Com o intuito de entender melhor o RBAC 117 e seus impactos, o Ministério Público do Trabalho de Brasília instaurou um procedimento sobre o tema e convocou o SNA, em nome dos aeronautas, o Snea, representando as empresas aeroviárias, e a Anac, como órgão regulador, para uma reunião realizada na quinta-feira (9).

Antes da reunião desta quinta, o procurador já havia recebido o SNA para ouvir considerações dos aeronautas a respeito do regulamento, ocasião em que foram apresentadas preocupações por parte do sindicato com a possibilidade de impactos trabalhistas, especialmente em temas como, por exemplo, jornadas de tripulação composta e jornada interrompida.

Na reunião desta quinta, o procurador se comprometeu a realizar uma reunião também com o Snea, no dia 18 de junho, para ouvir as consideração das companhias aéreas sobre o regulamento.

Destacamos que a aprovação do RBAC 117 ainda não é o passo final para a implementação desta regulamentação infralegal produzida pela Anac. A agência reguladora ainda terá de editar Instruções Suplementares para a completa aplicabilidade da norma.

Ressaltamos, ainda, que o SNA continuará atuando para que a regulamentação seja o mais benéfica possível para a categoria e para que cumpra o objetivo de garantir a segurança de voo.

Fiquem atentos aos nossos meios de comunicação par novidades sobre o tema.

Clique para ver a série de vídeos explicativos do SNA sobre o RBAC 117: https://bit.ly/2VTw79D.

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A Emirates Airlines, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, irá fazer seleção de comissários de voo na sede do SNA, em São Paulo, no 18 de maio.

Os interessados devem fazer candidatura e inscrição por meio dos sites abaixo:

https://www.emiratesgroupcareers.com/cabin-crew

http://flyrightintl.com/emirates-cabin-crew-open-day-sao

Mais informações podem ser obtidas com a agência recrutadora Fly Right por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Lembramos que o SNA apenas divulga oportunidades e que não tem responsabilidade pela seleção ou pelas vagas.

Emirates Airlines – Cabin Crew – Open Day São Paulo
Data: Dia 18/5 – 9h
Local: Sede do SNA – Rua Barão de Goiânia, 76, São Paulo

Em reunião realizada no último dia 9 de abril, o Sindicato Nacional dos Aeronautas deu continuidade às discussões com a Azul Linhas Aéreas para tratar de denúncias de tripulantes e para dar andamento às negociações de temas em aberto.

Veja abaixo os principais temas:

1. Pagamento de PPR 2018
A Azul esclareceu que para o cálculo do PPR referente ao ano calendário de 2018 (com pagamento em 2019) considerou seu lucro líquido apresentado em suas respectivas demonstrações financeiras, deduzindo itens não relacionados à operação e/ou sem efeito caixa —como, por exemplo, perdas ou ganhos com variação cambial, vendas de aeronaves, participações em outras empresas, dentre outros. Pontuou ainda que, em 2018, o lucro líquido foi de R$ 420 milhões e que, após ajustes, a cifra foi de R$ 190 milhões, resultando em cerca de R$ 19 milhões para distribuição do PPR. Por fim, a empresa afirmou que o lucro de 2018 mencionado em alguns comunicados da própria companhia, chamado de lucro líquido ajustado, não é o lucro das demonstrações financeiras auditadas e tem um cunho meramente informativo para investidores e mercado, excluindo efeitos não considerados contabilmente como, por exemplo, a greve dos caminhoneiros e prejuízos com venda de aeronaves. A Azul também se comprometeu a analisar um novo indicador para o cálculo do pagamento do PPR de 2019, a ser pago em 2020, de modo a facilitar os cálculos.

2. Proposta - Contratação copilotos
A companhia rejeitou a proposta formulada pelos copilotos na assembleia de 26 de fevereiro de 2019 sobre a possibilidade de a companhia realizar contratações diretas de comandantes. O SNA continua atuando perante a empresa nos interesses dos aeronautas.

3. Apresentação de pilotos e comissários no crewdesk com 10 minutos de diferença
A Azul informou que a questão já foi solucionada.

4. Programa troca de posições – funcionários de outros setores da empresa executando atividades exclusivas de aeronautas
A empresa informou que os funcionários que participam do programa não podem realizar atividades a bordo de aeronave. A companhia se comprometeu a reforçar as orientações internas, de modo a preservar a segurança de voo.

5. Negociação da cláusula 3.2.13 da CCT – Garantia de creche a aeronauta
A Azul se comprometeu a analisar a possibilidade de aumentar o valor do reembolso, que atualmente é limitado a R$ 350 mensais, durante 24 meses.

6. Alteração do horário de folga
A Azul realizará levantamento para verificar em quais programações ocorrem o maior índice de alterações para que seja analisada a viabilidade de celebração de acordo coletivo de trabalho para regulamentar a questão, que deverá ser aprovada em assembleia.

7. Despacho de bagagem dos tripulantes das congêneres que viajam de Passe Livre pela Azul
Esclareceu que o despacho de bagagem dos tripulantes das congêneres pode ser realizado no check-in ou na porta da aeronave, a critério do aeronauta. A companhia se comprometeu a reforçar os comunicados internos para garantir que o procedimento seja feito corretamente pelas equipes de solo.

8. Instalações do crewrest nos despachos operacionais de Viracopos e Confins
Informa que está buscando alternativa para melhorar o isolamento acústico do crewrest no D.O. de Viracopos. Entretanto alega que não foram constatadas irregularidades no crewrest no D.O. de Confins.

O departamento jurídico do SNA fica à disposição para eventuais esclarecimentos pelo telefone (11) 5090-5100 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

No último dia 11 de abril, foi realizado um encontro da Comissão Nacional de Fadiga Humana – CNFH, na sede do SNA. Entre os assuntos em pauta estavam as últimas atualizações do Projeto Fadigômetro, o acompanhamento da fadiga em controladores de voo e equipe de manutenção e melhorias na metodologia.

Em relação ao Projeto Fadigômetro, foi apresentada uma atualização de pontos importantes do trabalho, que inclui estatísticas gerais da amostra, efetividade mínima na fase crítica (pousos e decolagens) e área de perigo na fase crítica.

O próximo passo é apresentar os resultados parciais do Fadigômetro no 17º Congresso Nacional da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, em maio.

A fadiga no âmbito da manutenção e CTA também foi tema de discussão do encontro da CNFH. A carga de trabalho, complexidade das funções, limites prescritivos e turnos de atuação também podem gerar fadiga e afetar diretamente a segurança das operações.

Entre as ações sugeridas estavam um acompanhamento dessa rotina, avaliação de escalas, reportes voluntários e avaliação e percepção de fadiga.

- Melhora na metodologia e criação de manual

A tenente Simone (Cenipa) propôs os seguintes itens que visam aperfeiçoar o processo de metodologia da investigação de fadiga: identificação de elementos sistemáticos e repetitivos; levantamentos estatísticos e análise de tendências; estreitamento da relação entre contexto operacional e acadêmico e conhecimento dos processos de gestão.

A CNFH colocou como meta a criação de um manual de orientações para nortear os investigadores quanto a questão da fadiga nas ocorrências aeronáuticas.

A próxima reunião do CNFH foi agendada para 8 de agosto de 2019.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas solicita aos tripulantes da Flyways Linhas Aéreas que são beneficiários da sentença que condenou a empresa a pagar diárias de alimentação e vale alimentação em atraso que enviem escalas de voos e holerites dos anos de 2016 e 2017, de forma que o valor devido possa ser apurado. Veja lista dos beneficiados abaixo.

Os documentos devem ser enviados para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Na segunda-feira (15), foi publicado acórdão no TRT do Rio de Janeiro em que foi concedida segurança em definitivo determinando a expedição de ofício ao Ministério do Trabalho e Emprego para fornecimento dos CAGEDs e RAIS analíticas dos Empregados da Flyways Linhas aéreas, no período de 2016 até 2017.

Antes, porém, o SNA já havia tido acesso essas informações devido a uma liminar concedida também pelo TRT-RJ.

Devem enviar as escalas e os holerites dos anos de 2016 e 2017 os aeronautas:

- Ricardo Jucioli Struckel;
- Filipi da Silva;
- Marcos Kafuri Ferreira Julio;
- Joane Pereira Carvalho;
- Humberto Rodrigues.

O departamento jurídico do SNA fica disponível para esclarecer dúvidas por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone 11 5090-5100.  

Após perícia realizada no dia 8 de março na sede da EJ Escola de Aviação/Harpia Flight Academy,  que foi acompanhada pelo SNA, o perito judicial finalizou laudo que confirmou atividade periculosa, sendo, portanto, devido o pagamento do adicional de periculosidade a todos os instrutores e ex-instrutores que trabalharam na instituição desde 2012.

O laudo pericial foi juntado aos autos do processo judicial que discute as irregularidades nos contratos de trabalho dos instrutores desta que é a maior escola de aviação do Brasil.

Dessa forma, o SNA solicita que todos os ex-instrutores que trabalharam na escola a partir de 2012 entrem em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo Whatsapp (11) 95902-7671 para que possam ser orientados sobre o andamento do processo.

Paralelamente à medida judicial, existe um inquérito civil em andamento no Ministério Público do Trabalho, no qual se investigam todas as irregularidades dos contratos de trabalho da EJ com seus atuais instrutores.

Todos os atos judiciais tiveram início após a recusa da EJ em negociar um Acordo Coletivo de Trabalho que regularizasse os contratos dos instrutores segundo a previsão da lei 13.475/17 (Lei do Aeronauta) —a instituição defende que seus instrutores não são aeronautas e que devem ser enquadrados na categoria profissional de professores.

O SNA ressalta que continuará trabalhando para a regularização dos contratos de trabalho em todos os aeroclubes e escolas de aviação do Brasil.

O departamento jurídico do SNA está disponível para eventuais dúvidas por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (11) 5531-0318.

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A Cathay Dragon, companhia aérea de Hong Kong, está com vagas abertas para copilotos de A320 e A330.

Caso haja um número alto de interessados, a agência de recrutamento Cae Parc Aviation poderá realizar um roadshow em São Paulo.

Os interessados devem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Veja mais informações: https://bit.ly/2KnfOgD.

Obs.: O SNA apenas divulga vagas e não tem responsabilidade sobre a seleção.

Devido à falta de quórum nesta segunda-feira (1º), o SNA irá convocar uma nova assembleia para esclarecimentos sobre a possível renovação do Acordo Coletivo de Trabalho da Passaredo sobre o Programa de Licença Remunerada, orginalmente ofertada no ano de 2018.  O edital com local e horário será divulgado em breve.

A aprovação ou não da renovação do acordo será colocada em votação on-line, que terá duração de dois dias.

Em março de 2018 a Passaredo criou o Programa de Licença Remunerada, oportunidade em que foram disponibilizadas 37 adesões para aqueles que, à época, se interessassem. As adesões totalizaram 27 aeronautas e, atualmente, três destas adesões permanecem ativas —e somente estas poderão ser renovadas.

Conforme previsão, o acordo firmado pode ser prorrogado ou revisto, total ou parcialmente, mediante a deliberação dos aeronautas da Passaredo.

O departamento jurídico do SNA fica à disposição para esclarecimentos pelo telefone (11) 5090-5100, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo Whatsapp 11 95375-0095 (somente para associados). 

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A Anac publicou na terça-feira (19) o texto final do RBAC 117. O Sindicato Nacional dos Aeronautas fez uma análise preliminar do texto do regulamento a fim de entender as modificações da atual regulamentação.

Acesse a íntegra do documento: https://bit.ly/2JuUw0e.

Inicialmente, destacamos que a aprovação do RBAC 117 ainda não é o passo final para a implementação desta regulamentação infralegal produzida pela agência. A Anac ainda terá de editar Instruções Suplementares (IS) para a completa aplicabilidade da norma.

Somente empresas que criarem o programa de FRMS homologado pela Anac poderão utilizar o RBAC no futuro.

Além disso, conforme previsto no artigo 80 da Lei 13.475/2017, os novos parâmetros editados pela agência somente poderão ser aplicados ao trabalho dos aeronautas após decorridos 30 meses do início da vigência da Nova Lei do Aeronauta, o que ocorrerá apenas em abril de 2020.

Pela normatização desenvolvida pela Anac, as jornadas dos tripulantes ficariam da seguinte maneira:

- Tripulação simples: a jornada atual de tripulação simples é de 11 horas (independentemente do horário de apresentação — descontando-se a redução noturna). O RBAC 117 determina uma duração máxima da jornada e tempo máximo de voo para um tripulante de tripulação simples de acordo com o número de etapas a serem voadas e a hora referente ao início da jornada, conforme a tabela abaixo.

tabela 1 rbac 117

Obs.: Jornadas acima de 12 horas para tripulação simples somente poderão ser realizadas se houver previsão em convenção ou acordo coletivo; logo, na prática, as jornadas serão limitadas a 12 horas. Da mesma forma, o repouso na tripulação simples só poderá ser menor do que de 12 horas caso seja alterado por convenção ou acordo coletivo.

- Pilotos em voos de tripulação composta e revezamento: duração máxima da jornada e  tempo máximo de voo para um tripulante de voo aclimatado em uma operação com tripulação composta ou de revezamento, de acordo com a classe de acomodação a bordo da aeronave, tipo de tripulação e a hora aclimatada referente ao início da jornada.

tabela 2 rbac 117

- Comissários em voos de tripulação composta e revezamento: duração máxima da jornada e  tempo máximo de voo para um tripulante de cabine aclimatado em uma operação com tripulação composta ou de revezamento, de acordo com a classe de acomodação a bordo da aeronave, tipo de tripulação e a hora aclimatada referente ao início da jornada.

tabela 3 rbac 117


- Categorias de descanso a bordo da aeronave irão definir qual a duração máxima de jornada para voos em tripulação composta e revezamento; veja o conceito de cada categoria de descanso:

  • acomodação Classe 1: significa uma cama ou outra superfície que permita dormir na posição horizontal, cuja localização seja separada tanto da cabine de comando quanto da cabine de passageiros, tenha temperatura controlada, possibilite que o tripulante controle a iluminação e seja isolada quanto a som e perturbação;
  • acomodação Classe 2: significa um assento na cabine de passageiros que permita uma posição para dormir horizontal ou quase horizontal (isto é, recline 45° ou mais em relação à vertical), possua uma largura mínima de 50 cm (20 pol.) e possua suporte para as pernas e pés na posição reclinada. Adicionalmente, ele deve ser separado dos passageiros por pelo menos uma cortina para possibilitar escurecimento e razoavelmente livre de perturbação dos passageiros ou membros da tripulação; e
  • acomodação Classe 3: significa um assento na cabine de comando ou na cabine de passageiros que recline 40° ou mais em relação à vertical, possua suporte para as pernas e pés na posição reclinada, seja separada dos passageiros por pelo menos uma cortina para possibilitar escurecimento, e não seja adjacente a nenhum assento de passageiros.


Obs.: após análise das aeronaves de voos internacionais feita pelo SNA, constatou-se que a categoria de repouso do equipamento B767 não contempla o conceito de descanso classe 2 (corresponde ao descanso classe 3). Assim sendo, os descansos precisariam ser modificados para que os comissários executem as jornadas para a categoria de descanso 2.

Obs. 2: apesar de o RBAC prever reclinação mínima de 40° para acomodação classe 3, a CCT prevê condição mais favorável para comissários em programações de tripulação de revezamento e deverá ser respeitada, conforme prevê a cláusula 3.5.2 da referida convenção coletiva da aviação regular.

Obs. 3: como definido na cláusula 3.5.2 da CCT da aviação regular, os descansos dos pilotos, quando em tripulação composta, deverão no mínimo ter a mesma reclinação da classe executiva ou, na ausência desta, a maior classe existente na aeronave.

No que se refere aos limites de tempo de voo, o RBAC previu os seguintes limites:

(i) para aviões a jato:

- 90 horas durante qualquer período de 28 dias consecutivos;

- 900 horas durante qualquer período de 365 dias consecutivos;

(ii) para aviões turboélice:

- 95 horas durante qualquer período de 28 dias consecutivos;

- 950 horas durante qualquer período de 365 dias consecutivos;

(iii) para aviões convencionais:

- 96 horas durante qualquer período de 28 dias consecutivos; e

- 960 horas durante qualquer período de 365 dias consecutivos;

(iv) para helicópteros:

- 93 horas durante qualquer período de 28 dias consecutivos; e

- 930 horas durante qualquer período de 365 dias consecutivos.

Obs.:  Quando  o  tripulante  operar  diferentes  tipos  de  aeronaves,  o  limite  inferior  deve  ser respeitado.

Obs. 2: é importante destacar que, atualmente, a contagem dos limites é feita através do mês calendário. Com esta modificação, a contagem levará em conta períodos de 28 dias, não se restringindo ao mês calendário, sendo, portanto, mais justa.

Em relação aos limites de tempo de jornada, o RBAC 117 somente confirmou a previsão atual de jornadas semanais contidas na convenção coletiva dos aeronautas —porém limitando a 100 horas o período de 14 dias.

(i) 60 horas durante qualquer período de 7 (sete) dias consecutivos, mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho;

(ii) 100 horas durante qualquer período de 14 (quatorze) dias consecutivos;

  • 176 horas mensais;
  • 176 horas durante qualquer período de 28 (vinte e oito) dias consecutivos


Obs.: conforme prevê o artigo 41 da lei 13.475/17, as jornadas mensais nunca poderão exceder 176 horas no mesmo mês. O RBAC 117, por sua vez, limita a jornada máxima de 176 horas em 28 dias corridos (independentemente de ser no mesmo mês ou em meses diferentes), evitando jornadas extenuantes em sequência.

No que se refere à aclimatação, tem-se que no início de uma jornada ou de um período de repouso em um novo local que difira em três fusos ou mais do local original, o tripulante é considerado aclimatado ao local original se a jornada ou o repouso no novo local se iniciar em menos de 36 horas após o início da jornada no local original, ou seja, se a soma da jornada com o tempo de repouso for igual ou inferior a 36 horas. A tabela abaixo demonstra isso:

tabela 4 rbac 117

Obs.: Caso o tripulante não esteja aclimatado, os limites de jornada de tripulação composta ou de rezevamento serão diminuídos em uma hora.

Ainda nesta análise preliminar, o SNA identificou alguns pontos que merecem atenção especial e, dentre eles, destaca:

- Jornada interrompida: o RBAC estendeu a aplicabilidade do artigo 38 da Nova Lei do Aeronauta para os tripulantes da aviação comercial; entretanto, o sindicato entende que não caberia à agência modificar o conceito e limitação feita pelo legislador acerca do assunto. Ademais, registra-se que a cláusula “3.3.13. Do tempo em solo entre etapas de voo”, prevista na CCT da Aviação Regular, impede a aplicação deste instituto para o segmento;

- Fixação de descansos diferentes para pilotos e comissários: apesar de as jornadas serem iguais para pilotos e comissários, os descansos exigidos são diferentes. O SNA discorda desta diferenciação, pois todos pertencem à mesma categoria e estão sujeitos a condições iguais de fadiga.

Foram também identificadas ressalvas positivas importantes para o trabalho do aeronauta, dentre as quais destacam-se:

- Após voos em duas madrugadas consecutivas, os tripulantes não poderão ser escalados para um voo cuja jornada se inicie entre 6h e 8h no dia subsequente;

- Se o tripulante que compuser tripulação simples for acionado durante um sobreaviso, a soma do limite máximo de jornada ao tempo de sobreaviso não pode ultrapassar 16 horas;

- Se o tripulante que compuser tripulação composta ou de revezamento for acionado após 8 horas de um sobreaviso, os limites de jornada previstos nas respectivas tabelas devem ser diminuídos do valor que exceder as 8 horas de sobreaviso;

- A manutenção no limite de madrugadas consecutivas em duas (2) para aviação de cargas, diferentemente do texto originalmente proposto pela Anac, que limitava em quatro (4) madrugadas consecutivas para aviação de cargas.

- O SNA assegurou a participação de um representante no Gagef (Grupo de Ação de  Gerenciamento da Fadiga), responsável por analisar os reportes de fadiga. Dessa forma, o sindicato terá a oportunidade de analisar todos os eventuais reportes e poderá atuar na proteção do tripulante que invoque fadiga.

Por fim, o sindicato ressalta que seguirá fazendo a análise do documento recém-publicado e adotará todas as medidas cabíveis visando à proteção e resguarda do trabalho dos aeronautas.

A Avianca Brasil apresentou nesta segunda-feira (18) uma proposta de plano de recuperação judicial a ser deliberada na Assembleia Geral de Credores da companhia, marcada para o dia 29 de março, às 14h, em São Paulo.

Entre as medidas para recuperação a serem apresentadas para deliberação está a criação e a venda de uma UPI (Unidade Produtiva Isolada) denominada Life Air, que incluiria:

- Até 28 aeronaves; 
- Certificado de Operador Aéreo; 
- Outorga da UPI Life Air para a prestação de serviço de transporte aéreo regular; 
- Direito de uso dos Horários de Chegadas e Partidas UPI Life Air; 
- Membros e banco de dados do Programa Amigo; 
- Parte dos funcionários da Ocean Air Linhas Aéreas, na medida do apropriado e necessário para operar a UPI Life Air, a serem selecionados pelo vencedor do leilão. Esses funcionários selecionados celebrarão novos contratos de trabalho com a UPI Life Air, ou o adquirente da UPI Life Air, conforme o caso;
- Direito de usar a marca registrada da Avianca até a integração total da UPI Life Air no vencedor do leilão.

Veja na integra o plano de recuperação apresentado pela Avianca: https://bit.ly/2TTjevm.

Lembramos que a Assembleia Geral de Credores precisa aprovar o plano apresentado, podendo rejeitá-lo ou modifica-lo —e é necessária, ainda, a posterior validação do judiciário.

Após formalizada, a empresa UPI Life Air irá a leilão, podendo ser adquirida por qualquer comprador. Porém, conforme já foi noticiado, existe uma carta de intenção assinada entre Azul e Avianca para indicar o interesse potencial da Azul de efetivar a compra.

O SNA irá convocar uma assembleia para o dia 1º de abril para prestar esclarecimentos aos tripulantes a respeito do que ficar decidido na Assembleia Geral de Credores.

Por fim, ressaltamos que o SNA continuará atuando baseado nas premissas deliberadas pelos tripulantes da companhia em assembleia realizada no dia 15 de março, de forma a defender especialmente os empregos de pilotos e comissários.

Fiquem atentos aos meios de comunicação do SNA para novidades sobre o caso e para a publicação de edital de convocação para a assembleia do dia 1º de abril.

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Em assembleia realizada nesta sexta-feira (15), em São Paulo, o SNA prestou esclarecimentos sobre a possível compra de parte dos ativos da Avianca Brasil pela Azul Linhas Aéreas.

Os tripulantes da Avianca deliberaram por aprovar algumas premissas para a atuação do sindicato nesta negociação entre as empresas, de forma a defender especialmente os empregos de pilotos e comissários.

Pela carta assinada, a Avianca Brasil criará uma UPI (Unidade Produtiva Isolada) denominada Life Air. Porém deve ser destacado que o negócio não foi sacramentado, já que a carta assinada serve tão somente para indicar o interesse potencial da Azul de efetivar a compra.

Além disso, a criação e alienação de uma UPI precisa de aprovação da Assembleia Geral de Credores e validação do judiciário —e, nesse caso, também da Anac e demais órgãos competentes.

A Azul, cumprindo o que ficou acordado na carta de intenções, já adiantou cerca de R$ 31,6 milhões à Avianca, a título de empréstimo e início de pagamento, cuja destinação foi para pagamentos de folha de pessoal, FGTS, férias e rescisões trabalhistas.

Cabe ressaltar que, após formalizada, a empresa UPI Life Air irá a leilão, podendo ser adquirida por qualquer comprador, mesmo diante da carta de intenção assinada entre as duas empresas.

Ressaltamos, ainda, que SNA tem atuado incessantemente na busca da garantia da quitação de todos os créditos dos tripulantes empregados da Avianca e na manutenção de um ambiente de trabalho seguro durante o  período que durar o processo de recuperação judicial.

Fiquem atentos aos meios de comunicação do SNA para novidades sobre o caso.

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Diante da confirmação do pagamento por parte da Avianca dos salários, férias e diárias em atraso, realizado nesta quarta-feira (13), e do compromisso assumido pela empresa de regularizar os pagamentos daqui para a frente, o SNA informa que fica suspensa, por ora, a publicação de edital de assembleia que iria deliberar sobre eventual paralisação das atividades por parte dos tripulantes.

Contudo, o SNA convoca para esta sexta-feira (15), às 13h30, em São Paulo, uma assembleia que servirá para fazer esclarecimentos sobre a recuperação judicial da companhia e, em especial, sobre o acordo de intenção de compra firmado entre a Avianca e a Azul, conforme já anunciado pelas companhias, além de tratar sobre os atrasos nos pagamentos.

Veja na íntegra o edital: https://bit.ly/2F2lBSO.

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LEIA TAMBÉM: Sindicato Nacional dos Aeronautas atua em possível compra da Avianca pela Azul

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