Na busca pela manutenção de mais de 2600 postos de trabalho, Cut,
Fentac e TAP /VEM (Manutenção & Engenharia Brasil) se reuniram na última
quinta-feira (26), na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O
encontro teve como objetivo a intervenção da CUT, junto a diferentes
pastas do governo, em prol da construção de um acordo que permita a TAP,
o refinanciamento de dívida.
Na avaliação do presidente da CUT, custará mais ao Brasil fechar uma
empresa com mais de 2500 postos de trabalho do que negociar a divida,
comprometendo-se em participar da negociação a favor dos
trabalhadores.“Viemos aqui em busca da manutenção dos empregos”, afirmou
o presidente da Fentac, Celso Klafke.
Hoje, os 2.650 aeroviários da TAP concentram-se nas duas unidades da
empresa, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. A falta de Certidão
Negativa de Débito (CND) impedirá a TAP M&E Brasil de renovar a maioria
de seus contratos, especialmente com a FAB, colocando em risco os
empregos desses aeroviários.
A dívida tributária da companhia está hoje na ordem de R$ 400
milhões, e boa parte da dela foi herdada da VEM (hoje TAP) empresa que
pertencia ao grupo Varig. A intenção da TAP é transformar essa dívida,
ou parte dela, em prestação de serviço para o governo, especialmente à
Força Aérea Brasileira (FAB), já que a empresa é a única no Brasil
capacitada a atender todas as necessidades de manutenção de aeronaves da
FAB. E é com essa moeda – homens-hora – que a TAP quer pagar a dívida.
Participaram do encontro o presidente da CUT Nacional, Artur
Henrique; o presidente e a vice-presidente de Finanças da TAP, Nestor
Koch e Gláucia Loureiro; o presidente e o diretor de finanças da
Fentac/CUT, Celso Klafke e Orisson Melo.