O Governo Federal aprovou no último
dia 18 de fevereiro, a Política Nacional de Aviação Civil (PNAC), que propõe
um conjunto de diretrizes e estratégias que nortearão o desenvolvimento da
aviação civil brasileira.
Segundo o decreto n.º
6.780, publicado no Diário Oficial da União a responsabilidade pela
implementação do PNAC será da Secretaria de Aviação Civil do Ministério da
Defesa, que acompanhará o processo de implantação da Política junto aos
órgãos e entidades responsáveis pela gestão, regulação e fiscalização da
aviação civil, da infra-estrutura aeroportuária e da infra-estrutura de
navegação aérea civil brasileira.
O PNAC foi discutido pelo SNA ainda
no ano passado, por ocasião do Workshop realizado em junho de 2008, na
Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro. O evento contou com a
participação de cerca de 170 pessoas ligadas à aviação (regular, táxi-aéreo,
agrícola, Infraero, Anac, construtoras de avião, sindicatos patronais e de
trabalhadores, universidades e escolas de formação). O workshop era parte da
consulta pública realizada pela Secretaria de Aviação Civil do Ministério da
Defesa antes de apresentação da proposta ao Presidente da República, em
cumprimento as resoluções 12/2007 e 20/2007 do Conselho de Aviação Civil
(Conac).
Na ocasião o SNA propôs a inclusão
de vários pontos que garantissem os direitos dos trabalhadores do setor.
Defendeu (e defende até hoje) que o desenvolvimento da aviação civil deveria
ser tocado com responsabilidade para que a exploração do mercado doméstico
fortalecesse principalmente as empresas brasileiras, pois não entende
“liberdade tarifária e céus abertos com Europa e Estados Unidos” sem que as
aéreas nacionais tenham iguais condições de concorrência.
O SNA entende ainda, que é
necessário promover a expansão do transporte aéreo internacional, com vistas
a aumentar o fluxo de pessoas e mercadorias entre o Brasil e outros países,
mas sem abri-lo a concorrência predatória e a práticas de mercado que
penalizem os trabalhadores.