AeroClipping, quinta-feira, 09/10/14 - ano XII - nº 27

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O Globo

Ex-funcionários da Varig protestam por benefícios

Santos Dumont vai receber obras de climatização

O Estado de S.Paulo

Linhas aéreas de açúcar

Air France alerta para impacto da greve no lucro de 2014

Metalúrgicos da Embraer atrasam início dos trabalhos e aprovam aviso de greve, diz sindicato

Folha de São Paulo

Aeroporto com funcionários digitais é previsto para o futuro do turismo

Sem obra no aeroporto, favelas 'renascem'

Cumbica centraliza 80% dos voos internacionais em novo terminal

G1

Piloto achado após três dias passa bem, diz família

Base Aérea de Boa Vista abre as portas para visitação e atividades

Aeroporto de Brasília ganha voo semanal para República Dominicana

Aeroportos terão que reduzir tempo de desembarque dos voos internacionais

Carrinhos de bagagem viram réplicas de aviões históricos em Cumbica

Valor Econômico

Azul ganha 13 voos em Congonhas; Avianca recebe oito

Jornal do Comércio - RS

Gol amplia voos semanais para a República Dominicana

ZERO HORA

Aeronautas realizam protestos pelo país

Diário de Pernambuco

Aposentados do Aerus protestam em todo o país por pagamento de benefícios

Gazeta do Povo - PR

Gol recebe aval da Anac para voo semanal à República Dominicana

Diário do Comércio - MG

Helibras avança no processo de compensação ao governo federal

Circuito Mato Grosso

Piloto já sequestrado critica estrutura da polícia boliviana

Página20.net - AC

Ministro anuncia R$ 97 milhões para obras de reforma da pista do aeroporto de Rio Branco

Jornal de Turismo

ANAC promove consulta dirigida para a Agenda Regulatória

TAM conclui primeira etapa da mudança de terminais em Guarulhos

Mercado&Eventos

SAC apoia concessão de novo aeroporto de Porto Alegre


O Globo

08/10/2014 18:55

Ex-funcionários da Varig protestam por benefícios

Manifestações ocorreram em oito capitais; desde 2006, ex-trabalhadores recebem só 8%de suas aposentadorias

POR KARLA MENDES

Shirley Amaral, ex-comissária de bordo da Varig, diz que a ajuda que recebe dos dois filhos é sua salvação - Karla Mendes / O Globo

RIO - Ex-funcionários da Varig e Transbrasil fizeram nesta quarta-feira, manifestações em oito capitais para pressionar o governo federal a cumprir decisão judicial que determina a volta do pagamento integral de benefícios, pensões e auxílio-doenças nos moldes estabelecidos antes da liquidação do fundo de pensão Aerus, em 2006.

Há oito anos, os ex-trabalhadores das companhias aéreas recebem só 8% de seus benefícios. A Justiça já concedeu três antecipações de tutela em favor dos aeronautas, mas duas foram derrubadas pela Advocacia-Geral da União (AGU). A terceira, concedida no mês passado pelo Tribunal Regional da 1ª Região, em Brasília, estabelece o prazo até o dia 28 para que a União cumpra a decisão, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

A manifestação no Rio foi realizada em frente ao prédio da AGU, em meio a diversos protestos e cartazes dirigidos à presidente Dilma Rousseff, com os seguintes dizeres: “Presidenta Dilma, chega de enrolação. Queremos nosso dinheiro na mão”, “Presidenta Dilma, a justiça é para todos mesmo? E o Aerus? Cumpra a sentença”.

Também foi protocolado perante a AGU pedido solicitando o imediato cumprimento da decisão judicial. A AGU ainda pode recorrer da decisão, cenário que a Federação Nacional dos Aeronautas e Aeroviários (Fentac-CUT), Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e a Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas da Transbrasil (AAPT) tentam evitar.

— Só queremos voltar a receber nosso salário integral imediatamente. Os valores retroativos vamos discutir depois — destacou Varig Zoroastro Ferreira Lima Filho, de 83 anos, diretor do SNA e coordenador das manifestações no Rio. Com 38 anos de voo na Varig e Cruzeiro do Sul, ele recebe apenas R$ 868 por mês do Aerus.

Cerca de 1,2 mil participantes faleceram sem receber o valor que tinham direito do Aerus, razão pela qual os manifestantes insistem no cumprimento da decisão pelo governo. Segundo Lauro Thaddeu Gomes, advogado das três entidades, esse foi um dos principais pontos destacados pelo desembargador Daniel Paes Ribeiro na última decisão. Segundo Gomes, só em setembro foram registradas 53 mortes, número considerado “chocante” pelo desembargador.

Fentac-CUT, SNA e AAPT também deram início a uma ação para que, a partir de agora, a União seja responsabilizada por novas mortes de associados. Segundo Graziela Baggio, ex-presidente do SNA, as entidades fornecerão todo o suporte jurídico às famílias.

– O óbito, na maioria das vezes, ocorre por infarto fulminante. A idade média dos nossos associados é de 70 anos, mas sabemos que muitas dessas mortes ocorrem por contrariedade e desgosto em função dessa situação que se arrasta há tanto tempo – disse.

Recebendo apenas 8% do valor devido, aposentados e pensionistas passam por dificuldades. Shirley Amaral, ex-comissária de bordo da Varig, diz que a ajuda que recebe dos dois filhos é sua salvação.

— Não fossem eles, eu estaria morando na favela. Tenho muitos amigos que, sem condições de pagar aluguel, estão na favela; outros sofreram infarto ou se suicidaram.

Sônia Cortes, por exemplo, recebe pensão alimentícia cujo valor é insuficiente para arcar com o tratamento de sua filha, que tem necessidades especiais. Carlos Alberto Victorio, que foi aeronauta por 30 anos, reclama que seu salário despencou de R$ 5,2 mil para R$ 700.

Os aeronautas prometem uma grande mobilização em Brasília no dia 14. Detalhes não foram divulgados sob o argumento de que querem pegar o governo e a presidente Dilma de surpresa.


O Globo

08/10/2014 17:16

Santos Dumont vai receber obras de climatização

Obras, orçadas em R$ 13 milhões, preveem revestimento de película antitérmica e reforço no ar condicionado, entre outras melhorias

POR GERALDA DOCA

Calor excessivo no terminal é uma das principais queixas dos passageiros - MÁRCIA FOLETTO / AGÊNCIA O GLOBO / 20-12-2013

BRASÍLIA -

Para evitar que os problemas com ar condicionado se repitam no Santos Dumont, no próximo verão, o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, vai anunciar nesta quinta-feira um conjunto de medidas para melhorar a climatização do aeroporto. Ao todo, serão R$ 13 milhões em novos investimentos.

O terminal de embarque superior, que é de vidro, será totalmente revestido por uma película que vai impedir que o calor provocado pela luz do sol penetre na área interna. Na parte inferior do embarque remoto, serão instalados novos aparelhos de ar condicionado. A aplicação de película será feita pela empresa 3M do Brasil Ltda e a previsão é que o serviço seja concluído na primeira quinzena de dezembro deste ano. O contrato, no valor de R$ 3,299 milhões, será assinado entre a Infraero e empresa, durante visita do ministro ao aeroporto.

O calor excessivo no Santos Dumont é uma das principais queixas dos passageiros. No verão passado, o ministro foi obrigado a dar várias explicações para o problema.

– O próximo verão vai ser menos suado para nós e para os passageiros – disse Moreira Franco ao GLOBO.

O ministro também vai anunciar a reforma do mezanino do aeroporto, onde serão abertas mais 12 salas comerciais, nova praça de alimentação e novos banheiros. A obra será executada pela empresa Alves Ribeiro SA e vai custar R$ 9,654 milhões. O prazo de execução é de 260 dias.

Atualmente, o pátio de aeronaves do Santos Dumont já está passando por obra para ampliação da capacidade. As intervenções começaram em março do ano passado e, até agora, foram executados 58,94%. O contrato assinado também com a Alves Ribeiro, no valor de R$ 36,196 milhões, receberá um aditivo de R$ 4,5 milhões para a construção de um acesso provisório e da rede de dutos para atendimento aos sistemas de pátio e pista. Com isso, a obra, prevista para terminar em julho de 2015, vai demorar mais 150 dias para ficar concluída, de acordo com a SAC.

A reforma das três torres de resfriamento também está em andamento e a previsão é que seja finalizada ainda este mês. A empresa contratada para executar o serviço é a Serpro. Até agora, foram executados 55% da obra.

O plano de reforma do Santos Dumont contempla ainda a instalação de aparelhos de ar condicionado no terminal de desembarque, onde há uma área tombada pelo patrimônio histórico. A ideia é primeiro isolar a área com vidro, para depois instalar os equipamentos. O projeto está orçado em R$ 12 milhões e ainda depende do aval do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).


O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2014 | 15:07

Linhas aéreas de açúcar

BLOGS

The New York Times

Avião da Gol em Orlando, nos EUA: movido a cana de açúcar (Foto: NYT)

O Boeing 737 vermelho e branco não parecia ser diferente das demais aeronaves na pista do aeroporto internacional de Orlando. Mas, num dia claro de julho deste ano, o avião se tornou o primeiro voo comercial movido a um novo combustível feito a partir da cana de açúcar.

O voo de passageiros, operado pela empresa brasileira GOL, de tarifas econômicas, partiu da Flórida com destino a São Paulo usando uma mistura de combustível comum com 10% de bioquerosene.

Em meados deste ano o farnesano (ou bioquerosene) se tornou o terceiro tipo de combustível renovável destinado à aviação a ser aprovado pela agência ASTM International, responsável pela padronização na indústria, além daqueles criados a partir de algas e de sementes, aprovados nos anos recentes.

Linhas aéreas mais comerciais estão pensando em usar o bioquerosene em alguns voos, disse John Melo, diretor executivo da Amyris, empresa de biotecnologia com sede na Califórnia e responsável por desenvolver o bioquerosene numa joint venture com a gigante francesa Total.

Em setembro, a alemã Lufthansa operou um voo de Frankfurt a Berlim abastecido com bioquerosene, que pode ser misturado diretamente com o combustível de jato à proporção de 10% sem causar nenhuma alteração nas aeronaves, nos motores e no equipamento de abastecimento.

Biocombustíveis renováveis destinados à aviação trazem a difícil promessa de oferecer mais segurança energética, reduções na emissão de carbono e preço baixo – uma preocupação cada vez mais aguda conforme as autoridades reguladoras internacionais se preparam para implementar regras mais rigorosas.

Canavial no interior de São Paulo: combustível renovável ganha espaço (Foto: NYT)

A indústria global da aviação também estabeleceu uma ambiciosa meta de redução nas emissões de carbono, incluindo um corte de 50% até 2050 em relação ao volume emitido em 2005.

Para alcançar esses objetivos, os combustíveis renováveis podem ser parte do quebra-cabeça. O bioquerosene pode reduzir a emissão de gases-estufa em até 80% se comparado em estado puro aos combustíveis derivados do petróleo, de acordo com a Amyris. Combustíveis renováveis como o farnesano “ajudariam a reduzir o volume total de emissões de carbono da aviação comercial”, disse a Federal Aviation Administration, agência do governo dos Estados Unidos encarregada de supervisionar o setor.

Entretanto, há importantes obstáculos para aumentar a popularidade dos biocombustíveis na aviação, principalmente o alto custo e as barreiras para a produção em massa.

Eles também trazem preocupações com a substituição do cultivo de alimentos e o desmatamento. Os biocombustíveis de aviação “não são uma solução mágica”, disse Ben Schreiber, diretor de programas para o clima e a energia do grupo ambientalista Amigos da Terra. “Eles logo se tornam um fator negativo se tentamos produzir demais.” Empresas aéreas como a United, KLM e Alaska Airlines já operaram voos abastecidos com óleo feito de algas, óleo vegetal de cozinha usado e plantas como camelina e mamona.. Mas, apesar da animação inicial, as empresas aéreas comerciais não adotaram os biocombustíveis em larga escala, principalmente por causa do alto custo.

Mas o farnesano pode ser mais comercialmente viável porque é produzido numa fábrica da Amyris no Brasil, que conta com uma política robusta e infraestrutura para promover e produzir biocombustíveis.

A fábrica da Amyris no estado de São Paulo tem capacidade para a produção de 50 milhões de litros por ano. Atualmente, a empresa fornece combustível renovável aos ônibus municipais brasileiros.

O Brasil é o maior produtor mundial de cana de açúcar e o segundo maior produtor de etanol. A maioria dos veículos leves nas ruas e estradas brasileiras pode funcionar com etanol, feito da cana de açúcar doméstica.

Graças à sua grande estrutura existente para os biocombustíveis, o Brasil pode produzir milhões de litros de bioquerosene, disse Melo. A distribuição não é problema. O farnesano poderia ser facilmente distribuído às empresas aéreas para o reabastecimento, disse ele.

Daniel Rutherford, diretor de programas do Conselho Internacional para os Transportes Limpos, destacou que, ao avaliar os benefícios gerais de um biocombustível para o meio ambiente, “o mais importante é como o combustível é produzido”. Ele acrescenta que a indústria brasileira da cana de açúcar é altamente produtiva e utiliza pouco os combustíveis fósseis. Entretanto, a melhor maneira de “evitar a escolha entre o cultivo de alimento ou combustível” seria produzir biocombustíveis destinados à aviação a partir de sobras como casca de milho e de árvore, por meio de uma tecnologia que ainda está em desenvolvimento, disse ele.

A Amyris pesquisa a tecnologia por trás do farseno há mais de oito anos, recebendo financiamento inicial de firmas de private equity e investimento. Nos anos mais recentes, a empresa recebeu do departamento de energia do governo americano concessões no total de US$ 10 milhões para o desenvolvimento da tecnologia de fermentação.

O bioquerosene, ou farnesano, é produzido por meio de um processo de fermentação no qual a levedura desenvolvida pela empresa consome o xarope da cana de açúcar para produzir um hidrocarboneto chamado farneseno. Por meio da hidrogenação, os átomos de hidrogênio são acrescentados para converter o farneseno numa molécula chamada farnesano, que compõe o bioquerosene renovável usado para abastecer jatos. Melo destacou que a Amyris estava trabalhando numa tecnologia capaz de produzir o farnesano a partir de outras fontes, como o lixo orgânico.

Com o bioquerosene, “não há nada impedindo o seu desenvolvimento, seja do ponto de vista técnico ou da indústria da aviação”, disse Steve Csonka, diretor executivo da Iniciativa de Combustíveis Alternativos para a Aviação Comercial, uma coalizão de empresas ligadas à indústria aérea, centros de pesquisa e agências do governo.

De acordo com testes rigorosos realizados por fabricantes de aeronaves como a Boeing, o farmesano e outros tipos de biocombustível para jatos apresentam desempenho superior ao do combustível comum.

Sua queima também é mais limpa do que a dos combustíveis convencionais, disse Julie Felgar, diretora administrativa de estratégias ambientais e integração para a Boeing Commercial Airplanes. Graças ao intenso escrutínio, os biocombustíveis destinados à aviação precisam “apresentar desempenho igual ou superior ao dos combustíveis comuns”, disse ela.

Trata-se de uma exigência considerável, pois o combustível para aeronaves é mais complexo do que o combustível para carros e veículos terrestres.

Mas, para a Amyris e outras fabricantes de biocombustível para a aviação, o maior desafio está em reduzir o custo.

A empresa não divulgou o preço cobrado por litro de farmesano, mas Melo alegou que este seria equivalente ao do combustível comum em questão de dois a três anos. A Amyris disse esperar que o governo americano derrube políticas protecionistas que podem prejudicar o combustível feito de açúcar nos EUA.

Se o preço do farnesano cair, o biocombustível para a aviação pode ser adotado por grande parte das empresas aéreas, disse Melo. “Não será uma questão de optar pelo combustível renovável, e sim de optar pelo melhor produto”, disse ele.

/Tradução de Augusto Calil

 


O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2014 | 14h 37

Air France alerta para impacto da greve no lucro de 2014

ESTADÃO CONTEÚDO

A Air France-KLM fez um alerta sobre o lucro, dizendo que foi prejudicada por uma greve de pilotos de duas semanas em sua unidade francesa no mês passado. A empresa aérea franco-holandesa prevê que a greve terá impacto de cerca de 500 milhões de euros (US$ 631,4 milhões) em seu lucro operacional neste ano, incluindo até 320 milhões de euros em perdas diretas.

Com isso, o Ebitda deverá ficar entre 1,7 bilhão de euros e 1,8 bilhão de euros neste ano, em comparação com a previsão anterior que ia de 2,2 bilhões de euros a 2,3 bilhões de euros, segundo o diretor financeiro da companhia, Pierre-François Riolacci.

A greve de pilotos do mês passado, uma das mais longas da história da Air France, ocorreu enquanto o grupo se esforça para competir com concorrentes de baixo custo, como a Ryanair e a EasyJet.

Fonte: Dow Jones Newswires.

 


O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2014 | 11h 20

Metalúrgicos da Embraer atrasam início dos trabalhos e aprovam aviso de greve, diz sindicato

REUTERS

Os metalúrgicos da Embraer em São José dos Campos (SP), onde fica a principal fábrica da empresa, fizeram protesto nesta quarta-feira contra a proposta da companhia de reajustar os salários em 6,6 por cento, com aumento real de 0,24 por cento, e aprovaram aviso de greve, informou o sindicato local.

"Cerca de 1 mil trabalhadores da produção e do setor administrativo da fábrica atrasaram a entrada. Os metalúrgicos da produção entrariam às 5h40, mas só começaram a trabalhar às 9h. O setor administrativo atrasou a entrada em duas horas (das 7h às 9h). Os metalúrgicos também aprovaram aviso de greve", disse em nota à imprensa o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Os trabalhadores da Embraer pedem 10 por cento de reajuste --6,35 por cento de inflação pelo INPC mais 3,43 por cento de aumento real.

Segundo o sindicato, nesta campanha salarial metalúrgicos de 26 fábricas da região já fecharam acordos com aumento salarial de 9 a 11 por cento.

Procurada, a Embraer disse que não comentaria o assunto.


Folha de São Paulo

09/10/2014 02h00

Aeroporto com funcionários digitais é previsto para o futuro do turismo

GUSTAVO SIMON

DE SÃO PAULO

Escolher o destino das férias simulando a viagem com óculos de realidade virtual que "transporta" ao local. Não ter de passar pela imigração no aeroporto graças a sistemas de reconhecimento biométrico. Viajar em um avião sem classes, em poltronas que se moldam ao corpo.

Devem ser assim as viagens nos próximos anos, segundo estudos da indústria do turismo: com etapas cada vez mais automatizadas, intuitivas e personalizadas.

Editoria de Arte/Folhapress

Não se trata de exercício de futurologia. Algumas ferramentas que parecem saídas de filmes de ficção científica já estão em teste. Em Congonhas, em São Paulo, por exemplo, a Gol começou a operar em setembro um sistema para passageiros pesarem e etiquetarem as próprias malas. Em Heathrow, em Londres, "funcionários" holográficos orientam viajantes.

Até 2017 devem ser feitas as primeiras viagens turísticas ao espaço –depois delas, empresas como a companhia aérea Virgin planejam veículos para tours no fundo do mar.

Aviões translúcidos, com janelas panorâmicas e interativas, estão em estudo para operar até 2050.

O FUTURO É HOJE

Uma das análises mais recentes sobre o tema, o relatório "As Viagens no Futuro: Ano 2024", terá sua conclusão divulgada no Brasil nesta quinta-feira (9).

O estudo foi feito pelo site britânico de busca de passagens Skyscanner, que tem 25 milhões de usuários no mundo, em parceria com o Laboratório do Futuro, consultoria inglesa especializada em detecção de tendências.

Editoria de Arte/Folhapress

(articleGraphicCaption).

Com base no relatório, a Folha conversou com outras empresas que fazem projeções do gênero, como a fabricante de aeronaves Airbus, o Google e a empresa de TI para aeroportos Sita.

A maioria concorda que o Brasil pode aproveitar o fato de ser um dos países com maior potencial de crescimento do mercado de viagens para adotar essas novas tecnologias e facilidades.

"Sempre vivemos um atraso significativamente grande na indústria do turismo, mas demos um salto recentemente –por exemplo, com aeroportos concedidos à iniciativa privada, como os de Guarulhos e de Brasília", diz Gustavo Murad, diretor da Amadeus, empresa de TI para a indústria de viagens.


Folha de São Paulo

Quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sem obra no aeroporto, favelas 'renascem'

Áreas desfaveladas para obras no Leite Lopes, em Ribeirão Preto, voltaram a ser ocupadas nos últimos dois meses

Prefeitura diz que fez a sua parte removendo as famílias; já o Estado afirma que aguarda aprovação da União

GABRIELA YAMADA

DE RIBEIRÃO PRETO

Sem as obras de ampliação do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, áreas que foram desocupadas em um programa de desfavelamento voltaram a ser invadidas.

Na manhã desta quarta-feira (8), a Folha percorreu a região e constatou o problema.

Segundo Teresa Ditade Pereira, 63, líder comunitária do Jardim Aeroporto, há pelo menos 140 novas construções, entre barracos e casas de alvenaria, no entorno do Leite Lopes, principal aeroporto sob gestão do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo).

O boom de barracos ocorre há dois meses. As novas ocupações ficam nas ruas Americana, perto do alambrado da pista do aeroporto, Bragança Paulista e Pontal, além da avenida João Pessoa.

Os invasores abriram novas "ruas", e há áreas em demarcação, com fitas que apontam futuras construções de barracos.

Ações de extinção de favelas foram prioridades na primeira gestão da prefeita Dárcy Vera (PSD). Em outubro do ano passado, a prefeitura fez a última remoção no bairro.

Essa também foi a última ação realizada pela administração para o início das obras de deslocamento da pista, cujo imbróglio dura dois anos.

O secretário da Casa Civil, Layr Luchesi Júnior, disse que a prefeitura já fez a sua parte e que faltou ao Estado fazer as desapropriações das áreas.

O Daesp, por sua vez, informou que a execução das obras depende de aprovação dos projetos enviados à SAC (Secretaria de Aviação Civil).

Nesta quinta-feira (9), deverá acontecer uma reunião entre o Daesp e a SAC para a discussão do projeto de ampliação do aeroporto.

SEM ADAPTAÇÃO

A líder comunitária do Jardim Aeroporto afirmou que entre os invasores estão moradores que foram para casas e apartamentos populares em Ribeirão, mas não se adaptaram e decidiram voltar.

O aposentado Antônio Ariovaldo da Rosa, 63, é um deles. Ele disse que não se adaptou ao bairro Eugênio Mendes Lopes, mas continua pagando o financiamento do imóvel e as demais despesas mensais do apartamento.

"Quem foi acostumado a viver [na favela] é difícil querer sair", afirmou.

Há casos, no entanto, de beneficiados que venderam os apartamentos e casas por até R$ 35 mil, de acordo com relatos feitos por moradores à reportagem, sob condição de anonimato. A prática é ilegal.

"Todo mês chega um ônibus da região Nordeste do país trazendo mais gente para cá", disse Teresa.

Com o inchaço das novas ocupações, moradores do bairro relatam que enfrentam problemas, principalmente com o abastecimento de água na região. "Depois que começou a surgirem os barracos de novo, a gente só tem água de madrugada", afirmou a diarista Diana Xavier, 34.

Secretário diz que prefeitura fez a sua parte

DE RIBEIRÃO PRETO

O secretário da Casa Civil de Ribeirão Preto, Layr Luchesi Júnior, disse que a prefeitura fez a sua parte quando executou o desfavelamento no Jardim Aeroporto.

"Faltou ao governo do Estado fazer as desapropriações e as obras", afirmou.

Segundo ele, as áreas novamente invadidas são particulares e a Fiscalização-Geral não tem autonomia para retirar os invasores.

"O proprietário deve entrar na Justiça com um pedido de reintegração de posse. Não podemos atuar."

O secretário afirmou ainda que as invasões têm a tendência de se intensificar, caso as obras de ampliação da pista demorem a sair do papel.

"[O Estado] Não pode esperar o tempo passar, porque, com o tempo, as famílias vão voltando ao local."

Em outubro do ano passado, a prefeitura retirou 53 famílias da curva de ruído, área de vulnerabilidade social perto do aeroporto.

As pessoas foram encaminhadas para um conjunto habitacional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) no bairro Eugênio Mendes Lopes.

Outras 60 famílias permaneceram na região por não estarem na área de risco.

Desde então, as ações de desfavelamento foram congeladas pela prefeitura.

Até o final de 2013, a administração extinguiu 14 favelas e removeu cerca de 10.500 famílias, segundo informações da administração.

OUTRO LADO

Donos de áreas devem fiscalizá-las, diz Estado

DE RIBEIRÃO PRETO

A fiscalização das áreas desfaveladas é de responsabilidade dos proprietários dos terrenos.

A afirmação foi feita pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), por meio de nota à Folha.

O departamento informou ainda que as desapropriações no entorno do aeroporto, orçadas em R$ 170 milhões, somente serão feitas após o governo federal efetivar o seu compromisso com as obras.

A assessoria de imprensa da SAC (Secretaria de Aviação Civil) foi procurada na noite desta quarta (8) por telefone, mas ninguém foi encontrado.

Quanto às obras previstas pelo Estado --como a construção de passagem na avenida Thomaz Alberto Whately--, o departamento informou que sua execução depende de aprovação dos projetos enviados à SAC.

Uma reunião marcada para esta quinta-feira (9) poderá por fim ao imbróglio sobre as obras, que dura dois anos.

Técnicos do Daesp e da SAC se reunirão para discutir o projeto de ampliação, finalizado pelo governo federal.

Inicialmente, as obras no aeroporto seriam feitas pelo governo do Estado.

No entanto com o lançamento de um programa nacional de logística pela União, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu que os custos seriam divididos.

O governo federal deverá investir R$ 212 milhões e o Estado, R$ 240 milhões.

Atualmente, o terminal do aeroporto tem capacidade para receber 1,159 milhões de passageiros por ano, de acordo com o Daesp.


Folha de São Paulo

08/10/2014 12h03

Cumbica centraliza 80% dos voos internacionais em novo terminal

CÉSAR ROSATI

DE SÃO PAULO

O aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, vai centralizar todos os voos internacionais de longa distância no terminal 3. O processo será concluído até o fim desta semana, quando a TAM e a LAN irão transferir todas suas operações para o espaço inaugurado no começo deste ano.

A mudança das últimas companhias começou a ser feita nesta quarta-feira (8). Agora todos os voos com destino para a América do Norte e Europa terão o check-in e o desembarque feito no terminal 3. Antes os procedimentos eram feitos pelo terminal 1.

Com a transferência de todas as operações internacionais de longa distância para o terminal 3, o espaço deverá receber cerca 10 milhões de passageiros até o final do ano – 80% dos voos internacionais.

Zanone Fraissat/Folhapress

Terminal 3 de Cumbica concentra 80% dos voos internacionais

O servidor público Leonardo Rassi, 36, disse que foi pego de surpresa com a alteração. "Só fiquei sabendo quando peguei a transferência do hotel para cá, pois ouvi algumas pessoas comentando. Mas, foi tranquilo", disse.

Outro passageiro que não quis se identificar, no entanto, disse que sentiu dificuldades. Ele iria embarcar para Miami, nos Estados Unidos, em um voo da TAM e foi até o terminal 1 para tentar despachar a bagagem.

"O voo que eu vim para São Paulo atrasou. Desci no terminal 1 e tive que vir para cá [terminal 3] para fazer o check-in. É muito longe. Tive dificuldade", afirmou.

Segundo o GRU Airport, concessionária responsável pelo aeroporto de Guarulhos, a mudança de terminal é uma estratégia para dar mais conforto e praticidade aos passageiros. As operações foram divididas entre os três terminais.

O terminal 1 será usado apenas para voos dentro do Brasil. No terminal 2, haverá embarque e desembarque de voos internacionais de curta distância (América do Sul) além de alguns procedimentos domésticos.

Em 2013, utilizaram o aeroporto internacional de São Paulo cerca 36 milhões de passageiros. Do total, 23,5 milhões foram de viagens domésticas e 12,5 milhões, de internacionais.

REFORMA

Os terminais 1 e 2 do aeroporto de Cumbica serão submetidos, a partir da terceira semana de outubro, à maior reforma desde que foram inaugurados, em 1985 e 1991, respectivamente.

Ao custo de R$ 200 milhões, a obra ampliará a capacidade total dos dois terminais dos atuais 25 milhões para 32 milhões de passageiros por ano -28% a mais.

Haverá ainda incremento nos espaços de circulação onde os passageiros recolhem as bagagens, nos setores de embarque e desembarque e no saguão de check-in.

A intervenção levará cerca de dois anos - começa na terceira semana de outubro e termina no segundo semestre de 2016, afirma a concessionária GRU Airport, que administra o aeroporto.


G1

08/10/2014 17h23

Piloto achado após três dias passa bem, diz família

Jonas Guilherme, de 60 anos, foi encontrado ao lado da aeronave.

Piloto está no hospital de Sena Madureira fazendo exames.

Do G1 AC

O piloto Jonas Guilherme, de 60 anos, reencontra seu filho Luiz Gustavo ao chegar em Sena Madureira (Foto: Douglas Barros/ Arquivo pessoal)

O piloto Jonas Guilherme, de 60 anos, desaparecido desde domingo (5), após um pouso forçado da aeronave, modelo Cessna 182, na zona rural de Sena Madureira, passa bem e já está na companhia dos filhos. O servidor público João Paulo Maia, de 30 anos, informou ao G1 que o pai segue internado no Hospital de Sena Madureira apenas para fazer exames.

"Ele está com a gente e está bem. Não quebrou nada e está no hospital apenas fazendo exames de rotina. Ele se queixou de dor no peito, mas é por conta da pancada, estava ao lado do avião quando o encontramos", diz

Jonas Guilherme foi resgatado após três dias (Foto: Douglas Barros/ Arquivo pessoal)

O sargento da Polícia Militar, Gilberto Monteiro, informou que os filhos conseguiram falar com o pai através do seu telefone e que o piloto se mostrou bem e ainda conseguiu brincar. "Ele conseguiu falar com os filhos e até brincou com um deles", conta.

O piloto foi resgatado em uma área de difícil acesso por uma equipe de buscas da PM e levado de helicóptero para a área urbana de Sena Madureira. Ele foi achado ao lado da aeronave, nas proximidades do lago Palmari.

Piloto foi resgatado por equipe da PM (Foto: Douglas Barros/ Arquivo pessoal)

Entenda o caso

O piloto, com cerca de 40 anos de experiência, Jonas Guilherme, de 60 anos, havia sido contratado para levar um avião de pequeno porte, do município de Manoel Urbano para Sena Madureira.

De acordo com familiares, ele teria saído de Manoel Urbano por volta de 7h30 de domingo (5) e a viagem deveria durar aproximadamente 22 minutos. Desde então, ele não foi mais localizado.


G1

08/10/2014 22h08

Base Aérea de Boa Vista abre as portas para visitação e atividades

'Portões Abertos' é tradicional e busca estreitar os laços com a comunidade.

Programação será dia 12 de outubro, das 10h às 17h, e é aberta ao público.

Do G1 RR

O objetivo é estreitar os laços com a comunidade e fazer com que a população conheça um pouco mais sobre a Aeronáutica (Foto: Divulgação/BABV)

Com uma vasta programação que inclui apresentações, exposição, voos panorâmicos e concursos, a Base Aérea de Boa Vista (BABV) comemora três décadas e realiza nos dias 11 e 12 de outubro eventos à população. No dia 11, será realizado um Concerto Musical no auditório da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

No dia 12, será promovido o tradicional 'Portões Abertos', das 10h às 17h, no Hangar da BABV. O objetivo é estreitar os laços com a comunidade, bem como fazer com que a população conheça um pouco mais sobre a Aeronáutica.

Programação 'Portões Abertos' conta com exposição,

concurso e voos panorâmicos (Foto: Divulgação/BABV)

A programação dos 30 anos conta com exposição de aeronaves e artigos militares, praça de alimentação, área de lazer para crianças, voos panorâmicos e concurso de redação.

Para participar dos voos panorâmicos, haverá um sorteio entre os visitantes. A pessoa deve colaborar com um quilo de alimento não perecível e estar com um documento pessoal em mãos.

No dia 12, serão colocados à disposição transportes gratuitos com saídas de a cada uma hora, a partir das 10h, do Terminal Intermunicipal João Firmino Neto, localizado na avenida dos Imigrantes, no bairro Caimbé, zona Oeste da capital.


G1

08/10/2014 16h48

Aeroporto de Brasília ganha voo semanal para República Dominicana

Passageiros podem viajar para Punta Cana a partir de 25 de novembro.

Usuários em voos ao exterior cresceram 19% em 2014, diz Inframerica.

Do G1 DF

Avião no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Juá Pita/Inframerica/Divulgação)

A Inframerica, concessionária que administra o Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, anunciou nesta quarta-feira (8) que o terminal vai ganhar um voo semanal para Punta Cana, na República Dominicana, a partir de 25 de novembro. A aeronave utilizada pela Gol terá capacidade para transportar 177 passageiros.

Desde que a empresa iniciou as operações, em setembro de 2012, este é o terceiro novo voo internacional anunciado no aeroporto de Brasília. Os dois anteriores foram para Buenos Aires, pela Aerolíneas Argentinas, e para Paris, pela Air France.

Ao todo, o terminal dispõe viagens para seis cidades do exterior (Lisboa, Cidade do Panamá, Miami, Atlanta, Buenos Aires e Paris).

Em junho último, a companhia Copa Airlines já havia aumentado a frequência de voos para o Panamá – são dois horários, sendo um todos os dias e outro quatro vezes na semana. Segundo a Inframerica, a Air France também prevê aumentar de três para cinco o número de voos semanais para Paris, a partir de junho de 2015.

Outro voo que deve ter a oferta aumentada é o com destino a Atlanta, nos Estados Unidos. A concessionária informou que os voos da Delta Airlines serão realizados em uma aeronave com 20% mais capacidade a partir do fim deste mês (de 170 para 205 passageiros por avião).

Também está previsto para 2015 um novo voo semanal para Orlando, nos Estados Unidos. A operação ficará a cargo da TAM, que anunciou ainda o aumento da frequência de viagens para Miami.

Vista aérea do Aeroporto JK (Foto: Juá Pita/Inframerica/Divulgação)

Crescimento

Segundo a Inframerica, nos oito primeiros meses de 2014 houve um aumento de 19,58% no número de passageiros de voos internacionais no aeroporto de Brasília. A concessionária informou que foram 409 mil pessoas em decolagens, pousos e conexões no terminal entre janeiro e agosto deste ano. No mesmo período do ano passado, foram 342.025 usuários.

Durante todo o ano de 2013, 522.420 passageiros estiveram no terminal em viagens internacionais – decolagens, pousos e conexões. O número é 35,2% maior do que os 386.321 usuários em 2012.

Para este ano, a Inframerica estima que o número total de passageiros – voos domésticos e internacionais – chegue a 18 milhões. Em 2013, foram 16,5 milhões de usuários.


G1

08/10/2014 10h21

Aeroportos terão que reduzir tempo de desembarque dos voos internacionais

Tempo para ser atendido na fila da Polícia Federal terá de ser de, no máximo 16 minutos, e na Receita, 8 minutos.

Bom dia Brasil

Veja vídeo no site do G1

A partir de segunda-feira (13), os aeroportos de todo o Brasil vão ter que reduzir o tempo de espera no desembarque dos voos internacionais. A promessa é acabar com as filas quilométricas na Alfândega.

O tempo para ser atendido na fila da Polícia Federal terá de ser de, no máximo 16 minutos, e na Receita, 8 minutos. Atualmente o menor tempo é no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. E o maior tempo nos aeroportos de Fortaleza e Manaus. Em Brasília, a fila muitas vezes não anda.

Haja paciência. Depois de passar algumas horas dentro do avião, quem desembarca, muitas vezes, tem que enfrentar outra maratona: a fila de espera na Polícia Federal, para carimbar o passaporte, e na Alfândega, onde as bagagens são vistoriadas.

“Deixa a gente chateado. A gente fica 50 minutos, no mínimo, na fila”, diz um passageiro.

“Bastante demorado”, comenta outro.

A secretaria de Aviação Civil do Governo Federal fez um levantamento. E concluiu: alguns aeroportos brasileiros ganharam agilidade na fiscalização das malas, mas outros ainda demoram muito se forem comparados com a média internacional.

O menor tempo de espera é no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, nove minutos na Policia Federal e quatro na Receita. Seguido do Aeroporto de Porto Alegre e do de Guarulhos, em São Paulo, onde o passageiro leva, em média, 17 minutos somando PF e Alfândega.

A fiscalização é mais lenta nos aeroportos internacionais de Pinto Martins, em Fortaleza, e Eduardo Gomes, em Manaus.

O Aeroporto de Brasília, o terceiro maior do país em número de passageiros, é um dos que mais demora para fiscalizar a bagagem de quem chega em voo internacional. São 25 minutos só na fila da Polícia Federal e mais quatro minutos na da receita.

Depois de ouvir as reclamações de muitos viajantes, a Secretaria de Aviação Civil resolveu criar uma meta para o atendimento dos passageiros que desembarcam no Brasil vindos de outros países. O tempo máximo na Polícia Federal terá que ser de 16 minutos. E na Receita Federal, oito minutos.

“Nós temos que buscar, criar uma média que seja uma média que permita o passageiro se sentir confortável, se sentir feliz, se sentir satisfeito e atendido adequadamente nos aeroportos que frequenta”, diz Moreira Franco, ministro da Secretaria de Aviação Civil.

Por enquanto, a Secretaria de Aviação Civil diz que não vai haver punição para os aeroportos que não cumprirem as metas.


G1

08/10/2014 10h09

Carrinhos de bagagem viram réplicas de aviões históricos em Cumbica

Campanha da TAM tem objetivo de levar história da aviação às crianças.

Entre modelos estão 14-Bis e caça famoso da Segunda Guerra Mundial.

Do G1, em São Paulo

TAM expõe tradicionais carrinhos de bagagens em réplicas de alguns dos aviões mais famosos da história da aviação (Foto: Divulgação)

A TAM transformou os tradicionais carrinhos de bagagens em réplicas de alguns dos aviões mais famosos da história da aviação. Os interessados podem ver as réplicas no terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, em um estande customizado próximo à área de check-in da companhia, até o dia 12 de outubro. A campanha “Bagagem Histórica”, lançada em homenagem ao Dia das Crianças, tem a assinatura da agência Wunderman e o objetivo de incentivar os pequenos a conhecerem um pouco da história da aviação.

Entre as réplicas estão o 14-Bis, aeronave criada pelo brasileiro Santos Dumont (Foto: Divulgação)

Entre as réplicas estão o 14-Bis (a aeronave criada pelo brasileiro Santos Dumont), o Spitfire (o caça britânico mais famoso da Segunda Guerra Mundial), o Gloster Meteor (primeiro avião britânico equipado com assento ejetável) e o Flea Ship (primeira aeronave projetada por uma mulher).

Os pequenos passageiros poderão “pilotar” os carrinhos transformados em mini-aviões e ao mesmo tempo escutar um capítulo da história da aviação, pois há um fone de ouvido acoplado a cada réplica.

O Spitfire, caça britânico mais famoso da Segunda Guerra Mundial (Foto: Divulgação)

A companhia fez a reprodução de algumas aeronaves em versão reduzida do acervo do Museu TAM, em São Carlos (SP), que expõe mais de 90 aviões entre pioneiros, clássicos, jatos e caças.

De acordo com Adriano Abdalla, diretor-geral de criação da Wunderman, o sonho de voar está no imaginário das pessoas desde pequeno. “No dia de viajar, a garotada não vê a hora de entrar logo no avião e começar a ‘aventura’”.

Flea Ship, primeira aeronave projetada por uma mulher (Foto: Divulgação)

 


Valor Econômico

09/10/2014 às 05h00

Azul ganha 13 voos em Congonhas; Avianca recebe oito

Por Daniel Rittner e Murillo Camarotto | De Brasília

Azul, que hoje só opera em Congonhas nos fins de semana, ficará com 5% de participação no aeroporto de São Paulo

Na primeira distribuição dos novos voos autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no aeroporto de Congonhas (SP), considerado o mais nobre do país, a Azul ganhou 26 horários por dia para pousos e decolagens - movimentos conhecidos no setor como "slots".

Isso permitirá à companhia aérea ter 13 voos diários no terminal, onde só opera atualmente aos fins de semana. A intenção já declarada da empresa é inaugurar rotas entre Congonhas e os aeroportos de Confins (Belo Horizonte), Curitiba e Porto Alegre.

Ao todo, a agência reguladora anunciará hoje a distribuição de mais 43 slots por dia, o que só foi possível devido à ampliação do número máximo de pousos e decolagens a cada hora. Todos esses movimentos foram alocados exclusivamente para empresas com participação de até 12% dos voos em Congonhas e, por isso, consideradas "entrantes" no aeroporto. TAM e Gol ficaram, portanto, impossibilitadas de entrar na disputa por mais espaço. Elas mantiveram suas posições atuais, mas acabaram perdendo participação relativa: de 95% de todos os pousos e decolagens, as duas líderes de mercado passarão a ter 88%.

Quem também saiu ganhando foi a Avianca. Controlada pela família Efromovich, ela já detinha 24 movimentos por dia, o que, na prática, representa 12 voos (um voo por cada par de slots). Sua fatia em Congonhas, hoje em 5%, aumentará para 7% com a distribuição. A Azul passará a ter 5%.

O objetivo da Anac é incentivar a concorrência no aeroporto e, consequentemente, reduzir os preços das passagens. Todos os novos movimentos valem para o período entre 27 de outubro de 2014 e 29 de março de 2015.

Pela primeira vez em sete anos, o governo decidiu aumentar a quantidade de voos em Congonhas, que havia sido reduzida após o acidente com o voo 3054 da TAM. A tragédia, em julho de 2007, matou 199 pessoas e provocou uma reorganização geral do aeroporto. O número de slots totais diminuiu de 48 para 34 por hora - 30 foram alocados para as companhias aéreas e os quatro restantes ficaram com a aviação geral (basicamente executiva).

No mês passado, após quase dois anos de discussões, a Anac oficializou um incremento de dois a três movimentos por hora - dependendo do horário - para a aviação regular em Congonhas. Os slots adicionais são provenientes de um rearranjo da capacidade da pista principal e do aproveitamento de duas autorizações retiradas de empresas que deixaram de operar no aeroporto. Não houve mudanças para os voos executivos.

A partir da efetiva operação dos slots distribuídos, a Anac começará a avaliar o atraso e o cancelamento de voos de todas as empresas aéreas, conforme os novos critérios estabelecidos para Congonhas. As companhias deverão cumprir um índice mínimo de 90% de regularidade e de 80% de pontualidade para garantir a manutenção de seus horários. Até agora, o parâmetro avaliado pela agência se limitava ao cumprimento de pelo menos 75% de regularidade, como nos demais aeroportos do país.

A distribuição ficou ligeiramente acima das expectativas da Azul, que esperava receber 25 slots, com a possibilidade de estabelecer 12 voos por dia. Terceira maior aérea do país, a companhia registrou participação de 16,3% do mercado doméstico, em agosto. No mesmo mês do ano passado, essa fatia era de 13,8%.


Jornal do Comércio - RS

09/10/2014 - 08h15min

Gol amplia voos semanais para a República Dominicana

ESTADÃO conteúdo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alocou à empresa VRG Linhas Aéreas, subsidiária da Gol, uma frequência semanal para realização de serviços aéreos mistos entre Brasil e República Dominicana. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (9).

Na semana passada, a empresa já havia recebido liberação do órgão regulador para operar oito voos semanais para o mesmo destino, também para prestação de serviços aéreos mistos.


ZERO HORA

09 de outubro de 2014

MOBILIZAÇÃO CANSADOS DE ESPERAR

Aeronautas realizam protestos pelo país

ELES EXIGEM PAGAMENTOS referentes a fundos de pensão das extintas Varig, Vasp e Transbrasil

TAÍS SEIBT

tais.seibt@zerohora.com.br

Aeronautas e aeroviários aposentados foram às ruas em oito capitais ontem à tarde para exigir do governo federal o cumprimento da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, publicada no dia 26, obrigando a União a pagar aposentadorias, pensões e auxílios-doença do fundo Aerus, previdência complementar das extintas companhias Varig, Vasp e Transbrasil.

A mobilização foi organizada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e pelas comissões esta- duais. Em Porto Alegre, a marcha seguiu da Rua Ramiro Barcelos à sede da Advocacia-Geral da União (AGU), na Rua Mostardeiro. No local, um representante da AGU foi ao encontro dos manifestantes, que lhe entregaram uma carta pedindo o cumprimento da decisão judicial.

– Queremos que o governo pague o que nos deve para que possamos ter uma terceira idade digna. A matéria está decidida, e o governo não quer pagar – disse Carlos Henke, da comissão dos aposentados Aerus no Estado.

Uma ação civil pública para demandar a responsabilidade da União nos fundos do Aerus foi apresentada em março de 2004.

LIQUIDAÇÃO DO AERUS AFETOU CERCA DE 17 MIL

A Justiça já havia concedido antecipação de tutela a favor dos beneficiários do Aerus em primeira instância. O pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) também determinara o pagamento imediato dos valores na hipótese de condenação em primeiro grau. No entanto, até hoje os pagamentos não foram feitos pela União. A AGU informou que interpôs recurso contra a decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A liquidação do fundo Aerus, em 2006, afetou cerca de 17 mil participantes, sendo mil no Rio Grande do Sul. O valor pago atualmente seria de apenas 8% do esperado. O rombo do fundo é estimado em R$ 6 bilhões.

FIQUE POR DENTRO
-O fundo de pensão Aerus foi criado em 1982, para complementar a aposentadoria dos trabalhadores da aviação. Era constituído por contribuição dos participantes, repasse mensal das empresas patrocinadoras e taxa de 3% sobre o valor das passagens.
-No fim dos anos 1980, empresas áreas obtiveram autorização para usar recursos do Aerus na compensação de perdas com o congelamento de tarifas. As companhias nunca repuseram a verba.
-Falido, o fundo está sob regime especial de intervenção desde 2006 e teve liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano.
-Desde 2004, o Sindicato Nacional dos Aeronautas e a Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas da Transbrasil cobram na Justiça que a União assuma os pagamentos.
-Os aeronautas obtiveram decisão favorável em 2012, e já havia uma decisão anterior do STF obrigando a União a repassar os recursos ao Aerus em caso de condenação no primeiro grau. Os valores nunca foram pagos.
-Em 26 de setembro, uma nova decisão judicial voltou a responsabilizar a União pelos pagamentos.

No Rio de Janeiro, dezenas participaram da manifestação na tarde de ontem


Diário de Pernambuco

08/10/2014 17:20

Aposentados do Aerus protestam em todo o país por pagamento de benefícios

Juliana Cavalcanti

Aposentados e pensionistas do Aerus cobram cumprimento de decisão do TRF 1 em protesto no Aeroporto do Recife. Foto: Aécio de Sá/WhatsApp Cortesia

Aeronautas e aeroviários aposentados que participavam do Fundo Aerus (Fundo de Pensão dos Trabalhadores das companhias Varig e Transbrasil) realizaram hoje em diversas cidades do país protestos para exigir que a União mantenha o pagamento da complementação das aposentadorias, pensões e auxílios-doenças como aconteciam antes das falências da Transbrasil e da Varig, em 2006. No Recife, o protesto aconteceu das 14h às 16h, nos saguões de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional do Recife/Gilberto Freyre.

Saiba mais...

Aposentados do Aerus cobram pensões que TRF-1 garantiu

Além da capital pernambucana, houve manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis. No Recife, Os aposentados, pensionistas e representantes do Sindicato dos Aeroviários em Pernambuco entregaram panfletos explicando a situação dos beneficiários do Aerus – que desde 2006 deixaram de receber a complementação dos benefícios que foi paga durante toda a carreira para o fundo de pensão das empresas.

No Brasil são cerca de 20 mil pessoas prejudicadas, das quais 1.200 já faleceram. Em Pernambuco, no número de aposentados e pensionistas das duas empresa chega a 250. "A situação dessas pessoas é muito frágil, pois elas contribuíram a vida inteira com o fundo de pensão para garantir esse complemento de renda. Desde a suspensão dos pagamentos, os aposentados têm passado dificuldades, pois tiveram grande perda na renda. Além dessa questão, sabemos que as aposentadorias não têm tido reajuste real e há um desgaste na remuneração dos aposentados ao longo do tempo", explica o presidente do Sindicato dos Aeroviários em Pernambuco, Luiz Pedro Lucena.

Os aposentados e pensionistas estão recebendo apenas 8% do que deveriam estar recebendo e, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT), correm o risco de perderem completamente os benefícios, pois os recursos do fundo de pensão estão se esgotando.

Os aeroviários cobram o cumprimento de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, do desembargador federal Daniel Paes Ribeiro, publicada no dia 26 de setembro, que determina a manutenção dos pagamentos. Os aposentados e pensionistas também querem o pagamento da defasagem tarifária aos trabalhadores da Varig.

Luiz Pedro Lucena, presidente do Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco, lembra que a má administração do fundo de aposentadoria, somada a empréstimos feitos pelo fundo e avalizadas pelo governo para a Varig e a Transbrasil quebraram o Aerus quando as empresas aéreas faliram.


Gazeta do Povo - PR

09/10/2014 | 08:27

Gol recebe aval da Anac para voo semanal à República Dominicana

Em agosto, a Gol havia anunciado o lançamento de rota sem escalas entre São Paulo, do aeroporto de Guarulhos, e Punta Cana, na República Dominicana

REUTERS

A Agência Nacional de Avião Civil (Anac) alocou à companhia aérea Gol um voo com frequência semanal para realização de serviços aéreos mistos entre o Brasil e a República Dominicana, conforme portaria publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (9).

Em agosto, a Gol havia anunciado o lançamento de rota sem escalas entre São Paulo, do aeroporto de Guarulhos, e Punta Cana, na República Dominicana.

Na época, a Gol disse ser a primeira a voar sem escalas para o destino, mantendo a estratégia de ampliar sua oferta de voos internacionais.


Diário do Comércio - MG

09/10/2014

Helibras avança no processo de compensação ao governo federal

Rafael Tomaz

A Helicópteros do Brasil S/A (Helibras), instalada em Itajubá (Sul de Minas), continua a avançar nas compensações previstas no contrato para fornecimento de 50 aeronaves ao governo brasileiro. Recentemente, a empresa recebeu cartas de reconhecimento do cumprimento de marcos do programa, que prevê a transferência de conhecimentos e a cooperação industrial, totalizando 10,9 milhões de euros.

Ao assinar o contrato, o consórcio Helibras/Airbus Helicopters se comprometeu a compensar o país em 1,9 bilhão de euros até 2022, através de cooperação industrial e transferência de tecnologia, entre outras ações. O valor é o mesmo do contrato com governo.

Segundo o diretor de Inovação da Helibras, Vitor Coutinho, o acordo com o governo envolve 24 projetos de cooperação industrial e quatro de offset, que compreende a transferência de conhecimentos e tecnologia.

Recentemente, a Helibras recebeu as primeiras cartas de reconhecimento no âmbito do offset emitidas pelo pelo Ministério da Defesa. Foram reconhecidos a compensação de 7,5 milhões de euros.

O documento atesta o cumprimento de etapas do projeto Health ans Usage Monitoring System (HUMS), que implica em um sistema de monitoramento da aeronave. Para isto, a empresa promoveu o treinamento de uma equipe brasileira na sede da Airbus Helicopters na França.

No âmbito do offset, foi reconhecido também os crédito relativos ao suporte técnico que a Helibras vem oferecendo à Brascopter, empresa de tecnologia em asas rotativas. O reconhecimento abrange a transferência de equipamentos, sistemas e documentação.

A Copac reconheceu também crédito de compensação de 3,4 milhões de euros no âmbito de cooperação industrial, devido à entrega do conjunto de aviônicos, produzidos no Brasil pela AEL Sistemas para o vigésimo helicóptero EC725 fornecido às Forças Armadas.

Conforme o diretor, a cooperação industrial é diretamente ligada à fabricação do helicóptero e compreende 90% da compensação prevista no acordo. O objetivo é atingir um nível de nacionalização de 50%. Com todas as cartas de reconhecimento, o Ministério da Defesa confirmou o recebimento total de 295,8 milhões de euros em compensações.


Circuíto Mato Grosso

08/10/2014 13:48:46

17 DIAS

Piloto já sequestrado critica estrutura da polícia boliviana

Para intensificar as investigações, a polícia mato-grossense irá voltar para o país vizinho.

Airton Marques

Paulo Cézar Bertocini, piloto sequestrado em dezembro de 2013, no munícipio de Juína (737 km da capital), afirma que a polícia boliviana não tem estrutura para investigar o caso do sequestro da aeronave de Janete Riva. Ainda em campanha ao governo estadual, a social democrata teve seu avião particular, um King Air – prefixo ATY, sequestrado em Pontes e Lacerda (483 km de Cuiabá), no dia 20 de setembro.

Na ação, os criminosos levaram como reféns o piloto Evandro Abreu e copiloto, Rodrigo Agnelli, que até hoje não estabeleceram contato com a família.

Paulo, que passou por uma situação parecida, conta que ficou sob o poder de dois bandidos, por 16 dias. Ele foi mantido sequestrado pilotando a aeronave enquanto os bandidos não conseguiam vende-la.

Quando foi libertado, recebeu o celular pessoal de volta e dinheiro boliviano, que foi usado para abastecer a viatura da polícia da Bolívia, que o trouxe de Santa Cruz de La Sierra até Vila Bela da Santíssima Trindade (562 Km da capital mato-grossense).

“Na Bolívia eles dependem do tráfico, não tem recursos para realizarem este tipo de investigação. Para chegar até Vila Bela, tive que abastecer o carro com o dinheiro que me foi dado pelos sequestradores”, afirmou Bertocini.

O piloto declarou que quando soube do sequestro envolvendo a família Riva, acreditou que o caso seria desbaratado rapidamente, devido à força do deputado no Estado. No entanto, isso não aconteceu. Assim como os familiares e colegas das vítimas, ele acredita que o governo estadual e o Itamaraty precisam atuar rapidamente no caso.

Na opinião de Paulo, esta é uma ação que se torna cada vez mais comum, na qual os aviões sequestrados são destinados a atender o narcotráfico. Questionado sobre a demora em informações dos desaparecidos, ele explicou que o modelo da aeronave pode dificultar a venda pelos bandidos.

“Pelo modelo da aeronave, é muito complexo encontrar um comprador, pois não serve para a necessidade de sua destinação, o tráfico de drogas”, explicou.

Sequestro em Juína

Paulo Cezar Bartocini lembra que no dia do crime, ele chegou cedo ao aeroporto para levar um grupo de pessoas para Cuiabá, porém, foi abordado por um dos homens armados, que o obrigou a ligar o avião e iniciar o voo.

O piloto conta ainda, que foi obrigado a pilotar o avião até chegar à Bolívia, e após isso, enquanto a quadrilha não conseguia negociar a aeronave, ficavam em regiões de fazendas, montavam acampamentos em locais isolados e logo saíam no dia seguinte para procurar outro local.

Para Paulo o sequestro do King Air pode estar sendo realizado, seguindo o mesmo padrão. “Durante o sequestro passei por 3 pistas diferentes, e só fui libertado após o grupo ter conseguido negociar a aeronave que pilotava”, afirmou.

Segundo o piloto, os sequestradores não agiram de forma violenta, deixando claro que o único objetivo era a de transportar a aeronave até o local definido na negociação.

“Eles perguntavam da minha família, e deixavam bem claro que queriam apenas o avião. No fim do sequestro devolveram meu celular e me deram dinheiro para voltar pra casa”, contou Paulo, que hoje continua sendo piloto, morando no estado do Pará.

Investigação

Após 17 dias de sequestro, o delegado regional de Pontes e Lacerda, José Emílio Gadioli, retomou as buscas na Bolívia. A previsão é que nesta quinta-feira (9), uma equipe saia da cidade mato-grossense com destino ao país vizinho, para trabalhar as informações repassadas por um grupo especializado da Polícia boliviana.

A expectativa do delegado é de piloto e copiloto, estejam vivos. “Ainda que sejam forçados a trabalhar para os bandidos, eles continuam vivos. Estamos fazendo todos os esforços para achar o local que está servindo como cativeiro. Também estamos aflitos com essa demora por resposta”, disse o delegado.

O trajeto da equipe da Polícia Civil de Pontes e Lacerda que retornará à Bolívia começará em San Ignácio, localizada na divisa com Mato Grosso, seguindo até La Paz, capital boliviana.


Página20.net - AC

8 de outubro de 2014

Ministro anuncia R$ 97 milhões para obras de reforma da pista do aeroporto de Rio Branco

Cotidiano

“Obras serão fiscalizadas para que o contrato seja cumprido e tenhamos um trabalho que sirva como referência”, garantiu o ministro - Fotos: Luciano Pontes

O ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, veio ao Acre nesta terça-feira, 8, para anunciar o investimento de R$ 97 milhões para as obras de reforma da pista do Aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco. A ordem de serviço foi assinada no próprio aeroporto, com a presença do senador Jorge Viana e outras autoridades.

Segundo o ministro, a obra tem o objetivo de melhorar as condições de mobilidade da população acreana. “Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas e, por isso, precisamos ter aeroportos que sejam funcionais e capazes de atender todas as necessidades. As obras serão fiscalizadas, para que o contrato seja cumprido e tenhamos um trabalho que sirva como referência”, frisou.

Em outros momentos, a pista já ficou interditada para intervenções e reparos. Dessa vez, as companhias aéreas não precisarão suspender voos e a população não será prejudicada durante a execução da obra. Pelo menos mil metros da pista ficarão livres para pousos e decolagens 24 horas por dia, e seis voos regulares já estão acertados com as empresas.

Ordem de serviço foi assinada no aeroporto, com a presença dos senadores Aníbal Diniz e Jorge Viana e outras autoridades

“O problema da interdição impunha uma solução técnica para que os trabalhos fossem concluídos no prazo sem privar as pessoas de suas necessidades de se deslocar, por isso fizemos um esforço de planejamento e encontramos meios logísticos para o caso”, acrescentou Moreira Franco.

De acordo com o diretor de engenharia da Infraero, Adilson Teixeira, os recursos serão destinados à recuperação de pavimento, acostamento e reforço da pista, além de serviços de drenagem e ampliação do terminal de passageiros. As atividades estão previstas para ser concluídas em 2016.

O senador Jorge Viana afirmou que essa foi uma grande vitória de todos os acreanos, haja vista que se trata da recuperação definitiva e, principalmente, porque dessa vez os municípios não ficarão desprovidos dos voos locais e os casos de emergências médicas não terão mais complicações.

Dessa vez, as companhias aéreas não precisarão suspender voos e a população não será prejudicada durante a execução da obra

Também compareceram à assinatura o senador Aníbal Diniz, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, o vice-governador César Messias, a subchefe da Casa Civil, Márcia Regina Pereira, o superintendente regional da Infraero, Jailson Dantas, o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre, Ocírodo Oliveira, a secretária de Turismo Rachel Moreira e o vice-prefeito de Rio Branco Márcio Batista.

Assessoria Governo

 


Jornal de Turismo

08 Outubro 2014 16:42

ANAC promove consulta dirigida para a Agenda Regulatória

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) realizará, de 13 a 24 de outubro de 2014, uma consulta dirigida para a elaboração de sua próxima Agenda Regulatória, referente ao biênio 2015/2016. Podem participar da consulta representantes, profissionais, empresários, estudantes, acadêmicos e pesquisadores do setor de aviação civil, além de cidadãos interessados no tema.

As contribuições poderão ser feitas de duas formas. A primeira consiste na avaliação dos temas levantados previamente pela ANAC (a avaliação abrange a urgência e a relevância do tema para o setor e a sociedade). A segunda forma de participação consiste em propor novos temas, ainda não considerados na Agenda Regulatória 2014 e não contemplados no levantamento interno citado anteriormente.

Os temas a serem propostos devem ter como objeto a criação, alteração ou revogação de ato normativo de competência da ANAC, a imposição de dever ou restrição de direito, a adoção ou alteração de entendimento a respeito das matérias de competência da ANAC ou, ainda, a realização de estudos técnicos específicos ao setor que sirvam de embasamento para a tomada de decisão sobre assuntos que causem impactos diretos (positivos ou negativos) ao setor ou à sociedade.


Jornal de Turismo

08 Outubro 2014 11:48

TAM conclui primeira etapa da mudança de terminais em Guarulhos

A TAM Linhas Aéreas concluiu com sucesso nesta quarta-feira a primeira etapa da mudança de suas operações internacionais de longa distância (de/para América do Norte e Europa) do Terminal 1 para o Terminal 3, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O primeiro voo da companhia a partir do novo terminal foi o JJ 8094 (Guarulhos – Miami), que decolou às 10h37.

A próxima etapa da mudança será na quinta-feira (09/10), quando os voos internacionais de curta distância (de/para países da América do Sul) da TAM e LAN passarão a ser operados no Terminal 3.

Por fim, no dia 10 de outubro, os voos domésticos da TAM serão transferidos do Terminal 1 para o Terminal 2, asa D. Estão incluídas nessa transição toda a operação de check-in, despacho de bagagem, loja para compra e remarcação de bilhetes, totens de autoatendimento e estrutura de backoffice. A área de recheck-in (balcão para check-in de passageiros em conexão) estará no T3 (piso de desembarque) e também no T2.

A mudança proporcionará mais conforto e praticidade aos passageiros e posiciona Guarulhos como o maior hub (centro de conexões de voos) internacional do Grupo LATAM. As companhias planejaram cuidadosamente essa transição, e não haverá alteração no horário programado de chegada e partida dos voos.


Mercado&Eventos

08/10 - 12:09

SAC apoia concessão de novo aeroporto de Porto Alegre

 

O aeroporto Salgado Filho

Após analisar proposta do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a Secretaria de Aviação Civil (SAC-PR) emitiu nota técnica sinalizando que a concessão à iniciativa privada é a solução mais recomendável para a construção do novo aeroporto na Região Metropolitana de Porto Alegre. A SAC também assinalou a necessidade do empreendimento, uma vez que há projeção de esgotamento de capacidade para o aeroporto Salgado Filho.

Para que o processo se inicie são necessários estudos para averiguar a viabilidade econômica, financeira, técnica e ambiental do projeto, que prevê o município de Portão (a 50 quilômetros de Porto Alegre) como o local para o novo terminal.

Segundo a análise da SAC, a concessão do seria a forma mais adequada de garantir os investimentos necessários para a construção do novo aeródromo, tendo em vista que projeções para o futuro alertam para a saturação do aeroporto Salgado Filho, tanto no processamento de passageiros quanto no transporte de cargas. A Secretaria considera, ainda, que não há empecilhos para a concessão conjunta dos dois aeroportos, conforme sugestão do Departamento Aeroportuário do Rio Grande do Sul.

Hoje o aeroporto da capital gaúcha tem capacidade para atender 15,3 milhões de passageiros por ano. As características do terreno onde está o Salgado Filho impedem a instalação de uma segunda pista e limitam a ampliação da pista existente. Além disso, a urbanização da área em torno do aeródromo dificulta, por exemplo, a instalação de sistemas mais avançados de pouso por instrumentos.

Em julho deste ano, o governador do Estado, Tarso Genro, entregou ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, estudo de demanda de importação e exportação de cargas que justificava a construção do novo aeroporto. Na ocasião, o governador destacou que uma das vantagens de transferir o tráfego aéreo para Portão são as condições climáticas, já que no local não há neblina frequente como ocorre na região do Salgado Filho.

Na última semana, o governo do Rio Grande do Sul anunciou que pretende contratar até dezembro uma empresa para produzir os estudos técnicos necessários e recomendados pela SAC. De acordo com o Executivo gaúcho, o novo aeroporto demandará investimentos de pelo menos R$ 4 bilhões.

A área prevista para o empreendimento é de 21 quilômetros quadrados, cinco vezes maior que a do Salgado Filho.

Rafael Massadar

 

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