Renovação da CCT de Táxi Aéreo vai a dissídio no TST; greve fica suspensa

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Graças ao início do movimento de paralisação dos trabalhadores das empresas de Táxi Aéreo, que teve sua primeira etapa nesta segunda-feira, em Macaé (RJ), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) acolheu pedido de dissídio coletivo de greve.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas recebeu notificação para audiência de conciliação e instrução já nesta terça-feira (1º), às 15h, na sede do TST, em Brasília. Sendo assim, a parlisação desta segunda e as que estavam previstas para os próximos dias ficam suspensas até que haja uma definição na Justiça.

O TST, representado por seu vice-presidente, ministro Ives Gandra Martins Filho, buscará a construção de um entendimento entre as partes, com a atuação do Poder Judiciário.

Se não houver esse entendimento, os termos de renovação da CCT da categoria serão decididos de acordo com o julgamento do ministro.

Histórico

No último dia 18 de agosto, os aeronautas empregados das empresas de Táxi Aéreo decidiram em assembleia fazer greve, já que as negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho se esgotaram sem que fosse apresentada uma proposta satisfatória.

Mesmo negociando com o Sneta desde o ano passado —a data base da categoria é 1º de dezembro—, as companhias foram intransigentes e ofereceram 0% de reajuste salarial.

Após uma mediação do TST, foi formulada uma proposta de 3,17% de reajuste nos salários sem retroação —recusada integralmente em assembleia da categoria, que decidiu pela paralisação, já que não haveria nem mesmo a reposição inflacionária.

O SNA espera para a audiência do dia 1º que as empresas apresentem uma proposta que garanta direitos básicos, além da reposição inflacionária do período.

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