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Sede
Av. Mal. Câmara, 160,
Edifício Orly, Grupo 1610/26,
CEP 20020-080,
Rio de Janeiro
Fone: (21) 2532 1163
Fax: (21) 2220 6693
Tiragem
6,5 mil exemplares
Presidente
Graziella Baggio
Diretor Responsável
Aguinaldo Marcolino
Conselho Editorial
Aguinaldo Marcolino,
Gelson
Fochesato,
Graziella Baggio,
João
Pedro Leite
e Marcelo Gularte
Edição
Marco Antônio Moreira
Coordenação
Editorial
Érika Meneses
Reportagem
Andréia Oliveira, Armando de Carvalho, Débora
Oliviera, Francisco Macedo, Ronaldo de Moura
Revisão
Joíra Furquim
Ronaldo de Moura
Jornalista Responsável
Larissa Bortoni Dias
Reg. Mtb. DF 2513/13/13
Projeto gráfico:
Fabrício Martins
e Wagner Ulisses
Programação Visual
Fabrício Martins
Produção
Editorial
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O SNA, juntamente com os Sindicatos Nacional dos Aeroviários, dos Aeroviários de Porto Alegre, dos Aeroviários de Guarulhos, dos Aeroviários de Recife e dos Aeroviários do Estado de São Paulo vem, há muito tempo, adotando uma série de providências na tentativa de retirar a Varig da séria crise financeira em que se encontra. Crise, em parte, que pode ser creditada ao tratamento destinado ao setor aéreo, ao longo dos anos, pelos governantes do País. A mesma crise que, no entanto, tem como principais protagonistas os próprios executivos da empresa.
O SNA, assim como as demais entidades sindicais da classe trabalhadora, existe para defender os interesses da categoria que representa. Ao contrário da visão estreita dos empresários e opositores e baseado em um estatuto vigente, entende que a preservação dos postos de trabalho só será possível se a empresa estiver saudável, operante e eficiente. Portanto, não há, da nossa parte, nenhum interesse em promover uma política do “quanto pior, melhor”. Queremos, pois, que a Varig e todo o setor aéreo sejam cada vez mais pujantes. Dessa forma, estaremos cumprindo a nossa missão, que é assegurar o crescimento do setor aéreo e a geração de empregos de qualidade.
É por este motivo que o sindicato se contrapõe, de maneira irrefutável, às tentativas da atual diretoria da Varig, liderada pelo senhor Omar Carneiro, de vender as subsidiárias VarigLog e VEM. A venda, antes de tudo, é questionável. De acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, a participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas é limitada em 20%. Contudo, na transação com a empresa americana Matlin Patterson, a transferência chegaria a 95%.
Além disso, o valor de US$ 38 milhões da venda terá como principal finalidade, de acordo com o noticiário da imprensa, o pagamento do leasing dos aviões (estimado em US$ 37 milhões). O mais estranho nisso tudo é que ofertas maiores foram, recentemente, recusadas. O TRT do Rio, inclusive, admitindo a possibilidade de haver indícios de fraude, encaminhou informações à 8ª Vara Empresarial do estado, que é a responsável em avaliar a negociação. A VarigLog, de acordo com cálculos realizados em 2003, vale 10 vezes mais do que a quantia ofertada pelo grupo norte-americano.
O Aerus, a GE, a Breda e outros interessados também questionaram a venda da VarigLog na esfera judicial. Em tempo, até desconsiderando o leasing, é preciso saber que US$ 38 milhões mal cobrem um mês de salário da Varig. Fica difícil imaginar quais vantagens existem, nesse caso, se até mesmo os juízes envolvidos estão dispostos a criar melhores condições para que a companhia mantenha o seu patrimônio. De concreto, existe o pedido dos sindicatos do setor, que conseguiram acertar, para o próximo dia 24 de setembro, uma Assembléia de Credores cujo objetivo é definir uma proposta que seja capaz de reestruturar Varig, Rio Sul e Nordeste.
Enquanto isso, nos bastidores, os trabalhadores da empresa são assediados de maneira sórdida e, desenganados, acusam o SNA de estar a serviço de outras companhias aéreas. Nossa única preocupação, repetimos, é garantir os 19 mil empregos das empresas que compõem o Grupo Varig. Apelamos aos aeronautas que não se intimidem e denunciem os detratores. Essas pessoas estão sendo identificadas e responderão por seus atos.
Direção
Sindical
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