Volta para a página 4

Página anterior

Capa Pg. | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

Página seguinte

Para a página 6

nº 508 - Maio 2005

Página 5

Graziela Baggio presidente do SNA

Graziella Baggio - Foto: Arquivo SNA

Grazziella Baggio concede

entrevista após a reunião

da Fundação Rubem Berta

A Fundação Ruben Berta perdeu a grande chance de virar o jogo na crise da Varig. A avaliação é da presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, ao comentar, com ceticismo, a mudança no Conselho de Administração da empresa. "A Fundação fez sua opção, mas esperamos que a mudança consiga resolver os problemas da companhia". A assembléia dos acionistas, que elegeu os novos conselheiros, ocorreu no dia 8 de maio em Porto Alegre.

O novo presidente do Conselho é David Zylbersztajn, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que assumiu o cargo deixado por Joaquim Fernandes dos Santos no final de abril. A vice-presidência ficou com Omar Carneiro da Cunha Sobrinho. Os demais conselheiros são o brigadeiro Sergio Xavier Ferolla, Sergio de Almeida Bruni, o embaixador Marcos Castrioto de Azambuja e Eleazar de Carvalho Filho. Permanecem no conselho Gesner de Oliveira e Harro Fouquet.

Posse dos conselheiros

No dia 10 de maio, o novo conselho foi apresentado ao ministro da Defesa, José Alencar, em Brasília. Graziella Baggio também compareceu à cerimônia após ter recebido um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem reconhecido a participação do SNA em melhorar o setor aéreo. No encontro, Zylbersztajn, apresentou uma lista de aproximadamente dez propostas de compra para a empresa.

Segundo a presidente do SNA, não há nenhuma novidade na lista e no processo de reestruturação da Varig. As propostas dos investidores interessados na companhia continuam as mesmas. O único fato novo é o interesse da TAP. “Mas não temos detalhes desse acordo. Por isso, ainda não podemos nos manifestar”, afirma. De qualquer modo, ela adverte que essa não é uma alternativa rápida, pois envolve os governos brasileiro e português.

Solução de mercado

A falta de um maior engajamento do governo federal é uma das principais críticas do sindicato. “O governo poderia atuar de forma mais concreta no caso, mas ele aposta somente em uma solução de mercado”, avalia Graziella Baggio, que tem feito uma maratona de reuniões em Brasília em busca de uma solução para garantir os empregos de milhares de aeronautas.

A última audiência em Brasília foi com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, no dia 18 deste mês. Ela alertou que a omissão do governo na crise da Varig pode fechar centenas de postos de trabalho. Graziellla Baggio reiterou que os sindicatos cutistas são contra a proposta de negociação dos passivos trabalhistas e previdenciários dos funcionários da Varig: “É direito de cada trabalhador defender seu passivo, e não de terceiros”.

Crescimento da GOL

Enquanto a reestruturação da Varig não sai, outras companhias têm lucrado com a situação. É o caso da Gol, que transportou 680.074 pessoas em abril e assumiu o segundo lugar do ranking, enquanto a empresa gaúcha contabilizou 675.373 passageiros. Segundo dados do Departamento de Aviação Civil (DAC), a liderança continua com a TAM, com a marca de 1.034.566 passageiros transportados no mês passado.

Foto: Mauro Burlamach

O protesto dos aeroportuários contra a privatização da Infraero deu certo. Depois de 48 horas de paralisação nos 66 aeroportos espalhados pelo País, o presidente da empresa, Carlos Wilson, recuou e abandonou a idéia de transformar a empresa pública em sociedade de economia mista (aberta ao capital privado). O SNA apoiou a mobilização dos trabalhadores, que retornaram ao trabalho no dia 17 de maio.

Os aeroportuários reivindicaram também o cumprimento da convenção coletiva da categoria, como as cláusulas de reajuste salarial e da reestruturação do plano de cargos. Os trabalhadores da Infraero também cobraram do governo federal o cumprimento das 18 resoluções do Conac, aprovadas em outubro de 2003. As resoluções dispõem sobre a desoneração do setor, adotam medidas contra a concorrência predatória e a guerra tarifária, estabelecem políticas de competitividade para o preço do combustível e prevêem a criação de um fundo para garantir o transporte aéreo regional.

Diante da pressão dos aeroportuários e o apoio dos aeronautas e aeroviários, o presidente da Infraero comprometeu-se a reiniciar as negociações com a categoria. A presidente do SNA, Graziella Baggio, destacou que essa vitória se deve à união da categoria. “Foi importante a participação de todos. Mas a luta não termina. Continuamos em alerta contra qualquer manobra do governo".

Volta para a página 4

Página anterior

Capa Pg. | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8

Página seguinte

Para a página 6