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Folha de São Paulo
Gol anuncia prejuízo trimestral de R$ 474 mi
Laudo culpa Anac, Infraero, Airbus e TAM
Indiciamentos não interferem no pagamento de indenizações
Inquérito da polícia tem 336 depoimentos
Laudo da Aeronáutica será inconclusivo
O ESTADO DE S.PAULO
Gol perde R$ 294,3 milhões no terceiro trimestre
Perícia do IC se contradiz no inquérito
Famílias ainda querem denúncia por homicídio
Denise Abreu e diretor da Anac criticam laudo do IC
O Globo
É meu... vi primeiro
Milhagem impossível para quem não tem e-mail
TAM: culpados por tragédia não devem ser presos
A Boeing adiou...
Valor Econômico
Azul encomenda avião menor para voar no Santos Dumont
Passaredo alugará jatos da Embraer
Vendas e encomendas de jatinhos executivos desabam
Diário do Nordeste
Terminal de cargas do Pinto Matins: Avança 1ª obra local do PAC
ZERO HORA
OceanAir amplia vôos para Porto Alegre
Folha de São Paulo
Gol anuncia prejuízo trimestral de R$ 474 mi
Segundo a companhia, perda ocorreu pela alta do dólar; resultados operacionais melhoram em relação ao 2º trimestre
Prejuízo é mais do que o dobro dos R$ 216,7 mi do segundo trimestre; números serão mostrados hoje aos investidores
ROBERTO MACHADO DA SUCURSAL DO RIO
A Gol Linhas Aéreas teve prejuízo de R$ 474,3 milhões no
terceiro trimestre deste ano, segundo resultados
preliminares do desempenho da empresa divulgados ontem. O
resultado inclui as despesas financeiras e obedece aos
padrões contábeis brasileiros (BR Gaap).
O prejuízo líquido é mais do que o dobro do registrado no
segundo trimestre (R$ 216,7 milhões) e seis vezes
superior ao verificado no primeiro trimestre (R$ 74
milhões). Nos três trimestres, o prejuízo total foi de R$
765 milhões.
Segundo a Gol, o prejuízo é efeito da variação cambial
negativa, ou seja, da alta do dólar, sem impacto sobre o
caixa da companhia. As perdas com operações de hedge
(proteção) somaram R$ 48 milhões.
Anteriormente, a empresa já havia informado que teria
perdas com operações de hedge contra a variação do preço
do petróleo. Essas perdas foram incorporadas ao resultado
financeiro.
Os resultados trimestrais da Gol foram divulgados somente
na tarde de ontem, depois de dois adiamentos. A
divulgação, prevista para o dia 7 deste mês, havia sido
transferida para o dia 14, após o fechamento do mercado.
Hoje, o presidente da empresa, Constantino de Oliveira
Júnior, vai apresentar os números para os investidores.
A apresentação da Gol utiliza também o padrão contábil
americano (US Gaap). Por ele, o prejuízo líquido no
terceiro trimestre foi de R$ 294,3 milhões e, pela
primeira vez no ano, a companhia aérea registrou lucro
operacional (descontando despesas financeiras e impostos)
de R$ 61,2 milhões.
Mas, seguindo os padrões contábeis brasileiros, houve
prejuízo operacional de R$ 28,8 milhões no terceiro
trimestre -bem abaixo do registrado no segundo (R$ 297,3
milhões).
No acumulado do ano, de acordo com o padrão contábil
americano, adotado pela Gol, o prejuízo é de R$ 469,5
milhões.
Receitas de R$ 1,8 bi
As receitas da Gol atingiram R$ 1,8 bilhão, com alta de
37,2% em relação ao terceiro trimestre de 2007. A
companhia transportou 6 milhões de passageiros no
trimestre encerrado em setembro -mais 8,7% na comparação
com o mesmo período do ano passado.
Já na comparação com os dois primeiros trimestres de
2008, houve quedas: 1,1 milhão de passageiros a menos em
relação ao segundo trimestre e 400 mil passageiros a
menos na comparação com o primeiro.
A taxa de ocupação também caiu: ficou em 60% no terceiro
trimestre, contra 64,6% no segundo deste ano e 61,2% no
terceiro trimestre do ano passado.
O custo por assento por quilômetro subiu 22,4% em relação
ao terceiro trimestre de 2007, atingindo R$ 0,1742. Já o
"yield" (média que o passageiro paga por quilômetro
voado) aumentou 24,7%, para R$ 0,27. No mesmo período, o
preço do combustível subiu 57%.
Ainda segundo os resultados divulgados ontem, a liquidez
total da Gol somava R$ 2,4 bilhões no dia 30 setembro,
com caixa de R$ 723 milhões e R$ 668,3 milhões
depositados com a Boeing como adiantamento para aquisição
de aeronaves.
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Folha de São Paulo 15/11/08
Laudo culpa Anac, Infraero, Airbus e TAM
Com base em relatório do IC, ao menos dez pessoas serão indiciadas, segundo promotor, pelo acidente que deixou 199 mortos em 2007
Acusados responderão pelo crime de atentado contra segurança do tráfego aéreo, com pena de até 6 anos; nomes não foram divulgados
DA REPORTAGEM LOCAL
Pelo menos dez representantes da Infraero, da Anac, da
TAM e da Airbus deverão ser indiciados como os
responsáveis pelo maior acidente da história da aviação
aérea brasileira, em julho de 2007, quando 199 pessoas
morreram.
Eles responderão pelo crime de atentado contra a
segurança do transporte aéreo, com pena de até seis anos
de detenção.
O indiciamento será feito pela Polícia Civil, segundo o
promotor Mário Luiz Sarrubbo, 45, com base no laudo final
do IC (Instituto de Criminalística), que aponta a
responsabilidade de cada um no processo que culminou no
acidente.
O documento, segundo ele, deverá ser apresentado na
próxima semana. "Nesse momento, podemos dizer que temos
95% dessa questão fechada", afirmou Sarrubbo.
De acordo com o promotor, que não quis divulgar o nome
das pessoas que serão indiciadas, o acidente foi
provocado por uma série de fatores que vão da qualidade
da pista do aeroporto de Congonhas até o treinamento
inadequado dos pilotos da TAM para atuar com um dos
reversos da aeronave inoperantes.
"Não falo em nomes. São vários tijolinhos apontando para
aquele resultado final", disse.
A culpa de cada um
O laudo aponta irregularidades que teriam sido cometidas
pela TAM, como treinar de forma inadequada os pilotos
(capacitados de forma imprópria para pousar em pista
molhada e com um dos reversos travados) e ignorar
recomendação da Anac de não pousar em Congonhas com um
reverso inoperante e pista molhada.
Sarrubbo diz que a empresa também errou ao não orientar
os pilotos a seguir o manual do fabricante, com regras
sobre a posição correta dos manetes.
Para o promotor, o IC conseguiu concluir que os manetes
estavam em posição errada, apesar de o equipamento estar
todo queimado -a conclusão foi permitida pela análise dos
registros das caixas-pretas.
O relatório do inquérito policial, porém, afirmará que
não é possível dizer se houve falha humana ou defeito
mecânico em relação ao posicionamento incorreto dos
manetes.
"Apurou-se que várias tripulações que operaram essa
aeronave nos vôos anteriores estavam trabalhando da mesma
forma. Estavam operando de forma errada esse
posicionamento de manetes. Bem se vê que era um padrão. É
óbvio que quando um erro vai sendo cometido várias vezes
uma hora a gente chega na tragédia", disse o promotor.
Problema de fabricação
Mesmo com o manete na posição errada, o relatório do IC
deve apontar que o acidente poderia ter sido evitado caso
o Airbus usado pela TAM tivesse um dispositivo de
segurança -daí o fato de um funcionário da fabricante
constar entre os indiciados.
Já em relação à Infraero (empresa pública responsável
pela infra-estrutura aeroportuária brasileira), o laudo
concluiu que os responsáveis permitiram o funcionamento
do aeroporto de Congonhas mesmo sem toda a segurança
exigida.
Se a pista estava inadequada e a TAM permitia que seus
aviões continuassem pousando na pista com reversos
travados em dia de chuva, caberia à Anac (Agência
Nacional de Aviação Civil), segundo a avaliação do
Ministério Público, a fiscalização. "Você acha que num
sistema de transporte aéreo pode haver relaxamento nesse
tipo de quesito? Sem sombra de dúvidas que não pode",
afirmou Sarrubbo.
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Folha de São Paulo 15/11/08

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Folha de São Paulo 15/11/08

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Folha de São Paulo 15/11/08

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O ESTADO DE S.PAULO
Gol perde R$ 294,3 milhões no terceiro trimestre
Empresa, que está no vermelho há quatro trimestres, atribui prejuízo ao câmbio; no padrão contábil brasileiro, perda é de R$ 474,4 milhões
Pelo quarto trimestre consecutivo, a Gol está no
vermelho. Entre julho e setembro, a companhia aérea teve
prejuízo líquido de R$ 294,3 milhões - segundo o padrão
contábil dos Estados Unidos. Pelo padrão brasileiro, a
perda foi de R$ 474,4 milhões.
O resultado foi provocado principalmente pelos impactos
negativos da variação cambial, de R$ 261,8 milhões, e do
hedge (proteção) cambial e do hedge de combustível, que
somaram R$ 48 milhões.
Um ano atrás, no terceiro trimestre de 2007, a empresa
estava no azul, com lucro líquido de R$ 45,5 milhões. No
segundo trimestre deste ano, o prejuízo líquido havia
sido de R$ 216,7 milhões, motivado pelas perdas da Varig,
que foi adquirida pela Gol no início de 2007.
De acordo com a empresa, a perda com variação cambial do
terceiro trimestre deste ano se deve principalmente a
dívidas em moeda estrangeira. Entre julho e setembro
deste ano, o real se desvalorizou 20% em relação ao
dólar, o que ampliou as obrigações em reais da companhia,
atreladas à moeda americana. A dívida líquida de curto
prazo, que tinha encerrado o segundo trimestre em R$ 429
milhões, fechou o terceiro trimestre em R$ 602,9 milhões,
com alta de 40,5%. A dívida líquida de longo prazo, que
estava em R$ 979,5 milhões em 30 de junho deste ano,
atingiu R$ 988,2 milhões em 30 de setembro, com elevação
de 0,9% no período. Ao final de setembro, a Gol operava
com 30 aeronaves arrendadas. Os contratos de arrendamento
são em dólar e vencem entre 2008 e 2019.
As receitas líquidas da empresa atingiram no terceiro
trimestre R$ 1,8 bilhão, com um acréscimo de 37,2% na
comparação com igual período do ano anterior. Entre julho
e setembro, foram transportados 6 milhões de passageiros,
um número 8,7% maior comparado ao mesmo trimestre de
2007.
Apesar do aumento da receita, o custo operacional de
assentos disponíveis por quilômetro voado cresceu 22,4%
no terceiro trimestre em relação a igual período de 2007.
Segundo a companhia, o custo operacional aumentou por
causa da alta dos preços do combustível, da menor
utilização das aeronaves no trimestre e de despesas de
manutenção por causa da devolução de aeronaves.
Durante o terceiro trimestre deste ano, a taxa de
ocupação das aeronaves da empresa foi de 60%, índice 1,2
ponto porcentual menor em relação aos mesmos meses do ano
anterior.
CONCORRENTE
Na semana passada, a TAM divulgou o balanço do terceiro
trimestre com prejuízo líquido de R$ 112,7 milhões. O
resultado é 61,7% menor comparado ao prejuízo da
concorrente. No terceiro trimestre do ano passado, a TAM
tinha obtido lucro líquido de R$ 48,5 milhões.
Assim como a Gol, a TAM atribuiu as perdas do terceiro
trimestre às operações de hedge e combustível. A receita
líquida do período atingiu R$ 2,89 bilhões, ante R$ 2,06
bilhões no terceiro trimestre de 2007. Mesmo com
prejuízo, as empresas mantêm as metas de crescimento
rentável para 2008 e 2009.
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O ESTADO DE S.PAULO 15/11/2008 | Versão Impressa

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O ESTADO DE S.PAULO 15/11/2008 | Versão Impressa

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O ESTADO DE S.PAULO 15/11/2008 | Versão Impressa

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O Globo
Ancelmo Gois

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O Globo 16/11/08


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O Globo 15/11/08




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O Globo 15/11/08
Flávia Oliveira Negócios & cia

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Valor Econômico

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Valor Econômico
Passaredo alugará jatos da Embraer
Roberta Campassi, de São Paulo
A
Passaredo, companhia aérea regional de Ribeirão Preto
(SP), começará a usar o jato mais vendido na história da
Embraer e que há anos não voa comercialmente em céus
brasileiros: o ERJ 145, para 50 passageiros. Otimista com
a demanda, apesar da desaceleração do crescimento
econômico prevista, a empresa receberá cinco desses
aviões em 2009 e mais do que dobrará sua capacidade.
A Passaredo vai alugar parte dos ERJ 145, que têm de
cinco a sete anos de uso, da própria Embraer. Ao todo,
vai gastar US$ 75 milhões com os aviões nos próximos
quatro anos. "Nesse prazo vamos estudar a compra de jatos
maiores, com até cem assentos", diz José Luiz Felício
Filho, presidente da empresa. As aeronaves serão
entregues a partir do segundo trimestre de 2009. Hoje, a
Passaredo opera seis aviões turboélice do modelo Embraer
120 (o Brasília), com trinta assentos cada um. Com os ERJ
145, serão 11 aviões e mais do que o dobro da oferta de
assentos.
O ERJ 145 foi o primeiro jato regional desenvolvido pela
Embraer e vendeu um recorde de 693 unidades. O modelo não
voa no Brasil desde 2004, quando a Varig suspendeu
algumas rotas regionais. A Embraer ainda produz o modelo
na China, mas praticamente não há encomendas novas, pois
o 145 acabou cedendo lugar aos aviões maiores da família
170/190.
Será a primeira vez que a Passaredo usará jatos, mais
rápidos e silenciosos do que os modelos turboélices,
porém menos econômicos para percorrer distâncias abaixo
de 500 quilômetros e menos adaptáveis a aeroportos com
infra-estrutura limitada.
Segundo Felício, os ERJ 145 serão alocados em rotas mais
longas - um exemplo é a ligação entre Brasília, Barreiras
(BA) e Salvador - e naquelas em que há demanda por mais
freqüências ou mais conforto, como a ligação entre
Ribeirão Preto e o aeroporto internacional de Guarulhos
(SP). Nessa rota, apesar de a distância entre as cidades
ser de perto de 300 quilômetros, a Passaredo quer um
avião maior para acomodar a demanda e até a bagagem do
passageiro que vai a Guarulhos pegar um vôo
internacional. A empresa voa para 14 cidades em oito
estados.
Com mais aviões, a Passaredo estima que vai transportar
480 mil pessoas em 2009, mais de duas vezes as 200 mil
projetadas para este ano e mais de cinco vezes os 92 mil
passageiros de 2007. Em participação no mercado
doméstico, a Passaredo passou de 0,09% no acumulado do
ano passado para 0,17% entre janeiro e outubro deste ano.
Ela se tornou a segunda maior regional atrás da Trip,
depois que outras empresas como Rico e TAF reduziram
fortemente suas operações neste ano.
Mas assim como a oferta vai crescer, os riscos também vão
aumentar. O principal é o custo do combustível, uma vez
que jatos consomem mais. "Agora que o petróleo custa
menos de US$ 60, o cenário é muito favorável", diz
Felício. Em meados deste ano, porém, o preço do barril
superava US$ 140. E se o preço subir de novo? "É preciso
arriscar", responde Felício. Ele conta que a companhia
fez um "bom caixa" para sustentar o plano em 2009 e que
"mantém conversas com potenciais investidores".
Sobre a demanda em 2009, Felício está otimista.
"Crescemos muito nos últimos dois anos e ainda há um
potencial enorme para vôos regionais, especialmente nas
cidades sem serviços aéreos", diz.
É um discurso parecido com o da Trip e da Azul, as duas
outras empresas brasileiras que neste ano anunciaram
compras de jatos da Embraer com o objetivo de desenvolver
novos mercados. A Trip, sediada em Campinas, é líder no
segmento regional com 1,1% de participação acumulada no
mercado doméstico.
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Valor Econômico

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Diário do Nordeste
Terminal de cargas do Pinto Matins: Avança 1ª obra local do PAC
Guto Castro Neto Repórter
O
novo terminal de logística de carga do Pinto Martins
deverá ser inaugurado no primeiro semestre de 2009
O novo terminal de logística de carga do Aeroporto
Internacional Pinto Martins está com as obras avançadas,
em fase de conclusão, e deverá ser inaugurado no primeiro
semestre de 2009. O equipamento, assim como a torre de
controle do aeroporto, são as primeiras obras
beneficiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) no Ceará.
De acordo com a assessoria de imprensa da Empresa
Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), o
que falta para o terminal funcionar é a execução
operacional, a parte de mobiliário e iluminação do pátio
de aeronaves. A edificação (galpão), o pátio e as vias de
acesso já estão concluídas.
O terminal de logística de carga terá nove mil metros
quadrados e capacidade para receber até dez aeronaves. O
potencial de carga (exportação e importação) da nova
unidade será expandido para cinco mil toneladas.
Atualmente, essa capacidade é de 500 toneladas.
Estrutura
Serão instaladas na edificação três câmaras frias para
armazenamento de flores, frutas e pescados, cada uma com
140 metros quadrados. O aeroporto Pinto Martins possuía
apenas uma, a primeira desse tipo no País. Também serão
instalados escritórios para a atuação de órgãos de
fiscalização como Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e
Receita Federal.
Orçada em R$ 39 milhões, já somando recursos iniciais e
aditivos, a obra foi iniciada em dezembro de 2004 e,
desde julho deste ano, é alvo de suspeita do Ministério
Público Federal (MPF), que aponta indícios de
superfaturamento e direcionamento no processo
licitatório. As suspeitas surgiram por um levantamento
feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas obras do
Aeroporto Pinto Martins.
O procurador da República no Ceará, Alessander Sales,
autor da ação cautelar ajuizada em julho na Justiça
Federal contra a construção do terminal de carga,
informou que o processo está em trâmite, na 8ª
Vara Federal. A ação pede a paralisação das obras e o
repasse dos recursos públicos.
Na Justiça Federal, a ação cautelar já está conclusa para
decisão. Isso significa que as diligências todas foram
finalizadas, todos os envolvidos intimados, faltando
apenas a apreciação do titular da 8ª Vara, juiz federal
Ricardo Cunha Porto. A reportagem procurou o magistrado
mas foi informada que ele esteve ausente, na última
sexta-feira, para passar por um procedimento cirúrgico.
Enquanto a ação estiver sub-júdice a direção Infraero não
comentará o assunto.
sobe
ZERO HORA 15/11/2008

sobe
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