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Grazziella Baggio concede
entrevista após a
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da Fundação Rubem Berta
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A
Fundação Ruben Berta perdeu a grande chance de virar o jogo na
crise da Varig. A avaliação é da presidente do Sindicato
Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, ao comentar, com
ceticismo, a mudança no Conselho de Administração da empresa.
"A Fundação fez sua opção, mas esperamos que a mudança
consiga resolver os problemas da companhia". A assembléia
dos acionistas, que elegeu os novos conselheiros, ocorreu no dia
8 de maio em Porto Alegre.
O
novo presidente do Conselho é David Zylbersztajn, ex-diretor da
Agência Nacional do Petróleo (ANP), que assumiu o cargo
deixado por Joaquim Fernandes dos Santos no final de abril. A
vice-presidência ficou com Omar Carneiro da Cunha Sobrinho. Os
demais conselheiros são o brigadeiro Sergio Xavier Ferolla,
Sergio de Almeida Bruni, o embaixador Marcos Castrioto de
Azambuja e Eleazar de Carvalho Filho. Permanecem no conselho
Gesner de Oliveira e Harro Fouquet. |
Posse
dos conselheiros
No
dia 10 de maio, o novo conselho foi apresentado ao ministro da Defesa,
José Alencar, em Brasília. Graziella Baggio também compareceu à
cerimônia após ter recebido um convite do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, que tem reconhecido a participação do SNA em melhorar o
setor aéreo. No encontro, Zylbersztajn, apresentou uma lista de
aproximadamente dez propostas de compra para a empresa.
Segundo
a presidente do SNA, não há nenhuma novidade na lista e no processo de
reestruturação da Varig. As propostas dos investidores interessados na
companhia continuam as mesmas. O único fato novo é o interesse da TAP.
“Mas não temos detalhes desse acordo. Por isso, ainda não podemos
nos manifestar”, afirma. De qualquer modo, ela adverte que essa não
é uma alternativa rápida, pois envolve os governos brasileiro e
português.
Solução
de mercado
A
falta de um maior engajamento do governo federal é uma das principais
críticas do sindicato. “O governo poderia atuar de forma mais
concreta no caso, mas ele aposta somente em uma solução de mercado”,
avalia Graziella Baggio, que tem feito uma maratona de reuniões em
Brasília em busca de uma solução para garantir os empregos de
milhares de aeronautas.
A
última audiência em Brasília foi com o ministro do Trabalho, Ricardo
Berzoini, no dia 18 deste mês. Ela alertou que a omissão do governo na
crise da Varig pode fechar centenas de postos de trabalho. Graziellla
Baggio reiterou que os sindicatos cutistas são contra a proposta de
negociação dos passivos trabalhistas e previdenciários dos
funcionários da Varig: “É direito de cada trabalhador defender seu
passivo, e não de terceiros”.
Crescimento
da GOL
Enquanto
a reestruturação da Varig não sai, outras companhias têm lucrado com
a situação. É o caso da Gol, que transportou 680.074 pessoas em abril
e assumiu o segundo lugar do ranking, enquanto a empresa gaúcha
contabilizou 675.373 passageiros. Segundo dados do Departamento de
Aviação Civil (DAC), a liderança continua com a TAM, com a marca de
1.034.566 passageiros transportados no mês passado.
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Foto:
Mauro Burlamach

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O protesto dos aeroportuários contra a privatização
da Infraero deu certo. Depois de 48 horas de paralisação nos 66 aeroportos espalhados
pelo País, o presidente da empresa, Carlos Wilson, recuou e abandonou a idéia de transformar
a empresa pública em sociedade de economia mista (aberta ao capital privado). O SNA apoiou a mobilização dos trabalhadores, que retornaram
ao trabalho no dia 17 de maio.
Os aeroportuários reivindicaram também o cumprimento da convenção coletiva da categoria,
como as cláusulas de reajuste salarial e da reestruturação do plano de cargos. Os trabalhadores
da Infraero também cobraram do governo federal o cumprimento das 18 resoluções do Conac, aprovadas em outubro de
2003. As resoluções dispõem sobre a desoneração do setor, adotam medidas contra a concorrência predatória
e a guerra tarifária, estabelecem políticas de competitividade para o preço do combustível e prevêem a criação de um fundo para garantir o transporte aéreo
regional.
Diante da pressão dos aeroportuários e o apoio dos aeronautas e aeroviários, o presidente da Infraero
comprometeu-se a reiniciar as negociações com a categoria. A presidente do SNA, Graziella Baggio, destacou que essa vitória se deve à união da categoria. “Foi importante a participação de todos. Mas a luta não termina. Continuamos em alerta contra qualquer manobra do governo". |
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