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O ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reuniu-se na ultima terça-feira (5), com
representantes das centrais sindicais para concluir o projeto de Lei que
regulamentará os contratos de prestação de serviços terceirizados. No encontro,
o ministro ressaltou a importância de regulamentar a terceirização como forma de
proteger os empregados que trabalham nessa condição. "Estamos dando mais um
importante passo para melhorar a vida dos trabalhadores brasileiros. Estamos há
um ano e meio lutando para conseguir esta regulamentação, e, junto com as
centrais sindicais, em unidade, conseguimos concluir este Projeto de Lei",
declarou.
O projeto – que é
fruto de discussões realizadas com as centrais sindicais – tem como principal
objetivo regular os contratos de prestação de serviços terceirizados e as
relações de trabalho, saúde e segurança. No setor aéreo, principalmente, a
terceirização tem sido uma pratique questionável, visto a maneira equivocada com
que as empresas contratantes tratam as questões legais e os trabalhadores.
Se aprovado, o PL estabelecerá, entre outras
diretrizes, que a empresa tomadora de serviços é solidariamente responsável,
independentemente de culpa, pelas obrigações trabalhistas, previdenciárias e
quaisquer outras decorrentes do contrato, inclusive no caso de falência da
empresa prestadora de serviços.
Ele determinará ainda os deveres das empresas tomadoras de serviços, (previstos
em leis, convenções ou acordos coletivos de trabalho, ou normas
regulamentadoras) para com seus empregados, como: a garantia de manter um bom
ambiente, o acesso a alimentação, transporte, alojamento, atendimento
ambulatorial, condições sanitárias e medidas de proteção à saúde, segurança etc.
O projeto trata também das questões de remuneração, tornando obrigatória a
complementação dos salários, igualando-os aos vigentes na regulamentação das
respectivas categorias durante a execução do contrato.
Apesar de não haver consenso do empresariado, o SNA acredita que este foi um
grande passo na humanização do trabalho terceirizado e aguarda otimista a
aprovação do PL no Congresso Nacional.
Leia
o projeto na íntegra
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