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Na semana passada, o governo federal tentou
obter a concordância de diferentes entidades para a retirada dos quatro
projetos do senador Paulo Paim - em favor dos aposentados - que serão
votados nesta semana na Câmara. O governo alega que, caso os projetos
passem, haverá descontrole dos gastos e elevação do déficit da Previdência.
O Senador entretanto, declarou em entrevista
ao Jornal Zero Hora, na sexta-feira (14/8), que não retira seus projetos e
que a votação no plenário não seria desejável pelo governo por se tratar de
tema de forte apelo popular em véspera de ano eleitoral. Na entrevista Paim
disse ainda, que o governo terá de ceder nas negociações com as associações
dos aposentados e as centrais sindicais sob o risco de o Congresso aprovar
propostas elevando assim os gastos públicos. “O caminho é o governo
flexibilizar um pouco a sua proposta, se não vai para o voto. Eu não vou me
indispor com os movimentos sociais e retirar os meus projetos”, afirmou
Paim.
Presente à negociação em Brasília, o
presidente da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do
Estado (Fetapergs), Osvaldo Fauerharmel, disse que as entidades até
aceitaram empurrar o debate sobre a recuperação das perdas para 2011, mas o
governo teria recusado por temer que a oposição ressuscite o tema no próximo
ano.
A condição imposta pelo governo para discutir
reajuste (maior para quem recebe na inatividade mais do que o salário
mínimo) é rejeitada pelas lideranças que falam pela categoria, entre elas o
SNA. Os aposentados, mobilizados, recusam-se a aceitar a retirada de todos
os projetos que corrigem injustiças.
Um novo encontro para buscar a solução ao impasse
ocorrerá amanhã, terça-feira (18). Enquanto isso não acontece, o senador
Paim, promove, por e-mail e pelo twitter, uma enquete onde os aposentados
e futuros aposentados podem opinar sobre aceitar ou não a proposta do
governo. Participe! Clique aqui
http://www.senado.gov.br/paulopaim/ > para dar o
seu voto.
Conheça as propostas
O que pedem os sindicalistas
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Aumento real de 3% no reajuste dos
aposentados do INSS que ganham acima de um mínimo, a partir de janeiro de
2010.
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Recomposição do valor das aposentadorias e
pensões em cinco anos.
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Fim do fator previdenciário (fórmula que
leva em conta a idade, a alíquota e o tempo de contribuição no momento da
aposentadoria, e a expectativa de sobrevida).
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Reajustes de aposentadorias e pensões
passam a ser iguais para todos, baseado na alta do mínimo.
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Aceitação do reajuste de 16,65% para as
aposentadorias acima de um mínimo, referente a 2006, aprovado pelo
Congresso e vetado pelo governo.
O que quer o Governo
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Acena com aumento real do reajuste dos
aposentados do INSS que recebem acima de um mínimo, mas não informou o
percentual.
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Em troca, cobra a derrubada de todos os
outros itens.
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No lugar do
fator previdenciário seria aceita nova fórmula. Para ganhar o teto da
aposentadoria, o homem teria de atingir 95 anos na soma do tempo de
contribuição e da idade (por exemplo, 30 de contribuição e 65 de idade). A
mulher, 85 anos (por exemplo, 25 de contribuição e 60 de idade).
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