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nº 511 - Setembro 2005

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Expediente


Sede
Av. Mal. Câmara, 160,
Edifício Orly, Grupo 1610/26,
CEP 20020-080,
Rio de Janeiro
 

Fone: (21) 2532 1163
Fax: (21) 2220 6693
 

Tiragem
6,5 mil exemplares
 

Presidente
Graziella Baggio
 

Diretor Responsável
Aguinaldo Marcolino
 

Conselho Editorial
Aguinaldo Marcolino,
Gelson Fochesato,
Graziella Baggio,
João Pedro Leite
e Marcelo Gularte
 

Edição
Marco Antônio Moreira

 

Coordenação Editorial
Érika Meneses

 

Reportagem
Andréia Oliveira, Armando de Carvalho, Débora Oliviera, Francisco Macedo, Ronaldo de Moura

 

Revisão
Joíra Furquim
Ronaldo de Moura

 

Jornalista Responsável
Larissa Bortoni Dias
Reg. Mtb. DF 2513/13/13

 

Projeto gráfico:
Fabrício Martins
e Wagner Ulisses

 

Programação Visual
Fabrício Martins

 

Produção Editorial

Liberdade Expressão

 

O SNA, juntamente com os Sindicatos Nacional dos Aeroviários, dos Aeroviários de Porto Alegre, dos Aeroviários de Guarulhos, dos Aeroviários de Recife e dos Aeroviários do Estado de São Paulo vem, há muito tempo, adotando uma série de providências na tentativa de retirar a Varig da séria crise financeira em que se encontra. Crise, em parte, que pode ser creditada ao tratamento destinado ao setor aéreo, ao longo dos anos, pelos governantes do País. A mesma crise que, no entanto, tem como principais protagonistas os próprios executivos da empresa.

O SNA, assim como as demais entidades sindicais da classe trabalhadora, existe para defender os interesses da categoria que representa. Ao contrário da visão estreita dos empresários e opositores e baseado em um estatuto vigente, entende que a preservação dos postos de trabalho só será possível se a empresa estiver saudável, operante e eficiente. Portanto, não há, da nossa parte, nenhum interesse em promover uma política do “quanto pior, melhor”. Queremos, pois, que a Varig e todo o setor aéreo sejam cada vez mais pujantes. Dessa forma, estaremos cumprindo a nossa missão, que é assegurar o crescimento do setor aéreo e a geração de empregos de qualidade.

É por este motivo que o sindicato se contrapõe, de maneira irrefutável, às tentativas da atual diretoria da Varig, liderada pelo senhor Omar Carneiro, de vender as subsidiárias VarigLog e VEM. A venda, antes de tudo, é questionável. De acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, a participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas é limitada em 20%. Contudo, na transação com a empresa americana Matlin Patterson, a transferência chegaria a 95%.

Além disso, o valor de US$ 38 milhões da venda terá como principal finalidade, de acordo com o noticiário da imprensa, o pagamento do leasing dos aviões (estimado em US$ 37 milhões). O mais estranho nisso tudo é que ofertas maiores foram, recentemente, recusadas. O TRT do Rio, inclusive, admitindo a possibilidade de haver indícios de fraude, encaminhou informações à 8ª Vara Empresarial do estado, que é a responsável em avaliar a negociação. A VarigLog, de acordo com cálculos realizados em 2003, vale 10 vezes mais do que a quantia ofertada pelo grupo norte-americano.

O Aerus, a GE, a Breda e outros interessados também questionaram a venda da VarigLog na esfera judicial. Em tempo, até desconsiderando o leasing, é preciso saber que US$ 38 milhões mal cobrem um mês de salário da Varig. Fica difícil imaginar quais vantagens existem, nesse caso, se até mesmo os juízes envolvidos estão dispostos a criar melhores condições para que a companhia mantenha o seu patrimônio. De concreto, existe o pedido dos sindicatos do setor, que conseguiram acertar, para o próximo dia 24 de setembro, uma Assembléia de Credores cujo objetivo é definir uma proposta que seja capaz de reestruturar Varig, Rio Sul e Nordeste.

Enquanto isso, nos bastidores, os trabalhadores da empresa são assediados de maneira sórdida e, desenganados, acusam o SNA de estar a serviço de outras companhias aéreas. Nossa única preocupação, repetimos, é garantir os 19 mil empregos das empresas que compõem o Grupo Varig. Apelamos aos aeronautas que não se intimidem e denunciem os detratores. Essas pessoas estão sendo identificadas e responderão por seus atos.


Direção Sindical

 

ATRAVESSANDO FRONTEIRAS

O SNA enviou mensagem de solidariedade à Associação Argentina de Aeronautas em apoio à comissária Patrícia Bangtsson, que, por determinação judicial, perdeu a guarda do filho. Segundo a Justiça daquele país, as exigências da profissão eram incompatíveis com a atenção que uma criança de quatro anos precisa receber da mãe. No texto, o sindicato ressalta: “Caso a moda pegue, assistiremos a um retrocesso medieval no mercado de trabalho, sendo as mulheres (sem opção de escolha) obrigadas a tão-somente cuidar dos afazeres do lar”.

BATALHA JUDICIAL

No último dia 30 de agosto, tripulantes do Boeing 737-200 da Vasp, que foi seqüestrado quando fazia um vôo de Foz do Iguaçu para Curitiba, em 2000, compareceram em juízo para prestar depoimento na ação que movem contra a Infraero. Eles pedem a reparação dos danos morais que sofreram. Para quem não se lembra do caso, a aeronave estava transportando R$ 5 milhões do Banco do Brasil e o roubo suscitou a hipótese de conluio dos aeronautas.

MOÇÃO DE REPÚDIO

Seguiu para a CPMI dos Correios, em Brasília, ofício do SNA repudiando a maneira com que o publicitário Duda Mendonça se referiu à profissão de comissário de vôo, durante depoimento que prestou aos parlamentares. Duda afirmou que ser “aeromoça, antes, era glamuroso; agora, é ser garçom de avião”. O SNA agradece as manifestações das comissárias Elizabeth Feijo de Figueiredo, e Célia Ribeiro, que cobraram um posicionamento.

VIGILÂNCIA TOTAL

O SNA encaminhou ao Departamento de Aviação Civil (DAC) reclamações contra a Total Linhas Aéreas, que, durante os cursos de Ground School, tem a péssima mania de ignorar o vínculo empregatício do aeronauta. Além disso, convoca tripulantes para assumir vôos nos períodos de folga e de licença médica. Essa não é a primeira vez que o sindicato intervém. Tramita na Procuradoria do Trabalho de Belo Horizonte o PI 142/2003, que investiga as condições de trabalho na empresa.

FUTURO SAUDÁVEL

Em parceria com o Instituto de Capacitação Física da Aeronáutica (Icaf) e com a Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (FioCruz), o SNA prepara um programa voltado para a qualidade de vida dos aeronautas. À frente dessa iniciativa está a comissária da Nordeste e secretária de Saúde do sindicato, Geani Pires. Haverá exame de sangue, pesquisa sobre hábitos alimentares, medição da pressão arterial, avaliação do índice de massa corpórea, entre outros testes.

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