Custos para viabilizar operações de piloto único superam gastos com salários e benefícios

19 de dezembro de 2023

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Dando continuidade à campanha “Segurança de Voo Começa com 2” (Safety Starts With 2), o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) chama a atenção para o valor dos custos operacionais desse tipo de operação para as empresas e qual o impacto desses custos.

Um dos principais argumentos que os defensores das operações com piloto único utilizam para defender a redução de tripulantes em voos comerciais é que tal medida irá reduzir os custos operacionais. No entanto, esta é uma visão equivocada, já que, qualquer economia nesse sentido seria compensada por outros custos associados a esse tipo de operação.

Os custos para se viabilizar esse tipo de operação superam os gastos com salários dos pilotos. As empresas teriam de investir em novos equipamentos para modernizar as aeronaves com a automação necessária, sensores e sistemas de comunicação, infraestrutura e certificação dos novos sistemas. O fato de ter de contratar pilotos remotos em terra, como apoio às operações de piloto único, faz cair por terra a tese de “economia” em salários e benefícios.

Também há algumas dúvidas que os defensores das operações de piloto único ainda não responderam: O fato de ser exigida uma maior responsabilidade aos pilotos não vai fazer com que eles sejam mais bem pagos? Os pilotos em terra não vão ter um salário equivalente ao copiloto que foi retirado? O investimento e as alterações profundas na estrutura de um novo cockpit não vão representar custos elevados?

O SNA reforça ainda que os pilotos em solo terão dificuldades neste tipo de operação, pois se o objetivo é reduzir a força de trabalho, cada piloto remoto em solo deverá monitorar vários voos a qualquer momento. Em operações normais, os dois pilotos na cabine de comando estão cientes das posições e vetores de sua aeronave e de outras, conforme a necessidade durante o voo.

Porém, os pilotos remotos podem ter dificuldades em compartilhar o status de cada voo, no caso de surgirem condições imprevisíveis durante as operações, o que pode levar o piloto a confundir informações sobre voos e tomar decisões com base em informação errada. Para diminuir esse risco de erro, o ideal seria um piloto remoto por voo, o que limitaria a suposta economia que as empresas fariam em salários e benefícios, já que apenas substituiriam o piloto em cabine por um remoto.

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