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Bom humor é receita para aliviar o estresse
Aos 46 anos, com jeitão de 26, Olimpio Ozuna Negrão é
solteiro, está sempre bem humorado e de bem com a vida. O seu segredo é
simples: para aliviar o estresse, não dispensa os churrascos na praia da Barra ou uma boa pescaria em suas horas vagas.
Ozuna ingressou na aviação em 83,
na TABA, logo após ter terminado um curso de EMB-110. Passou pela
Nordeste, Transbrasil, Vasp, Race Aviation Corp,
Itapemirim, Fly, Total e Ocean Air, ocupando cargos de
co-piloto, comandante e chefe de treinamento.
O comandante Ozuna
coleciona boas histórias de anos dedicados à aviação.
Quando era co-piloto da Vasp, levou o maior susto de
sua vida num vôo entre Belo Horizonte e Goiânia quando, num vôo
de cruzeiro, foi surpreendido por um 727 cargueiro da Varig, que se
aproximava em sentido perpendicular ao seu
deslocamento. Foi necessária uma manobra evasiva para evitar a catástrofe.
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Arquivo
SNA

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Foi também comandante de um
Boeing 707 da Race, empresa americana operando no Brasil em prestação
de serviço de transporte de carga para a Vasp. A empresa,
autorizada pelo DAC, possuía aviões com prefixo hondurenho.
Ozuna foi o responsável pela descoberta de que a empresa, no
entanto, não possuía documentos legais emitidos pelo governo
de Honduras. Ou seja, voavam ilegalmante no espaço aéreo brasileiro, nas
barbas das autoridades. Com três ações de reintegração contra a OceanAir, Vasp e Fly, Ozuna já foi demitido e reintegrado à Vasp duas vezes e aguarda seu terceiro reingresso na companhia. As três empresas contras as quais o comandante luta na
justiça reduziram força de trabalho sem que a Convenção Coletiva fosse cumprida.
Apesar de seu histórico, só ingressou no sindicalismo há seis meses, após anos de luta solitária contra os desmandos de empresários da aviação civil. Mesmo
entendendo a necessidade de ingressar em uma organização sindical, ele só se ligou ao SNA por conta do incentivo de amigos sindicalistas. “O sindicato é a casa do
socorro ao trabalhador”, completa. Para
Ozuna, que votou no PT, no Brasil não se governa sozinho, é
necessário barganhar, e por isso ele entende
porque em alguns pontos o governo não consegue avançar. Ele se diz satisfeito
com o governo, acredita que o presidente Lula está sabendo conduzi-lo
bem politicamente e garante que os benefícios virão a médio e longo prazos. |