|
O ESTADO DE S.PAULO
Azul define suas primeiras rotas de vôo
Apesar de prejuízo, ações da Gol sobem 6,3%
Tribunal afasta juiz do caso VarigLog
Passaredo terá mais seis aviões da Embraer
Polícia vai indiciar por desastre
Folha de São Paulo
Jobim defende abrir capital da Infraero e privatizar aeroporto
Gol prevê crescer 6% em 2009, mesmo com crise
Campinas terá primeiras rotas aéreas da Azul
Juiz é afastado de ação sobre futuro da VarigLog
Perito cita falta de recursos em laudo do acidente da TAM
O Globo
Azul encomenda avião menor para voar no Santos Dumont
Embraer vende 12 jatos Legacy a grupos do Oriente Médio
Jornal do Brasil
Reviravolta no caso Variglog
Negado pedido da TAM para suspender processo de acidente em Congonhas
Alitalia é multada por inconvenientes causados durante greve
Embraer vende dois jatos à Falcon Aviation
O ESTADO DE S.PAULO
Azul define suas primeiras rotas de vôo
Empresa vai voar de Viracopos, em Campinas, para Porto Alegre, Salvador, Vitória e Curitiba
Mariana Barbosa
A companhia aérea Azul escolheu o aeroporto internacional
de Viracopos, em Campinas (SP), como base inicial de suas
operações. A empresa pretende realizar vôos diretos do
aeroporto para Porto Alegre, Salvador, Curitiba e
Vitória.
Hoje, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) avalia,
em reunião de diretoria, o contrato de concessão da Azul.
A empresa já solicitou cinco freqüências diárias para as
rotas Campinas-Porto Alegre e Campinas-Salvador. A
companhia precisa da aprovação dos horários de trânsito
(hotrans) para começar a vender passagens, o que deve
ocorrer na primeira semana de dezembro.
A empresa nasce em 15 de dezembro com cinco jatos
Embraer, sendo dois do modelo 190 e três do 195. Quando
receber um terceiro 190, previsto para o início de
janeiro, a empresa deve iniciar os vôos Campinas-Curitiba
e Campinas-Vitória, com quatro freqüências diárias cada.
A Azul fez uma encomenda de 40 jatos 195, com outras 36
opções. Os 190 que estão sendo incorporados eram da
JetBlue, empresa que tem em comum com a Azul o fundador
David Neeleman, empresário americano nascido no Brasil,
que está reduzindo sua malha diante das dificuldades do
setor nos EUA. A expectativa da Azul é de finalizar 2009
com 16 aviões. A empresa espera receber 42 aeronaves até
o final de 2012.
A Azul nasce antes e com mais musculatura do que o
previsto no plano de negócios original. Mesmo assim, a
oferta ainda é muito pequena diante do tamanho das
líderes Gol e TAM, que operam com aviões de 160 a 180
lugares, enquanto os da Azul terão até 118. Com seis
aviões voando uma média de 9 horas e 15 minutos por dia,
a Azul terá uma oferta de assentos por quilômetro de 106
milhões mensais, equivalente à 55% da oferta de outubro
da WebJet, segundo cálculos do consultor Paulo
Bittencourt Sampaio.
A WebJet, que detém 3,27% do mercado, opera 9 Boeings
737-300 e deve chegar a 11 até dezembro. Já a TAM vai
encerrar o ano com 101 Airbus no mercado doméstico (de
uma frota total de 125 jatos), e receberá outros três
jatos em 2009 só para vôos domésticos. A Gol pretende
ampliar sua frota de 104 Boeings 737, modelos 300, 700 e
800, para 108 aeronaves (700 e 800). Os aviões são usados
no mercado doméstico e na América do Sul.
"Nessa fase inicial, pelo porte e pela malha, a Azul não
concorre diretamente com TAM e Gol, pois está criando
rotas alternativas", afirma Sampaio.
sobe
O ESTADO DE S.PAULO

sobe
O ESTADO DE S.PAULO

sobe
O ESTADO DE S.PAULO

sobe
O ESTADO DE S.PAULO
Polícia vai indiciar por desastre
Ex-diretores da Anac e funcionários da Infraero e da TAM vão responder criminalmente; pena chega a 6 anos
Bruno Tavares e José Dacauaziliquá
A Polícia Civil de São Paulo anunciou ontem que vai
indiciar - e não apenas apontar - os responsáveis pelo
acidente com o Airbus A320 da TAM, em 17 de julho do ano
passado, por atentado contra a segurança de transporte
aéreo (artigo 261 do Código Penal). Ontem, durante a
entrega oficial do laudo produzido pelo Instituto de
Criminalística (IC), adiantado pelo Estado na
sexta-feira, o delegado Antônio Carlos Menezes Barbosa
disse que cerca de dez pessoas vão responder
criminalmente pela maior tragédia da história da aviação
brasileira, que deixou 199 mortos.
Os nomes só deverão ser revelados na sexta-feira, embora
o indiciamento de ex-integrantes da cúpula da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac) seja dado como certo,
assim como o de funcionários da Empresa Brasileira de
Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e da TAM. Cada
réu poderá pegar até 6 anos de detenção.
A decisão da polícia abre uma brecha para advogados dos
acusados entrarem com pedidos de habeas corpus, que podem
suspender o andamento do inquérito e, no mínimo, protelar
em alguns meses o desfecho do caso. Para tentar evitar
esses recursos, as autoridades que investigam o acidente
haviam adotado a estratégia de nomear os responsáveis e
indicar a parcela de participação de cada um deles no
desastre - sem fazer o indiciamento formal.
O entendimento mudou na semana passada, depois que o
delegado submeteu cópia do relatório final à Secretaria
da Segurança Pública. O Estado apurou que a cúpula da
pasta optou pelo indiciamento como forma de demonstrar
"que fez a sua parte". Antevendo um possível
indiciamento, os advogados da TAM já haviam ingressado na
sexta-feira com uma petição, solicitando a suspensão do
inquérito policial, alegando risco de duplo indiciamento,
uma vez que a Polícia Federal também apura as causas do
acidente. O pedido foi indeferido, no mesmo dia, pelo
juiz Hélio Narvaez, da 1ª Vara Criminal do Fórum do
Jabaquara.
"Em 36 anos de polícia, 23 deles como delegado, já devo
ter respondido a mais de 2 mil habeas corpus. Posso
contar nos dedos quantos perdi", defendeu Barbosa. "Isso
faz parte do jogo, estamos no estado de direito." A
intenção do delegado é concluir o trabalho na sexta-feira
para, no dia seguinte, apresentar a conclusão do trabalho
aos parentes das vítimas. Nesse encontro, as famílias
acreditam que terão acesso aos nomes dos indiciados.
O promotor Mário Luiz Sarrubbo não quis se pronunciar
ontem sobre o indiciamento. Na quinta-feira, disse que o
enquadramento no artigo 261 já remeteria o inquérito ao
Ministério Público Federal (MPF). Segundo ele, durante as
investigações ficou evidente que a tragédia não foi
causada por fatores isolados, o que levaria os
responsáveis a responder por homicídio culposo - crime de
competência estadual -, mas por um conjunto de falhas do
sistema de aviação brasileira. "Eu me sinto frustrado por
ter feito todo o trabalho e não poder denunciar os
culpados. No entanto, não é um caso para ter vaidade",
disse.
O LAUDO
O laudo do IC põe fim a uma série de dúvidas técnicas e
operacionais levantadas durante a investigação do
acidente. Assinado pelo perito Antonio de Carvalho
Nogueira Neto, o parecer é taxativo, por exemplo, ao
descartar a hipótese de aquaplanagem do avião e eventual
quebra das engrenagens dos manetes (aceleradores). A
conclusão aponta para falhas cometidas pelas autoridades
do setor aéreo e relativizava o erro final, cometido
pelos pilotos no instante em que o jato tocou o solo (o
acelerador direito permaneceu no modo "subida", enquanto
o esquerdo ficou em "reverso").
O laudo que dará base aos indiciamentos faz menção ao
Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 13 de
abril de 2007, entre o MPF, a Anac e a Infraero. Assinado
pelos procuradores federais Fernanda Taubemblatt e
Alexandre Amaral Gavronski, pelo ex-presidente da
Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e pelos cinco
ex-diretores da agência (Denise Abreu, Milton Zuanazzi,
Leur Lomanto, Josef Barat e Jorge Velozo), o documento de
seis páginas abordava uma série de aspectos operacionais
(como o horário de funcionamento de Congonhas e o número
máximo de operações permitidas), mas não trazia nenhuma
recomendação sobre segurança.
O IC deixa claro ainda que dirigentes e funcionários da
estatal que administra os aeroportos do País ignoraram o
Anexo 14 da Organização de Aviação Civil Internacional
(Icao, na sigla em inglês), que recomenda a medição do
coeficiente de atrito do pavimento após um longo período
de estiagem - caso de Congonhas naquela semana. Os
peritos narram ainda que não encontraram nenhum indício
de quebra que pudesse justificar a assimetria de potência
(a turbina esquerda freava enquanto a outra acelerava)
registrada pela caixa-preta.
O laudo lembra que, em 2004, a fabricante francesa Airbus
emitiu comunicado a suas operadoras dizendo ser
"desejável" a instalação de um alarme sonoro que
alertasse os pilotos para um eventual erro no manuseio
dos manetes do avião. Para a polícia, o treinamento
fornecido pela TAM também se mostrou ineficiente, dado
que os pilotos do jato adotaram procedimento de pouso
diferente do recomendado.
COMO ESTÁ A APURAÇÃO
Na esfera estadual: inquérito deve ser concluído até
sexta-feira e remetido para a Justiça. Caso não haja
recursos, o juiz responsável deverá solicitar um parecer
do Ministério Público Estadual (MPE). Por sua vez, o MPE
pode encaminhar o caso ou sugerir que vá para a esfera
federal
Na esfera federal: o inquérito está em fase de conclusão
pela Polícia Federal, mas sem data para encaminhamentos.
Há ainda uma investigação própria da Aeronáutica, mas que
tem como foco a prevenção de acidentes.
sobe
Folha de São Paulo

sobe
Folha de São Paulo

sobe
Folha de São Paulo

sobe
Folha de São Paulo

sobe
Folha de São Paulo
Perito cita falta de recursos em laudo do acidente da TAM
Texto entregue ontem à Polícia Civil diz que laudo pode estar incompleto devido à falta de tempo, de técnicos e de recursos
Secretaria da Segurança diz que essa é a forma usada pelos técnicos para se resguardar da comparação com futuros laudos
LUIS KAWAGUTI DA REPORTAGEM LOCAL
O laudo do IC (Instituto de Criminalística) da Polícia
Civil sobre o acidente com o Airbus da TAM que matou 199
pessoas em julho de 2007 pode estar incompleto "devido à
falta de tempo, número de pesquisadores e recursos". A
conclusão consta do próprio laudo, feito pelo perito
Antônio Nogueira.
O laudo aponta que o acidente foi provocado por um
conjunto de falhas, da Infraero, da Anac, da TAM, da
Airbus e também dos pilotos.
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a
declaração é uma forma de o perito se resguardar quanto a
outros laudos que sejam emitidos posteriormente. A
Aeronáutica também deve divulgar um laudo.
O laudo do IC, que tem 656 páginas de análise e 2.608
páginas de documentos e anexos, foi entregue ontem ao
delegado Antônio Carlos Meneses Barbosa, que preside o
inquérito do acidente aéreo.
Em uma nota no fim da página 641 do laudo, o perito
afirma que o trabalho foi conduzido por ele mesmo "em sua
quase totalidade" e diz que "fez uso de seus próprios
recursos e de alguns da Superintendência da Polícia
Técnico-Científica.
A Folha apurou que Nogueira seria um dos únicos peritos
do IC capacitado pela Anac (Agência Nacional de Aviação
Civil) a investigar acidentes aéreos. A secretaria diz
que há pelo menos dois peritos.
Nogueira diz no documento que incluiu no laudo todos os
itens considerados relevantes para uma investigação desse
porte, "todavia, essa totalidade elencada pode estar
incompleta devido à falta de tempo, número de
pesquisadores e recursos". O perito não se aprofunda
nesse tema nas 28 páginas -as consideradas essenciais- do
laudo divulgadas pela Secretaria da Segurança.
Inquérito
O delegado Barbosa afirmou em entrevista ontem que o
laudo foi concluído rapidamente (um ano e quatro meses).
"Nos Estados Unidos, um acidente aéreo mais simples
demora dois anos para ter a investigação concluída",
disse.
Ele revelou que também teve dificuldades em seu trabalho.
Afirmou que ao lidar com parte das entidades da aviação
ligadas ao caso, não obteve informações espontaneamente,
tendo que recorrer a determinações judiciais para ter
acesso a alguns documentos.
Com o laudo final do IC em mãos, o delegado afirmou que
pretende finalizar o inquérito sobre o acidente na
próxima semana. "Se não houver nenhuma determinação
judicial em contrário", disse.
A reportagem apurou que pelo menos dez representantes da
Infraero, da Anac, da TAM e da Airbus deverão ser
indiciados.
Elas responderão pelo crime de atentado contra a
segurança do transporte aéreo, com pena de até seis anos
de detenção.
Conclusões
O laudo do IC identifica erro humano -da tripulação da
aeronave- no fato de os manetes que controlam os motores
do Airbus estarem em posição errada na hora do acidente.
Contudo, o perito diz que a tripulação não pode ser a
única responsabilizada -por conta das tomadas de decisão
em situações críticas- pela "assimetria de potência
experimentada pela aeronave".
Já o inquérito irá dizer que não é possível determinar se
o manete estava inoperante por erro dos pilotos (falha
humana) ou por falha do computador de bordo da aeronave.
O trecho do laudo divulgado pela Secretaria da Segurança
também aponta deficiências na pista de Congonhas.
sobe
O Globo

sobe
Globo Online

sobe
Jornal do Brasil

sobe
Jornal do Brasil [01:48] - 18/11/08

sobe
Jornal do Brasil [19:04] - 17/11/08

sobe
Jornal do Brasil [10:59] - 17/11/08

sobe
|