|
A juíza Elisa Maria Secco
Andreoni, da 14ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou a data (10/03) as
(10hs), para o leilão da Fazenda Piratininga, dando inicio ao processo de venda
dos bens do Grupo Canhedo, arrolados no acordo feito pelas partes, em 2005. O
dinheiro apurado será destinado ao pagamento de parte do valor devido, pela
empresa, aos credores trabalhistas.
Mais
perto do fim
A luta dos
trabalhadores da Vasp teve seu início em 2000, quando o SNA e o Sindicato dos
Aeroviários de São Paulo protocolaram diversas denúncias junto ao Ministério
Publico do Trabalho de São Paulo, que acabou resultando em uma Ação Civil
Pública que requeria, entre outras coisas, a integralidade do pagamento dos
direitos trabalhistas dos aeronautas e aeroviários da Vasp.
Porém,
somente em 2005 a 14ª Vara do Trabalho de São Paulo firmou um acordo entre o
Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sindicato dos Aeroviários do Estado de são
Paulo, demais sindicatos, Ministério Publico do Trabalho e a empresa (transitado
em julgado) onde ficou estabelecido que a Vasp se comprometeria em cumprir
integralmente a legislação trabalhista, principalmente no que tangia a Ação
Civil Pública autuada sob o número 567/2000. Na ocasião, Wagner Canhedo
reconheceu a responsabilidade solidária do grupo econômico e colocou seus bens
particulares, entre eles a fazenda Piratininga e Santa Luzia, como garantia do
cumprimento do acordo. (clique
aqui para ler o acordo)
Entretanto, somente em setembro de 2007, o juiz Wilson Ricardo Buquetti Pirotta,
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), deliberou a adjudicação
dos bens penhorados do grupo econômico proprietário da Vasp, atendendo assim ao
pedido dos sindicatos (Aeronautas e aeroviários)e do Ministério Publico do
Trabalho.
Canhedo
pediu a recuperação das empresas do grupo afins de evitar a adjudicação das 2
fazendas .No caso da “Fazenda Piratininga” ele recorreu e o pedido foi rejeitado
pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu pela que a adjudicação da
Fazenda poderia ser conduzida pela Justiça do Trabalho, pois a concessão ocorreu
antes da Agropecuária Vale do Araguaia entrar em recuperação judicial.
Em outubro
do ano passado (2009), por decisão unânime, a Segunda Seção do Superior Tribunal
de Justiça (STJ), devolveu ao Juiz da 14ª Vara trabalhista de São Paulo a
competência para dar continuidade à execução dos bens do Grupo Canhedo, entre
eles a Fazenda Piratininga, adjudicados em favor dos credores trabalhistas
(Aeronautas e Aeroviários), assegurando o pagamento das indenizações.
Quase dez
anos depois, o leilão da fazenda Piratininga vem reacender nos credores
trabalhistas a expectativa de ver, efetivamente, o inicio de uma solução
definitiva.
Esperamos que o leilão seja um sucesso!
O momento é de acreditar!
|