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nº 505 - Janeiro/Fevereiro 2005

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Composição Sindical

 

Secretaria Extraordinária de Comissários é reativada

Com milhares de comissários na ativa, a categoria sentiu necessidade de reativação da Secretaria Extraordinária de Comissários. A reivindicação foi atendida pela direção do Sindicato Nacional dos Aeronautas, sob a supervisão do comissário João Pedro, em novembro de 2004. O objetivo é unir aeronautas de todas as companhias e criar um canal aberto entre o sindicato e os comissários para receber demandas, denúncias e propostas.

A Secretaria tem como meta para 2005 a promoção de fóruns de discussão e debate de assuntos do interesse do grupo de comissários, a promoção de um seminário de segurança de vôo de tripulante de cabine – em conjunto com a Secretaria de Segurança de Vôo – e o lançamento de uma cartilha esclarecendo as dúvidas mais freqüentes do grupo de vôo sobre regulamentação profissional. “Precisamos conscientizar os comissários de sua importância e de sua força, desde que trabalhando de uma forma coesa, com o objetivo de preservar os direitos e interesses dos grupos”, frisou João Pedro.

A Secretaria Extraordinária de Comissários, assim como as demais secretarias, passará a contar, a partir de janeiro, com um importante ponto de apoio no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim/Galeão (AIRJ). O novo balcão do SNA, projeto idealizado por João Pedro, facilitará a comunicação dos comissários com a Secretaria e todo o SNA.

SECRETARIA DE RELAÇÕES SINDICAIS E ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS

Com a saída do comissário Sérgio Dias do secretariado executivo, o co- mandante Gelson Fochesato assumiu o cargo de secretário-geral do SNA, deixando vaga a Secretaria de Rela- ções Sindicais e Associações Profis- sionais. "Eu fui indicado para assumir a secretaria num exercício previsto de movimentação dentro da Secretaria Executiva. Circunstancialmente eu acumularei as duas secretarias porque as duas, de certa forma, são comple- mentares", disse João Pedro.

 Segundo João Pedro, a Secretaria de Relações Sindicais e Associações Pro- fissionais é de vital importância para desenvolver relações com centrais sin- dicais, federações, confederações, ou- tros sindicatos e associações de traba- lhadores de forma a unir forças na luta em defesa dos trabalhadores. "É funda- mental que os trabalhadores se articu- lem, promovendo discussões e debates a fim de tomar ações mais coesas e uni- ficadas, que tragam benefícios efetivos para a classe trabalhadora."

Perfil Sindical

 

Bom humor é receita para aliviar o estresse

Aos 46 anos, com jeitão de 26, Olimpio Ozuna Negrão é solteiro, está sempre bem humorado e de bem com a vida. O seu segredo é simples: para aliviar o estresse, não dispensa os churrascos na praia da Barra ou uma boa pescaria em suas horas vagas.

Ozuna ingressou na aviação em 83, na TABA, logo após ter terminado um curso de EMB-110. Passou pela Nordeste, Transbrasil, Vasp, Race Aviation Corp, Itapemirim, Fly, Total e Ocean Air, ocupando cargos de co-piloto, comandante e chefe de treinamento.

O comandante Ozuna coleciona boas histórias de anos dedicados à aviação. Quando era co-piloto da Vasp, levou o maior susto de sua vida num vôo entre Belo Horizonte e Goiânia quando, num vôo de cruzeiro, foi surpreendido por um 727 cargueiro da Varig, que se aproximava em sentido perpendicular ao seu deslocamento. Foi necessária uma manobra evasiva para evitar a catástrofe.

Arquivo SNA

Foi também comandante de um Boeing 707 da Race, empresa americana operando no Brasil em prestação de serviço de transporte de carga para a Vasp. A empresa, autorizada pelo DAC, possuía aviões com prefixo hondurenho. Ozuna foi o responsável pela descoberta de que a empresa, no entanto, não possuía documentos legais emitidos pelo governo de Honduras. Ou seja, voavam ilegalmante no espaço aéreo brasileiro, nas barbas das autoridades. Com três ações de reintegração contra a OceanAir, Vasp e Fly, Ozuna já foi demitido e reintegrado à Vasp duas vezes e aguarda seu terceiro reingresso na companhia. As três empresas contras as quais o comandante luta na justiça reduziram força de trabalho sem que a Convenção Coletiva fosse cumprida.

Apesar de seu histórico, só ingressou no sindicalismo há seis meses, após anos de luta solitária contra os desmandos de empresários da aviação civil. Mesmo entendendo a necessidade de ingressar em uma organização sindical, ele só se ligou ao SNA por conta do incentivo de amigos sindicalistas. “O sindicato é a casa do socorro ao trabalhador”, completa. Para Ozuna, que votou no PT, no Brasil não se governa sozinho, é necessário barganhar, e por isso ele entende porque em alguns pontos o governo não consegue avançar. Ele se diz satisfeito com o governo, acredita que o presidente Lula está sabendo conduzi-lo bem politicamente e garante que os benefícios virão a médio e longo prazos.

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