Profissional: colaborador ou trabalhador?
É importante que todos os trabalhadores tenham clareza de que a contribuição sindical (um dia de salário do ano), apesar de ser compulsória a todo trabalhador de uma determinada categoria profissional, não torna o profissional sindicalizado! Para ser sindicalizado o profissional deve dirigir-se ao seu respectivo Sindicato, preencher uma proposta de adesão e contribuir com uma mensalidade equivalente a 1% do salário bruto.
É muito comum, infelizmente, vários profissionais acreditarem que são sindicalizados pelo fato de verem em seu holerite o desconto referente à contribuição sindical. Existem também alguns profissionais que optam por não se sindicalizar para economizar 1% do seu salário bruto, ou porque não têm simpatia por algum membro da diretoria da instituição, ou ainda por não concordarem com algo que lhes sirva como pretexto para não se sindicalizarem.
É fato que atualmente muitas empresas aplicam técnicas sofisticadas que levam alguns de seus profissionais a se identificarem mais como colaboradores da empresa, do que como trabalhadores que fazem parte de uma categoria profissional com interesses próprios, legítimos e autônomos, ainda que em diversas situações (mas não em todas!) as duas condições (colaborador e trabalhador) possam coexistir. O importante é que todo profissional entenda como funciona a correlação de forças entre trabalhadores e empresas, qual o papel da estrutura sindical neste eterno conflito de interesses e, a partir daí, tome suas decisões de forma consciente quanto a fazer parte de seu próprio Sindicato, ou não.
A condição de Trabalhador não deve ser confundida com a de Acionista ou a de Proprietário da empresa na qual trabalha, ainda que em diversos momentos um Profissional possa e deva colaborar, na medida do possível, com a empresa. O problema surge quando o Trabalhador abre mão de sua condição enquanto Profissional que faz parte, querendo ou não, de uma categoria profissional com a qual compartilha diversos interesses, e assume para si próprio a figura do operário padrão (no capitalismo) ou do bom bolchevique (no socialismo soviético), bovinamente comportado e profundamente alienado de sua condição enquanto membro desta categoria: o Colaborador ideal.







