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nº 506 - Fevereiro/Março 2005

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Segurança de Vôo

 

Arquivo SNA

O 22º Simpósio Internacional Anual de Segurança de Cabine, ocorrido em Los Angeles, Califórnia, contou com a participação do SNA e de cerca de 300 representantes de companhias aéreas, órgãos internacionais de consultoria e segurança de vôo, entre outras entidades. O simpósio anual aconteceu entre 14 e 17 de fevereiro e o sindicato foi representado pelos diretores Leonardo Souza e João Pedro Leite.

Neste ano, o simpósio foi dividido em painéis e workshops que abordaram temas como promoção de uma cultura de segurança e novas tecnologias em segurança de cabine e seqüestro de aeronaves.

Segundo Leonardo Souza, a participação do SNA no simpósio foi de extrema importância, devido ao intercâmbio de informações com profissionais do mundo inteiro. "Nós também tivemos contato com novos conceitos sobre o treinamento e a capacitação profissional em outros países", constata o dirigente.

O diretor João Pedro lembra que, embora o simpósio não fosse um fórum político, houve a oportunidade de fazer referência ao plano de reestruturação do setor aéreo no Brasil defendido pelo SNA. "Tivemos a oportunidade de discutir as especificidades do setor aéreo brasileiro com pessoas de vários países", acrescenta Leonardo Souza. O governo brasileiro precisa ter vontade política para implantar mudanças: "Se as regras do jogo não forem claras e bem definidas e a concorrência não for leal, dificilmente teremos empresas fortes e competentes no mercado brasileiro e internacional", completa João Pedro.

Os dirigentes afirmam que a preocupação do SNA em discutir o setor aéreo em fóruns internacionais tem como objetivo resguardar o nível de emprego e a qualidade de trabalho nas empresas aéreas brasileiras. "Foi com grata satisfação que percebemos o apoio e o reconhecimento das inúmeras entidades ali representadas, fazendo referência inclusive à importância de um sindicato de aeronautas participar de forma decisiva nos fóruns mundiais de segurança de vôo", disse João Pedro. De acordo com ele, o SNA pretende repassar as informações obtidas em Los Angeles para os participantes do seminário de segurança de vôo que será promovido pelo sindicato no segundo semestre deste ano. 

Notícias de Brasília

 

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, declarou na segunda sema- na de março que o governo federal defende uma "solução de mercado" para a situação da Varig. O ministro afirmou também que cabe exclusiva- mente à Advocacia Geral da União (AGU) a decisão de apresentar ou não recurso no Supremo Tribunal Federal (STJ) contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já reconheceu que a União deve cerca de R$ 2,5 bilhões à Varig, sem atualização monetária.

As declarações do chefe da equipe econômica do governo Lula desautorizam os movimentos que começaram a ser feitos pelo ministro da Defesa, José Alencar, em defesa de um "encontro de contas" entre as companhias aéreas e a União. "O governo não se entende e no momento que surge uma proposta para vencer a inércia, o ministro Palocci joga um balde de água fria numa proposta concreta e viável", critica Graziella Baggio, presidente do SNA.

Na busca de saída para a crise do setor aéreo, o ministro José Alencar afirmou, no início de março, que "mais vale um acordo ruim do que uma boa demanda". O posicionamento do Ministério da Defesa deu sinal verde para a abertura das negociações e o presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, chegou a ser apresentado como o responsável pela mediação das discussões entre o governo federal e as empresas aéreas.

O mecanismo do acordo judicial na ação de defasagem tarifária permitiria, por exemplo, que a Varig utilizasse a indenização por danos causados pelo congelamento de preços, durante o Plano Cruzado, para abater o valor devido ao INSS, à Secretaria da Receita Federal, à Infraero e à BR Distribuidora. O STJ concedeu, em novembro do ano passado, uma sentença favorável à empresa, mas a União vem, sistematicamente, impetrando recursos para não cumprir a decisão judicial.

Segundo Graziella Baggio, o posicionamento do ministro da Fazenda mostra que não existe unidade no governo federal e que este está apostando no fechamento da Varig. "Não vamos assistir a derrocada da maior empresa aérea do País de braços cruzados. O SNA vai abrir novas frentes de luta e explorar as contradições que existem no governo Lula", promete a presidente do SNA.

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