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e Marcelo Gularte
Editores
Dimas Ximenes, Letícia Assis
e
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Reportagem
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Diana Monnerat
(trainee),
Dimas Ximenes,
Letícia
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Jornalista Responsável
Larissa Bortoni Dias
Reg. Mtb. DF 2513/13/13
Projeto gráfico:
Fabrício Martins
e Wagner Ulisses
Programação Visual
Fabrício Martins
Produção Editorial
Impressão
Ideal Gráfica e Editora (DF) |
INTERVENÇÃO
NA Vasp DEVE GARANTIR DIREITOS
TRABALHISTAS
DOS AERONAUTAS
A intervenção federal na Vasp é uma resposta à omissão do governo federal, que abandonou os trabalhadores desde o início da crise da empresa. O SNA já havia apresentado a proposta de intervenção como a única solução para resolver o problema e salvar o emprego de milhares de aeronautas. Mas a União não só recusou a alternativa como não apresentou nenhuma outra solução. Pelo contrário, deixou a situação à deriva, isto é, ao sabor da “solução de mercado”.
Responsabilidade
Foi preciso a Justiça agir para mostrar que o SNA estava certo. A liminar do juiz Homero Batista Mateus da Silva, titular da 14ª Vara do Trabalho de São Paulo, reconheceu a gravidade da situação. Desse modo, se o governo não queria assumir suas responsabilidades foi obrigado a cumprir seu papel. Mas, apesar da decisão judicial, ainda se recusou a nomear o interventor na Vasp, tendo o juiz de fazer isso. Uma decisão sábia do magistrado e uma postura vergonhosa da União.
O interventor, o economista Mauri Mendez, já começou a trabalhar, em parceria com a comissão formada por trabalhadores e com o Ministério Público do Trabalho para fazer um raio X da situação financeira da empresa. A auditoria pretende abrir a caixa-preta da companhia para saber o real da valor do seu ativo e passivo. Só após esse levantamento é que saberemos como os créditos trabalhistas poderão ser pagos.
A intervenção na Vasp não tem só o objetivo de pagar os salários e as demais pendências trabalhistas. Queremos também analisar a viabilidade de a empresa ser reerguida para voltar a operar. Essa possibilidade depende de o governo adotar o programa de reestruturação das companhias aéreas, que a direção sindical já entregou em mãos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Falta agora vontade política para aprová-lo e colocá-lo em prática.
Negociação
O SNA e os demais sindicatos filiados à CUT defendem a negociação entre as empresas aéreas e seus credores públicos. Nos casos necessários, consideramos razoável aplicar as soluções contempladas na nova Lei de Recuperação Judicial. Assim, poderemos garantir um processo transparente e democrático que preserve os direitos dos trabalhadores e poupe os recursos públicos.
Direção
Sindical |