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O ano de 2005 começou com muitas turbulências no setor aéreo. A liquidação da Vasp, incertezas na Varig e um possível retorno da Transbrasil colocou o Sindicato Nacional dos Aeronautas em
alerta ininterrupto pelos direitos dos trabalhadores.
No caso da Vasp, por exemplo, o SNA alertou à sociedade, ao governo
e à própria empresa inúmeras vezes. A companhia vem atrasando, todos os meses, os salários e deve uma série de benefícios aos trabalhadores. A empresa tem quatro mil funcionários, que exigem, com justa razão, uma definição sobre o futuro da Vasp.
O SNA já apresentou solução para a crise ao governo federal. A proposta salienta a necessidade de renegociação das dívidas das empresas aéreas com três anos de carência e 15 anos para saldar os débitos. É um prazo suficiente para que o novo marco regulatório produza os efeitos necessários para as companhias passarem a operar com competitividade, eficiência e segurança.
Mais do que nunca, os aeronautas precisam estar unidos para cobrar do
governo Lula uma posição a respeito das propostas apresentadas acerca da regulamentação e da reestruturação do setor. Afinal, estamos entrando no terceiro ano da administração petista sem que o governo federal tenha tomado as medidas necessárias para reestruturar a aviação civil. A expectativa dos aeronautas é de que o governo Lula
mantenha o compromisso de criar um órgão civil para regular e fiscalizar o setor aéreo. Além disso, o SNA espera que os compromissos firmados pelo Ministério da Defesa saiam do papel.
Mas, apesar do aprofundamento da crise com a suspensão das operações da Vasp, o sindicato espera reverter esse quadro a partir da mobilização da categoria e da negociação com as empresas e o governo federal. O cumprimento das convenções coletivas, o saneamento do Aerus, a manutenção do nível de emprego com qualidade são alguns dos grandes desafios que temos pela frente. Vamos enfrentá-los com união
e disposição de luta.
A
Diretoria
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Fique por dentro
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Wayra Peru
A Ocean Air Linhas Aéreas, em
conjunto com o peruano Fondo de Inversiones
Sustentables, está criando a Wayra Peru, nova empresa aérea prevista para começar a operar a partir de março de 2005 no mercado peruano de vôos
domésticos. A companhia ligará 12 cidades peruanas e já recebeu US$ 7 milhões de
investimentos para operações de leasing de aeronaves e outros gastos necessários. Pelo acordo, a Ocean Air terá 49% da empresa e o fundo de investimentos, dirigido pelo empresário Pedro Koechlim, ficará com os outros 51%, atendendo às exigências do governo do Peru, que impede o controle de companhias aéreas por estrangeiros. A previsão inicial de faturamento da Wayra Peru é de cerca US$ 80 milhões por ano. No Brasil, a Ocean Air fatura cerca de R$ 60 milhões por ano com vôos regionais, para 28 cidades brasileiras.
Campeão de viagens
O Ministério da Defesa foi o
campeão de gastos com diárias e passagens aéreas em 2004.
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Só em passagens o
ministério desembolsou R$ 61,8 milhões. Somados com os R$ 85,4 milhões
gastos em diárias, a Defesa totalizou R$ 147,7 milhões gastos com viagens.
Entre 1995 e 2003, os gastos com passagens e locomoção expandiram-se em
183%. No mesmo período, os gastos com diárias cresceram 76,4%. No total,
a União gastou cerca R$ 1,1 bilhão com viagens e estadias em 2004, valor
superior ao investido em alguns programas considerados prioritários pelo governo.
Educação e Saúde, por exemplo, tiveram juntas pouco mais de R$ 1,3 bilhão para
investimentos, num orçamento total de R$ 30,2 bilhões. Se os benefícios dos
programas de milhagem concedidos pelas empresas voltassem para o Estado
em forma de desconto no preço das passagens, ao invés de ser revertido para o
funcionário público, a economia em um ano chegaria a cerca de R$ 50 milhões,
o suficiente para bancar três programas importantes do Ministério da Saúde em
2003: Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Controle da Hanseníase e
Prevenção e Controle de Infecções.
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