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Excelentíssimo Presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, Exmos. ministros
Dilma Rousseff (Casa Civil), Nelson Jobim
(Defesa), Tarso Genro (Justiça), Luiz
Marinho (Previdência), Paulo Bernardo
(Planejamento), Carlos Lupi (Trabalho),
Luiz Dulci (Secretaria-Geral), José Alencar
(Vice-Presidência), Exma. Mm. Elien
Grade (presidente do Supremo Tribunal
Federal), Exmo. Mm. Raphael de Barros
Monteiro (presidente do Superior Tribunal
de Justiça), Exmos. senadores e deputados
Nós, aposentados, pensionistas, ex-funcionários da Varig, Transbrasil e Vasp, e trabalhadores da ativa, que contribuímos por duas décadas com os fundos de pensão Aerus e Aeros, visando garantir
dignidade nesta etapa de nossas vidas, apelamos para a solidariedade dos senhores e senhoras para que se faça justiça às quase 100 mil pessoas prejudicadas pela liquidação desses fundos de pensão.
Realizamos inúmeros movimentos para alertar sobre os problemas de gestão do Aerus e Aeros e, principalmente, para sensibilizar as autoridades para que garantissem o pagamento das pensões e
aposentadorias, do modo a evitar a tragédia social silenciosa que vivemos hoje.
Os aposentados e pensionistas do Aerus e Aeros estão sem condições de manter sua sobrevivência e a de seus familiares, desde que os fundos pararam ou reduziram o valor das pensões e aposentadorias.
A situação é crítica. São pessoas doentes, idosas, que investiram seus recursos para ter tranqüilidade neste momento da vida, e estão desesperadas e desoladas, sem formas de arcar com despesas de
habitação, saúde, alimentação. São 18,5 mil aeronautas e aeroviários que não podem retornar ao mercado de trabalho e precisam desses recursos para viver.
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Nosso apelo é para que o governo tome uma iniciativa imediata, no sentido de garantir a
manutenção das pensões e aposentadorias desses trabalhadores, através do acerto de contas com as companhias, que tem ações vitoriosas na Justiça contra a União. Esse pagamento é a única
saída.
Não queremos recursos públicos, apenas que se faça justiça. Jamais a justiça poderia
significar cruzar os braços e dar seqüência à burocracia, enquanto trabalhadores e seus familiares passam fome, são despejados, param de tomar ou garantir remédios aos seus cônjuges,
levando-os ao desespero e a morte.
A dívida da União com a Varig e a Vasp é capaz de recuperar ambos os fundos. O governo possui
instrumentos para a solução desse sério problema e precisa garantir justiça social para essas pessoas, que construíram a Aviação Civil brasileira.
Os trabalhadores do setor aéreo estio em luto em todo o país. São quase 20 mil profissionais
demitidos nos últimos 5 anos, devido à crise das companhias, em busca de suas rescisões e do pagamento de seus créditos trabalhistas. E todos que estão na ativa sofrem há anos as
dificuldades que o apagão aéreo tornou públicas.
Os dois últimos trágicos acidentes, que vitimaram 350 pessoas, abalaram profundamente os
trabalhadores do setor. Milhares de aposentados e pensionistas estão deprimidos e desolados, enquanto centenas, incansáveis, vem a público denunciar esse grave problema.
Os recursos dessas ações são os únicos capazes de recuperar esses fundos, conforme previsto nos
planos de recuperação das companhias. Suplicamos que não protelem mais essa situação. |
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