionais.

Rocha decidirá se os 61 slots que pertenciam à Pantanal, empresa que está em recuperação judicial, podem ser redistribuídos, ou não. A Anac retomou os slots da Pantanal depois que a empresa, em crise, parou de operá-los, como prevê a regulamentação do setor.
A Pantanal, que foi comprada em dezembro pela TAM, por R$ 13 milhões, recorreu ao STJ para evitar a redistribuição de seus horários no cobiçado aeroporto paulista.
No caso da Varig, decisão foi outra: Gol herdou espaços Por causa dessa pendência judicial, a Anac já teve de adiar duas vezes a sessão de redistribuição dos slots vagos de Congonhas.
— Os slots são bens públicos e não podem ter seus valores repassados às empresas, que nada pagaram por eles — disse o diretor de regulação econômica da Anac, Marcelo Guaranys.
No imbróglio jurídico envolvendo a Pantanal, está uma decisão do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 2° Vara Empresarial do Rio, que durante o processo de recuperação judicial da Varig, determinou que os slots da empresa não poderiam ser retomados pelo órgão regulador por serem ativos fundamentais para viabilizar a recuperação da companhia.
A decisão foi mantida e, quando comprou a Varig, a Gol ficou com todos os seus horários de pousos e decolagens em Congonhas, ampliado fortemente sua presença no aeroporto, que é o de maior movimento do país.
Mais do que poder regularizar rapidamente a situação de Congonhas, Guaranys argumenta que a decisão do STJ pode por fim a essa distorção legal criada pelo juiz carioca.
— Se a empresa em recuperação pode se apropriar de um bem público para se valorizar, todas as outras companhias poderão fazer o mesmo — diz o diretor da Anac. — Não há jurisprudência firmada sobre essa questão e estamos questionando a decisão de Ayoub.
Um especialista, que prefere não se identificar, lembra que o advogado da Varig durante o processo de recuperação era Roberto Teixeira, o polêmico compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, diz ele, a Justiça tem um problema a resolver.
— Por que a regra valeu para uma grande empresa (a Varig, que quebrou), e não vale para uma pequena (a Pantanal)? — questiona o especialista.
Dos 61 slots da Pantanal em Congonhas, 40 são horários de pousos e decolagens durante a semana, os únicos do atual pacote que a Anac quer redistribuir.
Por essa razão, são os mais cobiçados pelas outras companhias áereas. A Anac avisou que, sem os slots da Pantanal, a sessão de hoje não se realizará.
A redistribuição de horários, segundo a agência, é um procedimento que permite maior competição entre as empresa, em benefícios dos passageiros.
Empresas menores que esperam oportunidade de entrar em Congonhas, como a Azul, entretanto, veem outras distorções no processo, como a forma com que é definida a ordem de escolha dos slots, feita por sorteio, como os das loterias. Isso, entende a Azul, favorece as duas grandes do mercado nacional, TAM e Gol, em detrimento das menores.
— Cerca de 80% do que vai ser oferecido de novo vai ficar com as empresas que já operam lá. As regras que ela usa servem apenas para inglês ver — diz o diretor de marketing da Azul, Giafranco Beting.
Na sessão de hoje, a ordem de escolha dos slots será a seguinte: Ocean Air, Gol, TAM, NHT, WebJet e Azul. Assim, Beting estima que na melhor das hipóteses a Azul conseguirá um pouso e uma decolagem por dia na semana, e de seis e sete horários nos sábados e nos domingos.
— Não tem impacto para a Azul, porque é inviável bancar uma base no aeroporto, que é um dos mais caros do país, só para um voo diário — disse o executivo.
Procuradas, a TAM e Gol informaram que não iriam se pronunciar sobre o assunto.
O Globo
American Airlines: US$ 8 por travesseiro
DALLAS. Quem não estiver disposto a abrir a carteira terá de passar frio e deitar a cabeça no encosto da poltrona durante voos da American Airlines. Ontem, a empresa anunciou que cobrará US$ 8 por um pacote que inclui travesseiro e cobertor. A cobrança vale apenas para passageiros da classe econômica em voos em território americano e em alguns voos internacionais com duração superior a duas horas.
Da lista de países divulgada pela empresa não consta o Brasil. Segundo a companhia, a nova taxa se aplica a voos com destino a e que partem de Canadá, México, Havaí, Caribe e América Central. A cobrança passa a vigorar a partir de 1ode maio.
— A American Airlines avalia todos os aspectos do negócio para garantir que as decisões econômicas sejam prudentes e estratégicas para o sucesso da empresa a longo prazo — disse a porta-voz da empresa, Andrea Huguely.
Por US$ 8, o passageiro comprará uma manta azul de lã e um travesseiro inflável.
No pacote, receberá um cupom de US$ 10 de desconto em compras acima de US$ 30 na loja Bed Bath & Beyond.
Globo Online
JAL opta por continuar com American Airlines
Plantão | Publicada em 09/02/2010 às 15h07m
Valor Online
SÃO PAULO - A Japan Airlines (JAL) decidiu permanecer na aliança Oneworld, liderada pela American Airlines. A definição representou um golpe para a Delta Airlines, também interessada em uma parceira com a empresa aérea japonesa.
O anúncio coloca um fim a semanas de indas e vindas sobre se a JAL formaria uma nova aliança com a Delta ou se continuaria a trabalhar com a American Airlines. As duas aéreas americanas ofereciam apoio financeiro à JAL visando a uma coordenação maior em rotas e preços de passagens assim como em compartilhamento de receita.
A decisão, que veio semanas depois de a companhia japonesa pedir proteção contra credores, abre espaço, então, para a American Airlines investir mais de US$ 1 bilhão na companhia.
(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)
JB Online
Carnaval: Anac intensifica fiscalização para evitar filas em aeroportos
Agência Brasil
BRASÍLIA - A fim de evitar transtornos aos usuários do transporte aéreo durante o período de carnaval, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) promete intensificar a fiscalização sobre as empresas aéreas nos aeroportos mais movimentados do país. Entre amanhã (10) e o próximo dia 22, inspetores da Anac vão acompanhar de perto os procedimentos das companhias aéreas durante o embarque e desembarque dos passageiros. Os aeroportos onde a fiscalização será reforçada são os de Guarulhos e de Congonhas, em São Paulo, além do Galeão (RJ), Brasília (DF), Salvador (BA) e Recife (PE). A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) também disponibiliza em seu site um serviço para o usuário que quiser tirar suas dúvidas, como a documentação necessária para o check-in (cujos procedimentos sofrerão mudanças a partir de 1º de março), bagagem e tambem sobre seus direitos. O endereço do serviço é www.infraero.gov.br/horadeviajar
Caso a companhia aérea não resolva o problema, o passageiro pode recorrer à Anac pela internet (www.anac.gov.br/faleanac) ou pelo telefone 0800 725 4445. O serviço telefônico funciona todos os dias da semana, 24 horas por dia, inclusive em inglês e espanhol. Também é possível buscar auxílio nos postos de atendimento da Anac nos principais aeroportos brasileiros.
19:11 - 09/02/2010
Valor Econômico
Mercado: Crescimento do setor leva companhias a buscar executivos até no varejo.
Empresas de aviação brigam por talentos
Por Maurício Oliveira, para o Valor, de São Paulo
10/02/2010
Além da disputa acirrada pela preferência dos passageiros, as companhias aéreas brasileiras estão travando também uma batalha de bastidores pelos melhores profissionais especializados no setor. A chegada da Azul, há um ano, agitou de vez um mercado que já dava sinais de ebulição. A empresa contratou até o momento 1,6 mil pessoas, 50 das quais para ocupar cargos executivos.
Em 2016, quando a frota terá saltado das atuais 14 para 76 aeronaves, o total de funcionários deverá girar em torno de 7,6 mil (a projeção é de 100 funcionários, em média, para cada aeronave). "Ainda não está definido quantos gestores teremos no organograma quando a companhia estiver funcionando a pleno vapor, mas é certo que inúmeras oportunidades surgirão aqui dentro. Só no primeiro ano foram mais de 200 promoções internas", descreve o diretor de RH e desenvolvimento organizacional, Johannes Castellano, sócio de uma consultoria de RH até receber a proposta da Azul, motivada em grande parte pelo fato de ele ter atuado como consultor da Gol entre 2001 e 2004.
As maiores perspectivas no momento dizem respeito à área financeira, pois a Azul começa a se preparar para a abertura do capital, projetada para 2011 ou 2012. Uma das mais recentes contratações é o gerente de relatórios financeiros Renê Santiago dos Santos, 40 anos, "roubado" em dezembro da Tam, onde trabalhava havia pouco mais de dois anos. Formado em ciências contábeis, com pós-graduação em controladoria pela FGV, Santos carrega no currículo passagens pela PriceWaterhouseCoopers, C&A e o Pão de Açúcar.
Ele diz que não havia como resistir a uma proposta que alia a certeza de uma remuneração expressiva no futuro, prometida pelo programa de stock options, a um ganho expressivo para a carreira- a experiência de participar do desenvolvimento de uma empresa que nasceu para ser grande, com US$ 200 milhões disponíveis para os investimentos iniciais e um milhão de passageiros transportados nos oito primeiros meses de operação, façanha jamais obtida por qualquer outra companhia aérea no mundo. "Evitei dar espaço para contraproposta para não entrar em leilão. Apenas comuniquei à direção da Tam a minha decisão de trocar de casa e tudo se resolveu de forma amistosa", afirma.
Diante da pequena quantidade de empresas no mercado de aviação, o número de profissionais especializados é restrito e nem sempre é possível trazer alguém da concorrência - algo que, na realidade, só se revela estritamente necessário nas funções técnico-operacionais. Na maior parte dos cargos executivos, entender de aviação é apenas desejável, mas não obrigatório. O próprio presidente da Azul, Pedro Janot, ex-diretor do Pão de Açúcar e da rede de lojas de roupas Zara, está vivendo sua primeira experiência no setor, assim como outros 15 dos 50 executivos contratados pela empresa. A trajetória de Janot no varejo foi decisiva para sua escolha como o número um da nova companhia aérea, numa fase em que a crescente adesão das classes C e D tornou-se o fator mais relevante para o crescimento do mercado nacional de aviação.
Essa mesma lógica fez a mineira Daniela Guerra, 36 anos, ser contratada para a gerência nacional de marketing da Trip, outra empresa em ascensão. Ela trabalhava havia 11 anos na Tim, onde chegou ao cargo de gerente de marketing para os estados de Minas Gerais, Bahia e Sergipe. "O setor de aviação está vivendo mais ou menos o que as telecomunicações viveram há dez anos: produtos até então elitizados que se tornaram acessíveis para uma fatia bem maior da população", compara Daniela.
Em 2008, quando completou uma década de existência, a Trip estabeleceu sociedade com a norte-americana SkyWest, especializada em aviação regional, e iniciou um plano arrojado de expansão. Fechou o ano passado com 2 mil funcionários- em 2008 eram 1,2 mil. A projeção para dezembro de 2010 é chegar a 3,2 mil colaboradores. Essas contratações deverão ocorrer em praticamente todos os estados brasileiros.
Ao deixar organogramas consolidados para integrar empresas ainda em procedimento de decolagem, é inevitável que os executivos se vejam diante de estruturas mais enxutas, e isso exige adaptação. Santos, que tinha 50 subordinados na Tam, está partindo do zero para montar a equipe. "O aprendizado profissional é fantástico, mas o processo de crescer junto com uma empresa exige completa reorganização mental", diz. Na Tim, embora ocupasse um cargo de abrangência regional, Daniela tinha 19 pessoas na equipe; hoje, são sete. A gerente de marketing da Trip diz que trocou de empresa -- e de setor - pelo desafio de enfrentar o desconhecido, a possibilidade de atuação nacional e as perspectivas de crescimento, que neste momento imagina serem maiores na aviação do que nas telecomunicações.
Diminuir a concentração do mercado é uma das prováveis consequências da expansão do setor de aviação no país, tendência que já foi ligeiramente percebida nas estatísticas de 2009. As líderes Tam e Gol/Varig, que juntas detêm 85% do mercado, também estão passando por reformulações. Em 2009, a Gol demitiu dois vice-presidentes que estavam desde o início da companhia e substituiu outros dois. Na Tam, o ex-vice-presidente de Finanças, Gestão e TI, Líbano Barroso, foi confirmado em dezembro no cargo de diretor-presidente, que ocupava interinamente desde a saída do executivo David Barioni Neto, após apenas um ano à frente da empresa.
A permanência de Barroso, um profissional com larga experiência no mercado financeiro, foi interpretada pelo mercado como indício de que, numa fase de acirramento da concorrência, a companhia - que conta atualmente com 24 mil funcionários, 300 dos quais em cargos executivos - terá uma gestão bastante focada em controle de custos. Para atrair e reter talentos, a Tam aposta em trunfos que as concorrentes de menor porte ainda não podem oferecer, como a possibilidade imediata de carreira internacional. "Temos 1,7 mil funcionários e 65 executivos que estão tendo essa oportunidade", diz a diretora de gestão de pessoas e conhecimento, Agne Machado.
Para atrair talentos de outros setores e assegurar a manutenção daqueles que já foram conquistados, as companhias aéreas brasileiras estão demonstrando também maior preocupação em desenvolver programas consistentes de benefícios e de avaliação de desempenho, algo que durante muito tempo foi relegado a segundo plano. "Nós, e o setor da aviação como um todo, estamos trabalhando para chegar no mesmo patamar alcançado por empresas de outros segmentos da economia no que diz respeito ao relacionamento com os colaboradores", diz o diretor de qualidade da Trip, Evandro Fraga, com três décadas de experiência em diferentes companhias aéreas.
Tudo isso resulta no maior interesse dos jovens recém-formados em ingressar no mercado de aviação. Um exemplo está na adesão ao programa de trainees da Líder Aviação, empresa mineira que em 2008 completou meio século de existência e que, após um início centrado em fretamento de jatos para executivos, ampliou os negócios para venda e manutenção de aeronaves e transporte offshore (para plataformas petrolíferas). Multiplicou-se por dez o número de inscritos entre a primeira edição do programa, realizada em 2006, e a do ano passado, que atraiu mais de 2 mil candidatos para as nove vagas disponíveis.
No primeiro ano havia a exigência de formação em engenharia aeronáutica, mas o leque logo se abriu para outras áreas como administração, economia, marketing e cursos de tecnologia. Os escolhidos passam por um treinamento de um ano, período em que conhecem de perto cada área da empresa antes de serem destinados a um cargo específico. "Vários dos trainees que passaram pelo programa já estão ocupando cargos executivos e estão indo muito bem", orgulha-se a consultora Mônica Araújo, da Reggiani Hunting, responsável pelo processo de seleção.
Valor Econômico
American Airlines está para levar um puxão de orelhas
What's News
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10/02/2010
A American Airlines está para levar um puxão de orelhas das autoridades do setor aéreo nos EUA, segundo funcionários do governo e de empresas do setor a par dos detalhes. Um relatório a sair nos próximos dias deve apontar falhas de manutenção das aeronaves. Um porta-voz disse que as respostas da AA estão incluídas no relatório
O Dia
10.02.10 às 08h11
Helicóptero da TV Record cai em São Paulo
São paulo - Um helicóptero da TV Record caiu, no início da manhã desta quarta-feira, dentro do Jockey Club, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com informações da Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 7h20. O piloto Rafael Delgado Sobrinho não resistiu aos ferimentos e morreu e o cinegrafista da emissora Alexandre Borracha está em estado grave.
Jornal de Turismo
Boeing 747-8 Cargueiro completa com sucesso seu primeiro voo
Ter, 09 de Fevereiro de 2010 12:35
Na noite da última segunda-feira, diante de mais de 5.000 funcionários, clientes, fornecedores e líderes da comunidade, o Boeing 747-8 Cargueiro ganhou os céus pela primeira vez.
Comandado pelo piloto-chefe do programa 747, Mark Feuerstein, e pelo capitão Tom Imrich, o novo membro da família 747 decolou às 18h39 (horário de Brasília), do Campo Paine, e aterrissou no mesmo local às 22h18.
“Foi um verdadeiro privilégio estar no comando deste grande avião em seu primeiro voo, representando os milhares de colegas que tornaram isto possível”, disse Feuerstein. “O avião teve o desempenho esperado e nós o pilotamos do mesmo modo do 747-400”, acrescentou.
O voo de ontem foi o primeiro das mais de 1.600 horas de voo do programa de testes do novo membro da família de cargueiros da Boeing. O avião seguiu a rota sobre o lado Oeste de Washington, onde foram conduzidos testes básicos para a compreensão do desempenho dos motores. O avião alcançou a altitude de cruzeiro de 17.000 pés (5.181 m), a uma velocidade superior a 230 nós, quase 264 milhas (426 km) por hora.
Utilizando quatro motores General Electric GEnx-2B, o 747-8 Cargueiro terá seu programa de testes conduzido em Lago Moisés, em Washington, e em Palmdale, na Califórnia, onde, no mês que vem, outros dois aviões de testes se juntarão a ele.
“Este é realmente um grande dia para a Boeing Company e para o Programa 747”, disse Mo Yahyavi, diretor geral do Programa 747 e vice-presidente da Boeing Commercial Airplanes. “É o resultado de muito trabalho duro e dedicação de nossos funcionários, fornecedores e clientes. Mesmo ainda tendo muito o que fazer, estou muito animado pelo início do programa de testes, o que demonstrará as capacidades deste avião”, explica o executivo.
O 747-8 Cargueiro é o mais novo 747 e dará maior capacidade aos operadores de carga, os menores custos operacionais e mais economia do que qualquer outro cargueiro. O avião tem 76,3 m de comprimento, 5,6 m a mais do que o 747-400 Cargueiro. Esta extensão permite aos clientes transportar 16% mais receita por volume de carga, se comparado com o seu antecessor. Isto é traduzido em quarto pellets a mais no deque superior e três outros no inferior.
“O 747-8 Cargueiro continua na liderança da família de cargueiros 747, os quais são os responsáveis pelo transporte de mais da metade da carga aérea mundial, tornado este avião o modelo-padrão para a indústria de carga aérea mundial”, acrescenta Yahyavi.
A Boeing lançou o Boeing 747-8 Cargueiro em 14 de novembro de 2005, com 18 pedidos firmes: dez da Cargolux, de Luxemburgo, e oito da Nippon Cargo Airlines, do Japão. Dito isto, a Boeing já conta com 108 pedidos para o 747-8, dos quais 76 são para a nova versão cargueira. Cargolux, Nippon Cargo Airlines, AirBridgeCargo Airlines, Atlas Air, Cathay Pacific, Dubai Aerospace Enterprise, Emirates SkyCargo, Guggenheim e Korean Air tem encomendas do 747-8 Cargueiro.
Mercado&Eventos
09/02 - 12:05
Lan tem 26,3% de suas ações em negociação
O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, aprovou a venda de sua participação majoritária na companhia aérea Lan, no valor estimado em U$ 1,5 bilhão. Piñera aprovou a venda por meio de uma reunião de acionistas de sua principal holding, a Axxion, que deve agora fixar o preço da venda de sua participação de 26,3%. A Axxion detém uma participação de 19,03% da Lan, outra companhia de Pinera, a Santa Cecília, é proprietária de um adicional de 7,3%.
A família Cueto, que detém o segundo maior investimento na Lan, com 25,5%, através da sua empresa Costa Verde Aeronautica, deverá comprar uma fatia significativa do percentual dessa venda e, possivelmente, até mesmo tudo. Eles possuem vinte dias para decidir o quanto vão querer.
A Tam, na semana passada, não quis comentar sobre possíveis negociações para comprar parte da participação de Pinera na Lan. Especula-se que as conversas entre a Tam e a Lan seriam lideradas por André Esteves, membro do conselho de administração da companhia brasileira.
Atualmente, ambas as companhias possuem codeshare. "A Tam era o favorito, mas conversamos com eles e eles disseram que não", disse um analista que participa das negociações.
Panrotas
Publicada em 9/2/2010 19:43:00
Qatar Airways inicia voos para o Brasil em 30 de maio

O Boeing 777-200 que vai fazer o serviço Doha-São Paulo (GRU) (foto Boeing)
A Qatar Airways, companhia de bandeira do Catar – país do golfo Pérsico –, começa a voar diariamente para o Brasil no dia 30 de maio. E vai operar com um Boeing 777-200 em três classes. Segundo uma fonte do Portal PANROTAS, o voo será direto de Doha, a capital do país, para São Paulo (GRU). Depois o avião seguirá para Ezeiza, em Buenos Aires (Argentina).
Pelo plano original, apresentado na Feira da Abav de 2006, quando a aérea tinha inclusive um estande, a companhia deveria iniciar voos para o Brasil no ano seguinte, ou seja, em 2007.
Segundo o acordo entre os dois países, estão aprovadas 14 frequências semanais, sendo uma para o transporte de carga.
Claudio Schapochnik
Panrotas
Publicada em 9/2/2010 19:11:00
Mexicana reduz tarifas para México e Los Angeles
A companhia aérea Mexicana anunciou a redução de tarifas a partir de São Paulo, tendo como destinos qualquer cidade mexicana ou Los Angeles, nos Estados Unidos. Para LAX, a tarifa, na classe Q, sai por US$ 603. Para o México, US$ 730, com exigência, neste último caso, de permanência de pelo menos um domingo. A compra, em ambos os casos, deve ser com dez dias de antecedência. O embarque é até 10 de junho, com blackout entre 26 e 28 de março e 9 e 11 de abril.
Mais informações:
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Da Redação
Panrotas
Publicada em 9/2/2010 18:06:00
American vence e Jal fica na Oneworld
A Delta e a Skyteam bem que tentaram mas a Japan Airlines, a Jal, que está em processo de concordata, escolheu ficar na Onwworld, aliança liderada pela American Airlines. “Acreditamos que a Jal e o governo do Japão fizeram a escolhe correta para os muitos acionistas da empresa aérea, para os interesses nacionais e para os viajantes entre o Japão e os Estados Unidos”, disse o chairman e CEO da American Airlines, Gerard Arpey. “Reiteramos nosso compromisso em apoiar o caminho da Jal de volta ao sucesso. A qualidade da Onewaorld não tem rivais na aviação e oferece à Jal uma malha mais presente do que qualquer outra aliança”. A Oneworld, especialmente American, British Airways e Qantas, iniciam agora um trabalho mais próximo da empresa aérea japonesa, incluindo a injeção de capital. Os benefícios da aliança para a Jal chegam a US$ 2 bilhões em três anos.
Artur Luiz Andrade
Panrotas
Publicada em 9/2/2010 17:42:00
Aviação civil ganhou 2,6 mil pilotos em 2009
Mais de 2,6 mil pessoas foram aprovadas em exames da Anac em 2009 e se tornaram pilotos da aviação civil. A maioria (1,2 mil) é de pilotos privados de avião, primeira etapa para iniciar na carreira ou voar apenas aeronaves particulares. Entre os profissionais, foram habilitados 513 pilotos comerciais de avião e 230 pilotos de linha aérea. De helicópteros, a Anac emitiu licenças para 224 pilotos privados, 105 pilotos comerciais e outros 41 de linha aérea – embora não exista o serviço de linha aérea de helicópteros no Brasil, esses profissionais possuem a qualificação.
Além destes, a ANAC também emitiu licenças para pilotos de planador (83), de balão (4) e 210 certificados de piloto de recreio (específicos para a aviação experimental). A agência ainda habilitou 552 comissários de bordo, 793 mecânicos de manutenção, 44 despachantes operacionais de voo, 17 operadores de equipamentos especiais e 6 mecânicos de voo. No total, foram 4.034 novas licenças e habilitações emitidas pela Anac em 2009, abaixo das 5.162 de 2008.
Artur Luiz Andrade







