AeroClippi?ng, segunda-fe?ira, 28/07/14 - ano XII - nº 220

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O Estado de S.Paulo

Câmara questiona transferência do aeroporto em Cláudio

Combates complicam investigação sobre queda de avião malaio na Ucrânia

Aeroporto mineiro serve a sertanejo e empresário

Sindicato dos pilotos critica retomada de rota de Israel pela Lufthansa

ONU encontra segunda caixa preta de aeronave caída no Mali

Novas regras para slots valerão antes em Guarulhos

Folha de São Paulo

Anac leva seis anos para julgar queixa de passageiro

Air France-KLM quer plano para conter aéreas rivais de baixo custo

O Globo

Aerus

Heliponto

Presidente da Boeing se desculpa por dizer que ‘faz empregados encolherem de medo’

Um sobrevoo na área dos destroços do avião da Air Algerie que caiu no Mali

G1

Cientista diz que voo MH370 estava no ar quando buscas começaram

Caixas-pretas do avião acidentado no Mali serão enviadas à França

Piloto de avião que caiu na Bahia sai de coma induzido

Aeroportos saturados terão regra mais rígida para pouso e decolagem

Hoje em Dia - MG

A aposta no pequeno Tupã

Diário da Manhã - GO

Ano negro para a aviação civil mundial, em oito dias 464 mortes

Bahia Econômica

Wagner promete finalizar obra no aeroporto de Barreiras

A Tarde - BA

Aviação Regional ganha programa de Desenvolvimento

A Gazeta do Acre

Infraero estuda interditar Aeroporto de Rio Branco entre outubro até dezembro

Portal Terra

Setor aéreo deve ter maior gasto desde 11 de setembro


O Estado de S.Paulo

27 Julho 2014 | 20h 21

Câmara questiona transferência do aeroporto em Cláudio

JOSÉ MARIA TOMAZELA - AGÊNCIA ESTADO

A Câmara vai questionar o acordo com o governo estadual que levou a prefeitura de Cláudio, no interior de Minas Gerais, a assumir a manutenção do aeroporto construído em terreno desapropriado do tio-avô do presidenciável Aécio Neves (PSDB). Conforme informou o prefeito José Rodrigues Barroso de Araújo (PRTB), o Estado assinou um termo de ajuste repassando o aeroporto para o município em 30 de junho deste ano. Segundo o presidente do Legislativo, Neli Rodrigues de Moura (PSD), o acordo foi feito sem consulta à Câmara e vai gerar despesa para o município.

O caso será discutido na Câmara no início de agosto, ao fim do recesso parlamentar. "A prefeitura assumiu um aeroporto que não é homologado e vai arcar com um custo de R$ 35 mil por mês, mas a cidade tem outras necessidades", afirmou. Segundo ele, na administração anterior, o Estado já havia tentado a transferência do aeroporto para o município, mas o prefeito da época se recusou a assinar o convênio. "O ex-prefeito Adalberto não aceitou porque o município tinha outras prioridades. Depois disso, o relacionamento com o governo estadual ficou mais difícil e tudo o que a cidade pedia não era atendido", disse.

A Câmara vai pedir explicações ao prefeito, inclusive sobre o uso do aeroporto. Segundo o presidente, há informações sobre a concessão de alvará para uma empresa de voo panorâmico. O prefeito disse que, após a prefeitura ter assumido a zeladoria, não houve concessão de alvará, nem uso do aeroporto. Ele alegou que os custos ainda estão sendo levantados pelo departamento de obras, mas não são elevados. "Vamos manter um segurança para dormir lá e cuidar do local." Procurado, o ex-prefeito Adalberto Rodrigues Fonseca (PR) não deu retorno. O governo estadual informou que o aeroporto só foi transferido para o Estado de Minas Gerais pela Secretaria Nacional de Aviação Civil em 3 de abril deste ano.

Reportagem da Folha de S.Paulo no dia 20 revelou que, em 2010, o então governador Aécio autorizou investimento de quase R$ 14 milhões na construção de um aeroporto com pista asfaltada na cidade de Cláudio, onde passou a infância. A pista fica a seis quilômetros da Fazenda da Mata, pertencente à avó do senador mineiro, Risoleta Neves, e foi construída em área desapropriada pelo governo do tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino. O dono do terreno não concordou com o valor de R$ 1 milhão oferecido pelo imóvel e entrou na Justiça. A ação ainda não foi julgada. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, Tolentino é alvo de ação de improbidade por ter investido recursos públicos, quando prefeito da cidade, em 1983, em melhorias na pista de pouso instalada em sua fazenda.


O Estado de S.Paulo

27 Julho 2014 | 17h 37

Combates complicam investigação sobre queda de avião malaio na Ucrânia

Pelo menos treze pessoas foram mortas em confrontos entre tropas ucranianas e rebeldes pró-Rússia, que se alastraram em cinco áreas da região.

REUTERS

Intensos combates no leste da Ucrânia, onde um avião da Malásia foi derrubado, complicaram ainda mais uma investigação neste domingo, enquanto a Europa e os Estados Unidos prepararam sanções econômicas à Rússia por conta do conflito.

 

Segundo porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia, tropas estão tentando

chegar à região para libertar território e permitir investigações

Monitores internacionais disseram ter abandonado os planos de visitar o local do acidente devido a temores de que a medida não seja segura, apesar de a Malásia ter afirmado mais cedo que os rebeldes concordaram em dar acesso à área.

A Ucrânia disse que está tentando desalojar os rebeldes, mas negou estar combatendo perto do local em que o avião caiu. O país acrescentou que os separatistas puseram os monitores para fora com a falsa justificativa de que o exército estava operando nas proximidades.

A Rússia rejeitou alegações dos EUA de que estava prestes a entregar mais mísseis aos separatistas. Líderes ocidentais dizem estar quase certos de que os separatistas derrubaram o avião por engano com um míssil terra-ar fornecido pela Rússia.

Os separatistas negam qualquer envolvimento e Moscou afirma não ter fornecido equipamentos a eles, sugerindo que forças ucranianas são as culpadas.

"Kiev está tentando destruir as provas de um crime cometido pelo seu exército", disse o líder separatista Aleksander Borodai, referindo-se a uma ofensiva do exército ucraniano a certa distância do local neste domingo.

Em um momento em que países europeus tentam minimizar o impacto de eventuais sanções futuras contra a Rússia em suas próprias economias, o Departamento de Estado dos EUA procurou reforçar o apoio a medidas robustas liberando imagens que mostrariam forças russas disparando através da fronteira em militares ucranianos na semana passada.

As imagens mostram marcas no chão que, segundo o Departamento de Estado, apontam locais de lançamento e crateras de impacto em torno de locais militares ucranianos. Elas indicam que fogo foi disparado de lançadores múltiplos de foguetes, disse o departamento.

O Departamento de Estado também afirmou que as imagens oferecem evidências de que separatistas dentro da Ucrânia dispararam sobre as forças ucranianas usando artilharia pesada fornecida pela Rússia.

(Por Aleksandar Vasovic)

 


O Estado de S.Paulo

Domingo, 27 de julho de 2014

Aeroporto mineiro serve a sertanejo e empresário

Ainda não homologada, pista de Cláudio, em terreno de parente de Aécio Neves, recebe aeronaves de cantores e de empresas, além de aeromodelistas

José Maria Tomazela

ENVIADO ESPECIAL / CLÁUDIO (MG)

fotos jose patricio/estadão

Processo. Segundo a Anac, faltam documentos para concluir a homologação do aeroporto

Posse. Araújo diz que local

pertence à prefeitura desde junho

Aeromodelistas, empresários e cantores sertanejos são os principais usuários do Aeroporto Deputado Oswaldo Tolentino, em Cláudio, município no sudoeste de Minas Gerais,a 150kmde Belo Horizonte. É o que relata o prefeito da cidade, José Rodrigues Barroso de Araújo (PRTB).

Segundo ele, a pista de asfalto – construída em 2009 quando o senador Aécio Neves (PSDBMG), atual candidato à Presidência da República, era governador de Minas Gerais – é usada por artistas sertanejos famosos que chegam em seus aviões, a convite da dupla mineira Gino & Geno, que têm propriedades em Cláudio. “ O aeroporto opera um voo ou outro. São aviões e helicópteros de empresários e de cantores sertanejos. Sabemos que hoje o aeroporto precisa da licença da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).”

Segundo o órgão, o processo de homologação do aeroporto – construído pelo governo do Estado ao custo de R$ 13,9 milhões em um terreno desapropriado da fazenda de Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô de Aécio – não está concluído porque faltam documentos a serem apresentados ainda pelo município.

Araújo diz que recebeu o aeroporto em junho, depois que o Serviço Nacional de Aviação Civil transferiu a posse à prefeitura. “Abrimos o local de manhã e fechamos à noite para evitar vandalismo.” Na sexta-feira, às 10h30 o portão permanecia fechado com corrente e cadeado.

O prefeito argumenta que a cidade tem mais de 250 indústrias e comporta a benfeitoria. A prefeitura vai contratar zelador e segurança, informa, mas ainda não estimou os gastos. “Os benefícios serão maiores que a despesa”, aposta.O orçamento do município para este ano é de R$ 56,3 milhões.

O empresário Pedro Henrique de Oliveira, da PH Transportes e Construções, conta que já usou “umas poucas vezes” a pista de Cláudio, mas prefere manter seu avião em Divinópolis, a 46km de Cláudio. “Não dá para ficar usando sem o aeroporto estar homologado”, afirma. O empresário Bráulio Campos, da Fundimig, também diz ter decolado e pousado em Cláudio com avião próprio. “Temos pressa na homologação, pois, assim que sair, as empresas vão investir na construção de hangares.”

O moldador Anivaldo Teixeira, que pratica maratona ao lado da pista, disse que, toda semana, pelo menos uma aeronave desce no local.

O presidente da Associação da Indústria Mecânica de Cláudio (Asimec), Fábio da Costa Rodrigues, explica que os empresários usam a pista local por falta de opção. “Eles vêm e descem aqui por que o aeroporto de Divinópolis está a, pelo menos, uma hora de carro.” Segundo ele, a frota dos empresários locais soma três aviões e um helicóptero. “Além desses, muitos outros descem e sobem daqui, e a pista vem sendo utilizada mesmo sem ser homologada. Para resolver isso é só a Anac homologar.”

Rodrigues defende o aeroporto que, segundo ele, era uma reivindicação antiga dos empresários.“ O Aécio não fez pensando nele, pois já o vi muitas vezes indo de helicóptero para sua fazenda. Se ele precisar, pode usar como qualquer pessoa. Teve uma época que o local era usado para voos panorâmicos.” Para o líder empresarial, toda cidade do interior merece ter um aeroporto.“ Há casos de emergência em que, se você não puder voar, perde uma vida.”

O candidato do PSDB possui fazenda que fica a 6km do local, mas evita responder se utiliza a pista. “Sobre esse assunto já dei todos os esclarecimentos que julgava necessários”, disse Aécio ontem, em São Paulo.

A polêmica sobre o aeroporto em Cláudio vem desde a década de 1980. O então governador, Tancredo Neves, avô de Aécio, fez repasses de Cr$ 30 milhões para a prefeitura de Cláudio, em 1983, então dirigida por Tolentino, seu cunhado. O dinheiro serviu para a construção do aeroporto com pista de terra batida. Tolentino é réu em ação de reparação de danos ao erário. Já na gestão de Aécio, o governo de Minas desapropriou a área por R$ 1milhão.

Desde que ficou pronta, em 2010, a pista de asfalto de 30 mil m2 também serviu de base para voos panorâmicos e treinos de uma escola de formação de pilotos. Um grupo de fãs de aeromodelismo usa a pista para demonstrações nos finais de semana.

O ex-vereador Israel de Souza (PTB), que em 2004 denunciou uso indevido de dinheiro público no aeroporto, disse que se afastou da política. “Fui muito perseguido porque denunciei o que estava errado e a Justiça acatou”, afirmou. “Se o campo de aviação estava sob questionamento da Justiça, ele (Aécio)não deveria ter desapropriado.” Sobre a desapropriação da área,o tucano afirma não haver irregularidades e que o caso já está esclarecido.

? Pontos de vista

“O Aécio não fez pensando nele, pois já o vi muitas vezes indo de helicóptero

para sua fazenda. Se ele precisar, pode usar como qualquer pessoa”

Fábio da Costa Rodrigues

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DA

INDÚSTRIA MECÂNICA DE CLÁUDIO

“Fui muito perseguido porque denunciei o que estava errado e a Justiça acatou. Se o campo estava sob questionamento da Justiça, ele (Aécio) não deveria ter desapropriado”

Israel de Souza

EX-VEREADOR (PTB)

/ COLABOROU PEDRO VENCESLAU

 


O Estado de S.Paulo

26 Julho 2014 | 13h 07

Sindicato dos pilotos critica retomada de rota de Israel pela Lufthansa

Segundo membro do sindicato, decisão parece ter sido motivada por questões políticas e econômicas, não por segurança

REUTERS

O sindicato dos pilotos da Alemanha criticou a decisão da Air Berlin e da Lufthansa de retomar os voos a Israel, encerrando proibição imposta em reação a temores de que mísseis advindos da Faixa de Gaza pudessem atingir aeronaves.

A Lufthansa e a Air Belin informaram que vão retomar os voos ao aeroporto Ben Gurion, em Israel, neste sábado, no mesmo dia em que teve início uma trégua humanitária de 12 horas entre Israel e o Hamas.

A trégua vem após quase três semanas de conflito em que 940 palestinos, muitos deles civis, foram mortos, além de 37 soldados israelenses e 3 civis.

creative commons/arpingstone

Empresa retoma voos para Israel no mesmo dia em que teve início trégua

humanitária de 12 horas no conflito

Joerg Handwerg, membro do Conselho do sindicato dos pilotos alemão Vereinigung Cockpit, disse que a decisão parece ter sido motivada por fatores políticos e econômicos, e não por razões de segurança.

"Não devíamos estar voando a locais em que há tiros sendo disparados", disse Handwerg. A trégua é apenas temporária e o sistema de defesa aérea de Israel parece incapaz de segurar todos os mísseis, afirmou.

(Reportagem de Edwart Taylor e Victoria Bryan)

 


O Estado de S.Paulo

26 Julho 2014 | 11h 18

ONU encontra segunda caixa preta de aeronave caída no Mali

118 pessoas morreram em acidente aéreo

REUTERS

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou neste sábado que seus especialistas localizaram a segunda caixa preta do avião da Air Algerie que caiu no Mali durante a semana.

afp photo/sia kambou

Jornalistas filmam área em que avião da Air Algerie caiu, em Mali

As evidências iniciais do local do acidente, uma região desértica de difícil acesso, indicam que a aeronave se partiu quando atingiu o solo na manhã da quinta-feira passada, fazendo com que a hipótese de ataque seja improvável.

O número de mortos é de 118, incluindo 54 cidadãos franceses.

O presidente da França, François Hollande, disse na sexta-feira que a primeira das caixas pretas da aeronave tinha sido encontrada e seria analisada. Hollande deve se encontrar com familiares de vítimas ainda neste sábado.


O Estado de S.Paulo

Sábado, 26 de julho de 2014

Novas regras para slots valerão antes em Guarulhos

REUTERS

A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou ontem a resolução que regulamenta a alocação de slots (horários de pouso e decolagem) em aeroportos coordenados pelo órgão regulador. A resolução prevê que empresas que não alcançarem metas de regularidade e pontualidade na decolagem de voos terão seus slots redistribuídos.

As regras, publicadas pelo órgão regulador no Diário Oficial da União, têm o objetivo de minimizar o efeito da lotação de alguns aeroportos.

A Agência explicou que os porcentuais específicos de atrasos e cancelamentos estabelecidos para cada aeroporto serão definidos caso a caso, por meio de portarias. A primeira deve ser para o Aeroporto de Guarulhos( SP), em data ainda não definida. Depois, a área técnica da Anac vai analisar a necessidade de ampliar a medida para outros aeroportos .

Caso as companhias aéreas em posse dos slots não atendam metas de regularidade e pontualidade estabelecidas, as empresas podem não obter os slots solicitados para a próxima temporada, que serão distribuídos para outras companhias e novas entrantes, obedecendo ordem de prioridade estabelecida pelo regulador.

A regra será válida para aeroportos declarados coordenados pela Anac, o que pode ocorrer quando a lotação do aeroporto comprometer o uso de pistas, pátios ou terminais em determinadas horas do dia, dias da semana ou períodos do ano. Ela também será aplicável quando a lotação causar atrasos significativos no aeroporto.

Segundo a Anac, serão sujeitos à resolução os aeroportos considerados para a aviação civil que tenham nível elevado de utilização, falhas de planejamento no uso da infraestrutura, conectividade com outros aeroportos da rede ou interesse público.


Folha de São Paulo

Segunda-feira, 28 de julho de 2014

Anac leva seis anos para julgar queixa de passageiro

Segunda instância da agência de aviação analisa em 2014 casos de 2008

Há seis julgadores para 3.815 processos; de 2010 a 2013, uma a cada cinco multas aplicadas teve de ser cancelada

RICARDO GALLO

DE SÃO PAULO

As reclamações que os passageiros fazem à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) contra empresas aéreas por má prestação de serviço levam seis anos para ser totalmente julgadas pelo órgão.

Estão em julgamento em 2014 as queixas feitas em 2008, quando atuavam companhias que não existem mais, como a Webjet, incorporada à Gol, e a Trip, comprada pela Azul. Os registros de 2009, por exemplo, ainda estão na fila.

Passageiros cujas denúncias foram julgadas dizem mal se lembrar da razão pela qual procuraram a agência.

Esses julgamentos se referem a processos administrativos na Junta Recursal, a segunda instância da Anac.

É quando a empresa é multada pela agência e recorre para não ter de pagar, por infrações como prática de overbooking, extravio de bagagem e não prestação de assistência devida ao passageiro.

Nessa etapa, estão pendentes de análise e julgamento 3.815 processos administrativos, segundo a agência.

A maioria diz respeito a infrações por desrespeito ao passageiro das principais companhias de transporte regular (TAM, Gol, Azul e Avianca), mas há também recursos de empresas de táxi aéreo e de aeroportos, entre outros.

Na prática, as empresas só ficam obrigadas a pagar eventuais multas após concluído o processo administrativo --que, na maioria dos casos de desrespeito ao passageiro, acaba na segunda instância.

Isso se não decidirem recorrer à Justiça, o que retarda ainda mais o pagamento.

Nos julgamentos de segunda instância da Anac em 2014, as multas aplicadas às empresas aéreas foram de R$ 7.000 e R$ 10 mil, na média.

Em situações excepcionais (multas de R$ 50 mil ou mais, por exemplo), o processo pode ir à terceira instância.

FALTA DE PESSOAL

A demora no andamento se dá por falta de gente. A junta tem seis servidores para analisar e julgar milhares de recursos. A agência disse que colocará mais duas pessoas "em curto espaço de tempo".

"O corpo técnico da Anac é super qualificado, mas falta pessoal para dar conta de tanto volume de processos", diz Guilherme Amaral, advogado de companhias aéreas.

O maior interesse das empresas, disse, é que a penalidade seja aplicada de modo correto, em prazo adequado.

Também contribuem as características do andamento dos processos, que chegam a voltar à primeira instância, a fim de corrigir erros.

Há outra explicação: em 2008 e 2009, houve um boom de infrações que, segundo a Anac, se deveram à "intensificação de fiscalização" em razão de "ocorrências que prejudicaram o setor aéreo".

A Anac analisa todas as queixas recebidas. A considerar a média atual (1.877 processos analisados por ano, de 2010 a 2013), se nenhum fiscal apontar irregularidades nas empresas ou se os passageiros deixarem de reclamar, a junta levará dois anos só para julgar o que tem em mãos.

A lentidão não resulta necessariamente em eficiência.

Segundo a própria Anac, 21,75% das multas --uma a cada cinco-- foram canceladas de 2010 a 2013, o que significa que as empresas não precisaram pagar. Isso ocorre por falhas no processo, como um erro durante a fiscalização.

Em 71,25% dos casos, a segunda instância confirmou a multa dada pela primeira e, em 7%, a reduziu.

"Nem me lembrava direito", afirma o publicitário Daniel Boa Nova, 32, que, em 2008, foi à Anac depois que o voo da Ocean Air (hoje Avianca) atrasou mais de quatro horas, recurso que só foi julgado em junho passado.

"Se é para funcionar assim, melhor até parar."

OUTRO LADO

Trâmite rigoroso leva a demora, diz agência

Anac atribuiu a grande demora no julgamento das multas aplicadas a um "regular e rigoroso trâmite processual"

Segundo a Anac, multas anuladas têm caído ano a ano; número de julgadores subirá de seis para oito

DE SÃO PAULO

A Anac atribuiu a demora nos julgamento dos processos "a um regular e rigoroso trâmite processual", que pode chegar a até três instâncias administrativas.

O formato de colegiado da Junta Recursal, a segunda instância da agência, "oferece mais segurança às decisões, tanto nas questões processuais quanto das de matérias aeronáuticas".

Do mesmo modo, assegura "o pleno atendimento dos princípios constitucionais" aos entes regulados --companhias aéreas, por exemplo.

Em alguns casos, diz a Anac, os processos voltam à primeira instância para serem saneados (para correção de falhas, por exemplo).

A demora também se deve a um grande número de multas aplicadas em 2008 e em 2009, por falhas no setor aéreo em todo o país. No final de 2008, por exemplo, a Anac multou a Gol por atrasos que chegaram na ocasião a 40% dos voos no Brasil.

Ainda não havia à época resolução implantada em 2010 que prevê direitos progressivos para os passageiros em caso de atraso, cancelamento ou overbooking.

Sobre falta de pessoal, a Anac disse que a segunda instância começou com cinco servidores, já teve três e hoje atua com seis pessoas --serão oito, em breve.

Conforme a agência, o setor técnico, responsável pelos julgamentos de primeira instância, "vem aperfeiçoando os seus procedimentos".

A Anac disse ainda ter aplicado cursos aos servidores que atuam nessas áreas.

Em relação às multas, a agência disse que seu interesse é atingir os "objetivos regulatórios" de educar a empresa multada de maneira que evite a recorrência do "comportamento inadequado, o que, ao final, proporcionará qualidade aos serviços e segurança nas operações".

CANCELAMENTO

Quanto a cancelar multas, a Anac diz que o índice vem caindo ano a ano: foram 25% em 2010, 29% em 2011, 19% em 2012 e 14% em 2013.

A agência diz que o cancelamento se dá principalmente por falhas no processo. Mas o fato de a anulação ocorrer não significa que a "imperfeição" detectada --o mau atendimento da empresa-- não tenha sido sanado, o que atende aos objetivos de fiscalizar.

Em 2012, o TCU (Tribunal de Contas da União) chamou a atenção da Anac para o índice de multas canceladas.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que tem como associadas TAM, Gol, Azul e Avianca, diz ser sempre positiva a rapidez nos processos da Anac. "Com as resoluções dos procedimentos, ficam mais claros os direitos e deveres de todos."

A entidade afirma que as próprias companhias aéreas promovem investigações internas para que orientem treinamentos e mudança de procedimentos.

Diz também que as considerações dos consumidores ajudam as empresas a melhorar a performance.

(RG)


Folha de São Paulo

26/07/2014 18h03

Air France-KLM quer plano para conter aéreas rivais de baixo custo

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Air France-KLM registrou um forte aumento no lucro do segundo trimestre e anunciou um novo plano de 2015 a 2020 nesta sexta-feira (25) para recuperar participação de mercado de rivais de baixo custo na Europa, o que ajudava a impulsionar suas ações na bolsa.

A segunda maior companhia aérea da Europa em receita se juntou à sua maior rival, a Lufthansa, na tentativa de reconquistar negócios de empresas líderes em baixo custo, como a easyJet, e disse que está preparada para usar aquisições para atingir seu objetivo.

A Air France-KLM tem reduzido custos e dívida como parte de seu plano "Transform 2015", que deve terminar em poucos meses.

O novo plano, batizado de "Perform 2020", irá se concentrar na manutenção da sua posição nos mercados de longa distância, ao mesmo tempo em que buscará atingir crescimento nos mercados de curta distância. Os detalhes serão anunciados em setembro.

Divulgação

Aeronave A380 da Air France; companhia área tenta se planejar para competir com rivais de baixo custo

"A consolidação do setor de baixo custo está em curso e nós queremos participar", disse o presidente-executivo Alexandre de Juniac.

As ações da Air France-KLM, que caíram no início deste mês para uma mínima de cinco meses de € 8,20, subiam 4,86% às 7h18 (horário de Brasília), a € 9,04.

A Air France-KLM teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de € 641 milhões (US$ 862,2 milhões) no segundo trimestre, avanço ante os € 510 milhões registrado um ano antes.

Sua margem operacional bruta aumentou para 9,9%, ante 7,8%, sobre vendas que subiram 1,7% em uma base comparável, a € 6,451 bilhões.


O Globo

Segunda-feira 28.7.2014

Aerus

Dos leitores

Hoje, a União acata o que quiser, como quiser e se quiser as decisões do STF, seja de forma manifesta ou latente. Vejamos o caso Aerus, em que 10 mil velhinhos/as sofrem humilhação e penúria por mais de oito anos, enquanto o alto clero os despreza fingindo acordos que são sabotados após meses de expectativa e sofrimento. Se, ao menos, se dignassem a assumir a responsabilidade mensal, trariam vida a todos, muitos dos quais doentes por conta da carência de tudo para uma existência digna.

O restante poderia ser equacionado até no próximo governo. Mas quem está em risco de morte tem muito mais pressa que os que estão presos, mesmo porque estão na iminência de serem pontos apagados definitivamente, enquanto os presos são pontos temporariamente fora da curva.

ALBERTO CLEIMAN

RIO

 


O Globo

Segunda-feira 28.7.2014

Heliponto

Dos leitores

Gente, não quero questionar o direito de ninguém, mas a turma que usa o heliponto da Lagoa está passando dos limites. É sobrevoo na orla e passagem sobre os prédios próximos a todo instante. O barulho é insuportável o dia inteiro e, por vezes, à noite.

Cadê a fiscalização? Por favor, respeitem as regras e o direito dos “simples mortais”.

PAULO MAIOR

RIO

 


O Globo

27/07/2014 22:23

Presidente da Boeing se desculpa por dizer que ‘faz empregados encolherem de medo’

Sindicalistas se ofenderam com frase durante teleconferência com analistas de mercado

POR O GLOBO

RIO - O jornal “The Seattle Times” publicou uma nota afirmando que o presidente da Boeing, Jim McNerney, pediu desculpas após dizer que os empregados da companhia que dirige se “encolhem de medo” durante sua gestão. A frase gerou protesto entre os trabalhadores e o sindicato da categoria considerou a fala “uma observação sem graça e desnecessária”, segundo o jornal.

McNerney fez a declaração na quarta-feira, durante uma teleconferência com analistas de mercado. Questionado se estava em vias de se aposentar quando completasse 65 anos, ele disse que “meu coração ainda está batendo e os empregados continuarão a se encolher de medo”. Na sexta-feira, McNerney enviou nota de desculpas a todos os funcionários dizendo que o comentário foi "uma piada de mau gosto", informou o jornal.Ele disse que não teve a intenção de desrespeitar ninguém.

Os sindicalistas de Seattle consideraram a fala ofensiva e o presidente da instituição, Tom Buffenbarger, afirmou que a fala de McNerney mostra que o estilo bélico de gerenciamento de Jack Welch (ex-presidente da GE, conhecido pro sua frieza e sinceridade e que demitia pessoas para equilibrar as contas da empresa) ainda está vivo na Boeing.


O Globo

Um sobrevoo na área dos destroços do avião da Air Algerie que caiu no Mali

O Globo

Vídeo mostra imagens dos destroços do avião da Air Algerie que caiu no Mali

Veja o vídeo no G1


G1

28/07/2014 00h52

Cientista diz que voo MH370 estava no ar quando buscas começaram

Após desaparecimento avião enviou avisos eletrônicos. Desaparecido há mais de quatro meses, localização do avião é o maior desafio da aviação no mundo.

FANTÁSTICO

Veja vídeo no site do G1

Como explicar o sumiço de um Boeing 777, com toda a tecnologia que existe hoje em dia? A localização do avião da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de quatro meses, é o maior desafio da aviação civil no mundo.

Um setor que, nos últimos dias, foi abalado por três grandes tragédias. Quinta-feira, 17 de julho, outro avião da Malaysia cai na Ucrânia, provavelmente abatido por um míssil, 298 mortos. Quarta-feira, 23 de julho: um pouso forçado de um turbo-hélice em Taiwan mata 51 pessoas. Quinta-feira, 24 de julho: um MD 30 da Air Algerie cai na África e 116 pessoas morrem.

Mas, de todos os acidentes aéreos recentes, que não foram poucos, sem dúvida o mais misterioso, talvez o mais misterioso de todos os tempos, é o do voo MH370, da Malaysia Airlines. No dia 8 de março, esse voo saiu de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim, na China.

Com cerca de uma hora de voo, a trajetória foi bruscamente alterada, todas as comunicações foram todas interrompidas e o avião desapareceu. Era um Boeing 777 com 239 pessoas a bordo. A BBC de Londres preparou um documentário especial sobre esse voo que você vê agora com exclusividade no Brasil.

Quando o voo MH 370 desapareceu, os parentes de quem estava a bordo mergulharam em um pesadelo. Os cientistas que investigavam o acidente buscavam pistas onde não havia nada.

Na sexta-feira, 7 de março de 2014, os pilotos do MH 370 foram filmados ao passar pela segurança. O que estes homens fizeram nas horas seguintes? Eis aí o mistério.

Controle do voo: Malaysia 370, solicite o seu nível.

Piloto: 370, estamos prontos. Malaysia solicita nível 350 para Pequim.

Estas são as gravações daquela noite.

Controle do voo: 370, pista 32 direita liberada para decolagem.

Piloto: Ok, pista 32 direita, liberada para a decolagem. Obrigado. Boa Noite.

Às 00h41, o Boeing 777 alçou voo rumo a Pequim. A bordo, 227 passageiros e 12 tripulantes.

“Nenhum drama, nenhuma razão para imaginar que algo anormal aconteceria”, diz um homem.

O modelo 777 foi lançado há 19 anos, mas ainda é tão moderno que voa praticamente sozinho. Os pilotos podem se comunicar com qualquer parte do globo, usam rádio de alta frequência, um serviço de mensagens de texto chamado acars e uma conexão por satélite para chamadas de voo e envio de dados.

“Você digita sua rota no computador, desde o ponto inicial até o destino”, explica Stephen Landells, ex-piloto.

Menos de um minuto depois de decolar, os pilotos do MH370 receberam ordem para alterar a rota.

Controle do voo: Suba ao nível 180, cancele a rota planejada, vire à direita na direção Igari.

Piloto: Ok, nível 180 direto a Igari, Malaysia 370.

Essa era uma rota mais direta para Pequim, passando por um ponto fixo chamado Igari. Pontos fixos são coordenadas num mapa, usadas por controladores e pilotos para orientar a navegação.

Controle do voo: Malaysia 370, suba para o nível 350.

Piloto: Nível 350, Malaysia 370.

Os controladores seguiam o voo usando uma tecnologia dos anos 30: o radar. Existem dois tipos de radar. O radar primário localiza as aeronaves ao emitir pulsos eletromagnéticos, e registrar quando eles atingem um objeto no céu e são refletidos. Alcançam cerca de 150 km.

“Mas, o radar primário não é super preciso. O máximo que ele consegue dizer é que encontrou um avião, a tal distância, em tal posição”, conta David Stupples, professor de engenharia eletrônica.

Para aumentar a vigilância, os controladores usam um outro radar, mais sofisticado: o secundário. “É a parte de cima, retangular”, mostra Stupples.

O radar secundário tem maior alcance. Ele manda um sinal para um equipamento no avião, chamado transponder. E é o transponder que envia um sinal de volta, identificando o avião, a altitude e a rota.

Com 38 minutos de voo, os controladores que estavam na Malásia viam claramente o MH370 no radar secundário. À medida em que o avião chegava ao limite do espaço aéreo do país, os pilotos foram orientados a contatar o controle do Vietnã.

Estas são as últimas palavras vindas da cabine de comando.

Controle de voo: Malaysia 370, contate Ho Chi Minh 120 decimal 9. Boa noite.

Piloto: Boa noite. Malaysia 370.

À uma hora, 24 minutos e quatro segundos, os controladores da Malásia viram, pelo radar secundário, o avião passar pelo ponto fixo Igari. Nove segundos depois o transponder do avião, crucial para a visibilidade no radar secundário, parou de funcionar.

Os pilotos não fizeram contato com o controle do Vietnã. E o Boeing 777 nunca mais foi visto no radar secundário. Dezessete minutos se passaram até os controladores do Vietnã contarem seus parceiros da Malásia.

“É muito estranho esse tempo todo 17 minutos. Normalmente não se passam nem dois minutos até se perceber que um voo sumiu”, afirma Doug Maclean, ex-controlador de voo.

“Se o transponder está funcionando, então dá para acompanhar a rota toda pelo radar secundário”, diz Stupples.

Mas o MH 370 não aparecia mais no radar secundário. E ali era longe demais para os radares primários. “Então o avião fica invisível”, explica Stupples.

Quatro horas depois de o Boeing sumir, começou uma busca no sul do mar da China.

Porta voz: Nós, não achamos nada, nada mesmo.

A mais de 10 mil km dali, em Londres, um cientista começava a achar que o Boeing não tinha caído na região das buscas.

“Ouvi a notícia na BBC e pensei: esse avião deve ter equipamentos da Inmarsat. Talvez a gente tivesse dados que pudessem ser úteis aos investigadores”, conta Alan Schuster Bruce, engenheiro da Inmarsat.

O cientista Alan Schuster Bruce trabalha na Inmarsat, que fabrica os equipamentos de comunicação por satélite de muitas aeronaves. O último contato do MH 370 ficou registrado numa estação terrestre em Perth, na Austrália.

“Se um avião fica 60 minutos sem comunicação, a estação manda um sinal, perguntando: você ainda está aí? E o avião responde somente: sim. Isso se chama de aperto de mão, ou de ping”, explica Alan Schuster.

Estarrecido, Alan descobriu sete apertos de mão eletrônicos entre o avião e a estação de terra, com uma hora de diferença entre eles. E todos aconteceram depois de o avião desaparecer.

“O Boeing voou por muitas e muitas horas depois do último contato”, afirma Alan Schuster.

As equipes de busca procuravam destroços de um avião que, na verdade, ainda estava voando. Mas para onde?

“Percebemos que era possível obter ainda mais dados das estações. Isso permitiria medir a distância entre o avião e nossos satélites. E poderíamos chegar a pontos mais precisos por onde o voo tinha passado”, conta Alan Schuster.

Depois de alguma relutância, a Malaysia Airlines mandou para o grupo de Alan mais informações sobre a posição do avião. Eram secretas, vindas de radares militares. Novo cruzamento de dados, e uma estranha conclusão: depois de perder contato, o MH 370 tinha desviado, inexplicavelmente, para sudoeste, totalmente fora do caminho para Pequim. Até virar novamente, dessa vez para o Noroeste. Tudo isso levantou uma possibilidade sinistra.

Porta-voz: Uma ação intencional de alguém dentro do avião.

“Claro que isso não prova que houve sequestro, ou que foi algo criminoso feito pela própria tripulação. É uma possibilidade", diz Tony Cable, investigador de acidente aéreos.

Uma semana se passou, e nada. Chris Ashton, também da Inmarsat, tentava descobrir: depois daquele último ponto em que o avião foi visto pelos radares militares da Malásia ele foi para o norte ou para o sul?

“De repente os gráficos fizeram sentido, as contas bateram, resolvemos”, lembra Chris Ashton, empresário. O voo MH370 tinha seguido para o sul. “O avião tinha ido para o meio do Oceano Índico. Onde não havia lugar para pousar”, conta Ashton.

Mas como explicar essa rota sem sentido? O investigador Tony Cable levanta uma possibilidade. E lembra de um Boeing 737 da empresa grega Helios, que caiu em 2005, depois de perder contato, igual ao MH 370.

“Deu tempo de dois caças emparelharem com o avião. Viram a poltrona do comandante vazia, o copiloto desacordado sobre o painel de controle, e máscaras de oxigênio soltas na cabine”, explica Tony Cable.

Foi uma falha de pressurização. Eles desmaiaram por falta de oxigênio, e o voo continuou no piloto automático. Mas nem todo mundo estava desacordado no Boeing.

“O pessoal dos caças viu um comissário de bordo se sentar no posto do comandante. Ele parecia ter um cilindro de oxigênio para respirar e estava tentando salvar o avião, tentando pilotar”, conta Cable.

Mas, não teve sucesso. Depois que o combustível o Boeing grego caiu. Será, então, que aconteceu a mesma coisa com o MH 370? Os pilotos desmaiaram, alguém tentou pilotar numa rota inexplicável até que o combustível terminou?

No Brasil, o comandante Marco Antônio Cerdera, instrutor de voo, lembra que não faz parte do treinamento dos comissários de bordo aprender a interferir nos controles de um avião. “Só se alguém explicou para ele como que é isso”, Marco Antônio Cerdera, instrutor de voo.

As informações cruciais estão nas caixas pretas, que registram tudo o que acontece em voo. Mas como achá-las? Em Londres, os cientistas chegam a conclusões cada vez mais precisas.

“Chegamos a uma rota que confere com todos os dados que reunimos. E ela dá a área mais provável para o avião ter caído”, aponta Ashton.

Em algum ponto do fundo do mar. As caixas pretas emitem sinais pra serem encontradas. Mas, as baterias duram só 30 dias.“Para nós, das buscas, 30 é o número mágico”, explica Chris Moore, líder das buscas.

Seguindo as indicações da possível rota, foram deslocados para área equipamentos de última geração. Microfones ultrassensíveis, que chegaram a captar sinais. Mas, nada foi encontrado. Era pior do que buscar uma agulha num palheiro. Porque não havia nem palheiro.

No sábado, 8 de março de 2014, o MH370 decolou para um voo de rotina rumo a Pequim. Menos de 40 minutos depois, desapareceu. Um esforço global prossegue.


G1

27/07/2014 06h00

Caixas-pretas do avião acidentado no Mali serão enviadas à França

Objetos que serão analisados foram localizados nos últimos dois dias.

Voo que seguia para a Argélia estava com 118 pessoas a bordo.

Da EFE

Foto mostra destroços do avião espalhados no local do acidente na região

de Gossi, no Mali (Foto: Sia Kambou/AFP Photo)

 

 

As caixas-pretas do avião espanhol que caiu na quinta-feira (24) no leste do Mali quando realizava um voo para a Air Algérie serão levadas à França em algumas horas ou alguns dias para serem lidas pelo organismo francês especializado em acidentes aéreos, o BEA.

O diretor do Organismo de Investigação e Análise (BEA), Rémy Jouty, explicou em entrevista transmitida neste domingo (27) pela emissora 'France Info' que será seu laboratório que interpretará o conteúdo das duas caixas-pretas, inicialmente transportadas desde o local onde caiu o MD-83 da companhia espanhola Swiftair até Gao, a cidade mais próxima.

Jouty assinalou que já que o acidente aconteceu no Mali, juridicamente é o país que comanda a investigação, mas suas autoridades quiseram "se beneficiar da experiência e da assistência técnica do BEA". Embora tenha dito que é breve demais para adiantar se o estado das caixas-pretas permitirá explorá-las, o diretor do BEA lembrou que elas são projetadas para resistir impactos violentos e incêndios, por isso que espera poder obter dados úteis.

Os especialistas do BEA estão no ponto onde caiu a aeronave para, à vista do que encontraram, obter informações sobre "a configuração e o estado do avião antes do impacto", ou seja, se estava completo e em que velocidade ele caiu.

Isso inclui determinar se estão ali o conjunto dos destroços da aeronave ou se faltam, como alguns sugeriram levando em conta o espaço tão reduzido no qual estão localizados (nove hectares, de acordo com a descrição feita pelo ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius).

Perguntado sobre o fato de que responsáveis políticos franceses tenham adiantado que as más condições meteorológicas são uma das hipóteses para explicar o acidente, Jouty especificou que "a meteorologia é uma circunstância, nunca a causa de um acidente".

"A questão que se levanta e que terá que ser examinada na investigação é: frente a uma situação meteorológica de tempestades que não é excepcional nesta região, que decisões tomaram os pilotos? É um trabalho que terá que ser feito nos próximos dias e nas próximas semanas", argumentou.

Sobre o tempo que demorará a investigação, Jouty lembrou que em "uma grande catástrofe aérea" como esta a experiência mostra que com frequência é preciso dois anos, e reconheceu que isso pode ser doloroso em particular para os familiares das vítimas, mas insistiu: "Devemos uma explicação o mais precisa e o mais completa possível.


G1

26/07/2014 10h32

Piloto de avião que caiu na Bahia sai de coma induzido

Boletim médico de Ana Maira foi divulgado na manhã deste sábado (26).

Avião em que vítima estava caiu na quinta (24), no oeste do estado.

Do G1 BA

A piloto Ana Maira Moraes que estava a bordo do avião de pequeno porte que caiu na quinta-feira (24), na divisa de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, oeste baiano, saiu do coma induzido conforme o boletim médico divulgado na manhã deste sábado (26).

Ela e o fotógrafo Rui Rezende, que também estava no avião, permanecem internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Oeste, onde estão desde a noite de quinta-feira.

Apesar de ter saído do coma, o estado de saúde de Ana Maira é grave, porém estável. Já o fotógrafo Rui Rezende continua sedado e tem quadro grave e instável. Ele sofreu uma lesão na coluna.

A Força Aérea Brasileira (FAB) afirma que a dupla realizava um voo panorâmico por cima de uma plantação de algodão, que seria fotografada por Rezende, quando caiu por volta das 11h de quinta-feira.

A FAB explica que é considerada experimental a aeronave regularizada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas que não é homologada. Neste caso, a Polícia Civil é responsável pela perícia do avião.

Avião caiu com dois passageiros em Barreiras

(Foto: Sigi Vilares / Blog Sigi Vilares)

 


G1

25/07/2014 10h11

Aeroportos saturados terão regra mais rígida para pouso e decolagem

Uso ineficiente pode levar empresas aéreas a perderem slots.

Nova resolução da Anac foi publicada nesta sexta (25).

Fábio Amato

Do G1, em Brasília

Grandes aeroportos brasileiros que estejam saturados vão contar com uma nova regra para a distribuição de slots (horários para pousos e decolagens). O objetivo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é garantir o uso eficiente da infraestrutura desses aeroportos.

Aeroporto de Confins, em Minas Gerais

(Foto: Acervo Infraero)

A resolução que trouxe a nova regra foi publicada na edição desta sexta-feira (25) do Diário Oficial da União. Ela vinha sendo discutida desde fevereiro do ano passado, quando a Anac publicou a proposta para os chamados aeroportos coordenados (que operam no limite da sua capacidade).

De acordo com a resolução, será declarado aeroporto coordenado todo aquele “cujo nível de saturação comprometa qualquer um dos componentes aeroportuários críticos (pista, pátio ou terminal), seja em determinadas horas do dia, ou dias da semana, ou períodos do ano.”

Ao ser declarado coordenado, portanto, um aeroporto passa a ter regras mais rígidas de distribuição de slots. As empresas aéreas que atuam ali terão que cumprir metas de pontualidade e regularidade nas chegadas e partidas, sob o risco de perder a autorização de operar no aeroporto.

De acordo com o texto, nesses casos, será considerado uso pontual do slot o pouso ou decolagem realizado até 30 minutos depois do horário previsto.

Essa resolução também facilita a entrada de empresas aéreas que detenham hoje pouco ou nenhum slot nesses aeroportos. Tratam-se de terminais com alto movimento de passageiros e, por isso mesmo, alvo de interesse das companhias. Ao facilitar a chegada de novas empresas, a intenção é aumentar a concorrência.


Hoje em Dia - MG

27/07/2014 08:29

A aposta no pequeno Tupã

Bruno Porto - Hoje em Dia

axisaero divulgação

A Axis afirma que pretende revolucionar mercado da aviação executiva com o Tupã

Redução de custos operacionais da ordem de 25% e uma velocidade de cruzeiro 40% acima das aeronaves de mesmo porte no mercado tradicional. Essas são as principais características do AX-2 Tupã, avião em desenvolvimento em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, pela Axis Aeroespacial, empresa que sustenta a tese de que irá revolucionar o mercado da aviação executiva com um modelo de aeronave com opções de 4, 6 e 8 lugares, e com custos de aquisição, operação e manutenção bem mais acessíveis.

O projeto tem orçamento de R$ 24 milhões e é bancado com recursos da Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Já foram liberados, desde 2012, de acordo com a Fapemig, R$ 7 milhões para a fase de desenvolvimento do projeto científico, em que foram realizados estudos de viabilidade tecnológica, econômica e comercial.

Como os estudos atestaram a viabilidade, foi aprovado recentemente o desembolso para a segunda fase, que consiste no desenvolvimento da Prova de Conceito” (proof -of- concept), uma espécie de protótipo. Serão injetados mais R$ 5 milhões.

“Os estudos e relatórios que nos foram enviados apontaram no sentido de uma aeronave altamente competitiva. Falta ainda atestar o sucesso em seu comportamento aeronáutico, que virá com os testes de segurança nessa nova fase”, disse o presidente da Fapemig, Mário Neto Borges.

Novo propulsor

O diretor da Axis Aeroespacial, Daniel Martins Carneiro, destaca as inovações contidas em todo o processo, mas frisa que não há novas tecnologias, e sim novos conceitos.

“Estamos desenvolvendo um propulsor do tipo Ducted Fan, que é um propulsor tipo hélice, com muitas pás. Outra coisa inovadora é a utilização de motores energeticamente mais eficientes. Em relação à configuração do avião, pela colocação dos motores no interior da fuselagem para redução de arrasto e peso estrutural, com acionamento externo para os propulsores, se configuram também como métodos inovadores”, afirmou.

Carneiro projeta o primeiro voo de teste da aeronave para 2016, caso corra tudo dentro do planejado e não apareçam restrições legais no meio do caminho. Nesse sentido, ele já iniciou conversas informais com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pretende, em breve, iniciar os contatos formais. A disponibilização do Tupã no mercado ainda dependerá de outros fatores, como a certificação. Não há prazo definido.

A ideia do Tupã amadureceu com o tempo. Ela surgiu há mais de 20 anos, quando engenheiros do curso de Engenharia Aeronáutica do Centro de Estudos Aeronáuticos, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que eram também pilotos, começaram a tratar do assunto auxiliados por alguns professores. “O que antes parecia impossível foi se tornando ‘apenas’ difícil, e foi ganhando corpo até que, anos após, foi criada a Axis com o propósito de levar esse projeto adiante”, disse Carneiro.


Diário da Manhã - GO

25/07/2014 às 16h37.

Ano negro para a aviação civil mundial, em oito dias 464 mortes

DIÁRIO DA MANHÃ

ANA CLÉIA SOUZA

Em se tratando de segurança aérea, 2014 está sendo marcado por vários desastres. Ao todo, 464 vítimas da tragédia da aviação civil mundial.

Começando pelo voo MH370 que desapareceu dos radares 50 minutos após a decolagem. O voo saiu de Kuala Lumpur e tinha como destino Pequim. Vários países se envolveram na busca da aeronave da Malaysia Airlines, sem sucesso.

Malaysia Airlines parece sofrer algum tipo de onda de azar, desta feita uma aeronave da companhia cai com 298 pessoas a bordo. A suspeita é a de que o boeing foi abatido por um míssil, lançado por separatistas no leste da Ucrânia. Região de conflito entre rebeldes pró-Rússia.

Um tufão pode ter sido a causa da queda do avião ATR 72-500 da companhia taiuanesa TransAsia Ariwys, morreram 48 pessoas.

Nesta sexta-feira, o presidente da França, François Hollande, afirmou que não há sobreviventes no acidente do avião da Air Algérie que caiu no Mali.

O número de incidentes nos primeiros sete meses de 2014 contrasta com o balanço de 2013, quando de acordo com a Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) houve um recorde de segurança, apesar dos mais de 3 bilhões de passageiros transportados.

Ano negro para a aviação civil mundial, em oito dias 464 mortes.

Foto: Divulgação/Internet

Destroços do avião da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia.

Foto: Divulgação/Internet

O que sobrou da aeronave que caiu na Ucrânia.

Foto: Divulgação/Internet

Com informações nordeste1.com e G1.

 


Bahia Econômica

27/07/ - 16h38m

Wagner promete finalizar obra no aeroporto de Barreiras

Os candidatos da coligação Pra Bahia Mudar Mais, Rui (governador), Leão (vice) e Otto (senador) viajaram nesse domingo para a região de Irecê, passando por sete cidades, com carreatas, concentração popular e corpo-a-corpo com a população.

Na chegada ao aeroporto de Irecê, uma grande concentração de pessoas esperava a a comitiva que de lá saiu em carreata para Ibipeba, Barrado Mendes, Barro Alto, Canarana, Lapão e Jussara.

Na noite do sábado, depois de passar por Barreiras, Rui Costa foi a São Desidério, onde em discurso assumiu compromisso de iniciar e concluir o sistema de esgotamento sanitário da cidade, além de finalizar obra semelhante em Barreiras.

Depois, em Catolândia, na festa que comemorou os 52 anos de emancipação do município, Rui e Otto Alencar lembraram os 51 anos de isolamento provocados pela falta de uma estrada ligando à cidade vizinha. “Estamos concluindo a ligação a São Desidério e indo mais além, trazendo os trilhos da Ferrovia Oeste Leste para a região, resolvendo os gargalos logísticos enfrentados pelos produtores de frutas e grãos e ajudando a acabar de vez com o sentimento de separatismo no Estado”. Otto enfatizou que o Governador Jaques Wagner é o governador que pagou as promessas feitas por outros governos.

A regionalização das ações e serviços do Estado, rompendo as barreiras e distâncias entre o Oeste e a capital foi enfatizada no discurso de Rui Costa, que credita na Fiol a estrutura capaz de atrair empresas e mais empregos para a região.

“Além disso, estamos implantando uma universidade federal, com curso de medicina”, lembrou Rui. "O povo vai comparar e escolher quem vai construir o futuro”, observou. “O ex-governador nunca fez projetos para desenvolver o Oeste e Wagner fez diferente, por isso terei condições de fazer muito a partir da base construída por ele”.

O governador Jaques Wagner, ao lado do senador Walter Pinheiro, participou do evento e garantiu que a obra do aeroporto de Barreiras será finalizada, com o alargamento da pista e ampliação do terminal de passageiros.

O senador Walter Pinheiro, coordenador político da campanha, defendeu o nome de Rui, como governador que pode fazer mais pela Bahia porque conhece o estado, tem capacidade e sabe o que tem que ser melhorado, Pinheiro pediu voto para Otto, frisando que no Senado a Bahia precisa da força, trabalho e potencial dele e ainda convocou a militância: “Temos lado; então põe a bandeira no ombro, carregue a sua bandeira e vamos pra campanha".


A Tarde - BA

Seg, 28/07/2014 às 07:54

Aviação Regional ganha programa de Desenvolvimento

Luci Ribeiro

ESTADÃO conteúdo

O governo federal publicou nesta segunda-feira, 28, no Diário Oficial da União (DOU) a Medida Provisória 652, que cria o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR). Com a medida, o governo pretende, entre os objetivos, aumentar o acesso da população brasileira ao sistema aéreo de transporte, facilitar o acesso a regiões com potencial turístico e ampliar o número de municípios e rotas atendidos por transporte aéreo regular de passageiros.

Para viabilizar o programa, a MP autoriza a União a conceder subvenção econômica em algumas circunstâncias, entre elas para pagamento dos custos relativos às tarifas aeroportuárias e de navegação aérea em aeroportos regionais, para pagamento dos custos correspondentes ao Adicional de Tarifa Aeroportuária e para pagamento de parte dos custos de voos em rotas regionais.

Segundo o texto, os subsídios não contemplarão tarifas de armazenagem e de capatazia e serão concedidos somente para as empresas concessionárias de serviços aéreos regulares de transporte de passageiro e para as empresas que operam ligações aéreas sistemáticas.

"As empresas interessadas em aderir ao PDAR deverão assinar contrato com a União, que conterá as cláusulas mínimas previstas no regulamento", diz a MP. "O pagamento da subvenção econômica será efetuado mediante a utilização de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, alocados nos orçamentos da União, observada a dotação orçamentária destinada a essa finalidade", acrescenta.

O programa, segundo vários anúncios já feitos pelo governo, deve favorecer 270 aeroportos regionais no País. O anúncio da proposta para melhorar a infraestrutura de terminais regionais foi feita pela primeira vez no fim de 2012. O objetivo é assegurar que as cidades de médio porte do Brasil sejam servidas por aeroportos que não fiquem situados a mais de 100 quilômetros de distância.

Em maio, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro de Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou que o subsídio deverá ter um teto de R$ 1 bilhão ao ano e será direcionado principalmente a voos atuais, e não a novas rotas. Segundo a Medida Provisória, caberá ao Poder Executivo regulamentar o programa, especialmente em relação às condições gerais para a concessão dos subsídios e sua vigência.


A Gazeta do Acre

26/07/2014 20:52:53

Infraero estuda interditar Aeroporto de Rio Branco entre outubro até dezembro

TIAGO MARTINELLO

Interdição pode ocorrer das 8h da manhã até meia-noite

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) confirmou ontem ao jornal A GAZETA que há uma proposta para a interdição da pista de pousos e decolagens do Aeroporto de Rio Branco. Não é nada oficial ainda, mas a ideia é que o aeroporto seja interditado entre os dias 1º de outubro até 15 de dezembro, no período das 8h da manhã até a meia-noite. Ou seja, a pista ficaria fechada e os voos restritos à madrugada durante 76 dias.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Infraero, esta interdição servirá para a realização de obras de reforma completa dos 2.158 metros da pista do complexo aeroportuário. A Infraero ressaltou que ‘esses trabalhos são essenciais para a manutenção da segurança das operações de pousos e decolagens no Aeroporto de Rio Branco’.

A Infraero também destacou que este cronograma ainda não é definitivo. Ele pode passar por mudanças a qualquer momento. Inclusive, a Assessoria afirmou que as obras ainda não foram licitadas e nem sequer foi emitido o NOTAM (aviso aos navegantes) para interdição da pista.

O que a empresa estatal fez foi avaliar a necessidade extrema das obras para o aeroporto, que já possuía um histórico de problemas na pista. Daí, a Infraero avaliou os impactos da interdição e chamou as companhias aéreas de grande e pequeno porte e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para conversar sobre a possível interdição. Após várias reuniões, as empresas e a Anac acordaram que este seria o melhor período para a realização das obras.

A Infraero avisou que, quando houver mais definição para o cronograma dos trabalhos de recuperação, ela vai informar para a toda a sociedade acreana.

(Foto: Cedida)

 


Portal Terra

28 de julho de 2014 • 08h50

Setor aéreo deve ter maior gasto desde 11 de setembro

Economia

Escombros do avião foram encontrados no Mali após queda

Foto: Joe Penney / Reuters

A série de acidentes aéreos das últimas semanas, que vitimou mais de 600 pessoas, fez com que o setor fizesse uma previsão de perdas anuais de aproximadamente US$ 1,2 bilhão, o ano mais caro desde os ataques de 11 de setembro de 2001 às torres do World Trade Center, nos Estados Unidos. De acordo com a Sky News, o aumento de custos está relacionado ao mercado de seguros e às rotas mais longas, já que as companhias aéreas não irão mais sobrevoar algumas áreas da Ucrânia – onde um avião civil foi derrubado, matando quase 300 pessoas.

Conflitos recentes no Oriente Médio e parte da África geram mais atenção do mercado de seguros, segundo a Sky News. Algumas empresas aéreas estão exigindo detalhes exatos do caminho de voo e irão reconsiderar a rota caso o avião passe próximo a locais de conflitos. De acordo com a publicação, os consumidores não devem ser atingidos pela alta do preço dos seguros, mas a mudança de rotas e voos mais longos devem encarecer os bilhetes devido aos preços dos combustíveis.

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