“Parece um jogo de sete erros. Quando você vê a proposta, acha que é igual a dos aeroviários, mas quando observa atentamente, tem várias diferenças”, assim a diretora do SNA, Marlene Ruza, a Isa, qualificou a proposta do Snea sobre a cesta básica, apresentada ontem, dia 25, em audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), em São Paulo.
Parece até piada, mas é um caso sério, pela proposta do empresariado os aeronautas não receberão a cesta básica, a não ser em uma condição adversa. Isso porque no cálculo deles, foi considerado o salário bruto do trabalhador. Dessa maneira, é contabilizado como base além do salário fixo, também as horas extras e os adicionais noturnos e outras gratificações. Assim, grande parte da categoria não receberia a cesta básica porque o resultado ultrapassa os valores que garantem o benefício concedido pelas empresas aos aeroviários.
Também faz parte da proposta do Snea a isenção da cesta aos profissionais em período de experiência, além disso, só querem efetuar o primeiro pagamento do benefício em janeiro de 2011.
“Desvirtuaram o caráter da cesta básica. Mais uma vez a proposta não satisfaz porque apenas alguns seriam contemplados e nos casos de situações adversas, como retorno de férias ou ter voado pouco no mês, por exemplo”, explica Isa, que participou da audiência.
Diante do impasse, já que o SNA foi radicalmente contra a proposta, ficou agendada uma nova audiência para o dia 24 de março, às 14h, no Ministério Público do Trabalho em São Paulo.
Histórico
Ainda em dezembro de 2009, quando o item referente à cesta básica ficou pendente nas negociações da convenção coletiva, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT) sugeriu que a cesta aos aeronautas tivesse, no mínimo, os mesmos critérios da já convencionada com os aeroviários, mas a proposta do Snea não seguiu estas recomendações. Na audiência do dia 3 de fevereiro, as empresas não compareceram e a procuradora regional do trabalho marcou uma nova tentativa para ontem, dia 25.
Ontem, notificadas pelo MPT, além do sindicato patronal, as companhias compareceram em peso. Mas, segundo a diretora Isa, as empresas tentaram mais uma vez desqualificar o aeronauta, dizendo que a categoria não precisa da cesta básica, que possuem ótimos salários e recebem muitas diárias. É uma piada!!!
Os aeronautas não vão aceitar essa discriminação e falta de respeito. Conquistar a cesta básica é direito do trabalhador e da trabalhadora! Cesta básica, já!
A Diretoria






